Polícia espanhola realiza buscas no PSOE e residências de socialistas em Madrid
A polícia espanhola realizou buscas na sede do Partido Socialista (PSOE) em Madrid nesta quarta-feira em operação destinada a investigar um possível esquema de financiamento ilegal. A ação simultânea envolveu varreduras em várias localizações, incluindo residências de antigos dirigentes do partido e de empresários relacionados ao caso. Agentes coletaram depoimentos de pessoas envolvidas na investigação.
Operação abrange residências e empresários
As autoridades espanholas executaram buscas nas residências de Madrid do ex-dirigente socialista Gaspar Zarrías e de Santos Cerdán, também antigo membro da cúpula do PSOE. O empresário Javier Pérez Dolset teve sua residência também vasculhada. A amplitude da operação indica que a investigação envolve múltiplos agentes em diferentes setores.
Esquema de corrupção sob investigação
O caso investiga um alegado esquema de corrupção que resultou em prisões em dezembro. As autoridades prenderam Leire Díez, o ex-presidente da SEPI (Sociedade Estatal de Participações Industriais) Vicente Fernández Guerrero e o empresário basco Antxon Alonso, proprietário da empresa Servinabar. Os 3 suspeitos são acusados de:
- Abuso de poder
- Peculato
- Tráfico de influências
- Associação criminosa
Investigadores apontam que os suspeitos utilizaram um grupo de WhatsApp chamado “Hirurok” para se comunicarem sobre os supostos esquemas ilícitos.
Contratos fraudulentos somam 132 milhões de euros
A investigação identifica 5 contratos e subsídios alegadamente fraudulentos envolvendo valores próximos a 132 milhões de euros. Múltiplas empresas e entidades públicas aparecem no esquema. Entre elas estão a Mercosa, a Enusa, o Parque Empresarial Principado de Asturias (PEPA), a Sepides, a Servinabar, a Forestalia e a Tubos Reunidos. Esta última recebeu um resgate de 112,8 milhões de euros aprovado em 2021 e agora é investigada por possível fraude.
Reação política divide parlament
Alberto Núñez Feijóo, líder da oposição, voltou a pedir a realização de eleições antecipadas após a operação, considerando a situação “desesperante”. O político alertou para o risco de alastramento da crise política causada pelas investigações envolvendo figuras do governo socialista.
No Parlamento, o vice-primeiro-ministro e ministro da Economia, Carlos Cuerpo, respondeu afirmando que o governo defende “tolerância zero” contra qualquer comportamento ilegal. Cuerpo sublinhou a necessidade de respeitar os processos judiciais em andamento e manteve a presunção de inocência para os investigados.
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