Billy Slater evita discussão sobre Reece Walsh no State of Origin após revés dos MaroonsPor Beatriz
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O técnico dos Maroons, Billy Slater, recusou-se a especular sobre a convocação de Reece Walsh para o segundo jogo do State of Origin. A equipe de Queensland enfrenta o desafio de manter a série viva após a derrota por 22 a 20 para NSW em Sydney, na última quarta-feira. A decisão do treinador mantém incerteza sobre a presença do atleta que foi preterido na primeira partida.
Walsh, vencedor da Medalha Clive Churchill na grande final do ano passado, não foi incluído no elenco de 20 jogadores de Slater para o confronto inicial. O treinador optou por Kalyn Ponga na posição de zagueiro, uma escolha que agora gera questionamentos após o resultado desfavorável e o desempenho geral da equipe.
Posição de Slater sobre Reece Walsh
Questionado especificamente sobre a possibilidade de o “gênio criativo” Reece Walsh retornar para o próximo embate, agendado para 17 de junho em Melbourne, Slater demonstrou cautela. “Há muitas incógnitas… vamos apenas dar um passo de cada vez”, afirmou o técnico em suas declarações pós-jogo. A equipe, composta por cinco jogadores estreantes, não obteve a vitória esperada no vestiário, o que ele espera mudar no futuro.
Apesar da derrota, Slater elogiou a determinação de sua equipe, especialmente após Ponga ser expulso aos 58 minutos de jogo. “A garra e o espírito com que lutaram — com 12 homens — lutaram com muita coragem”, destacou o treinador. Ele classificou o cenário como uma jornada designada, com cartas dadas, e que a equipe jogará com elas.
Desempenho e expulsão de Ponga
Kalyn Ponga, atleta do Newcastle, foi a escolha de Slater para a posição de zagueiro no primeiro jogo. O jogador estará disponível para o segundo confronto em Melbourne, após ser absolvido de uma suspensão por carga de ombro em Tolu Koula, que o havia afastado na partida anterior. A expulsão de Ponga no jogo decisivo foi um momento crucial, alterando o rumo da partida.
Os Maroons lideravam por 20 a 6 até a expulsão de Ponga aos 58 minutos. Essa vantagem numérica beneficiou os Blues, que conseguiram virar o placar e, eventualmente, marcar o ensaio decisivo com James Tedesco. A jogada mudou a dinâmica da partida, forçando Queensland a atuar com um jogador a menos nos minutos finais.

Análise de Slater pós-derrota
Slater indicou que os últimos 20 minutos do jogo não o influenciarão a fazer mudanças drásticas na equipe. O treinador expressou a intenção de focar nos aspectos positivos do desempenho, que foram muitos, segundo ele. Ele ressaltou a importância de uma análise detalhada de todos os pontos da partida.
- Recuperação da equipe: A prioridade é reerguer o time após a queda.
- Sentimento de frustração: É natural sentir-se desapontado com a derrota.
- Evitar decisões precipitadas: Não descartar o trabalho feito (“não vamos deitar fora o bebé juntamente com a água do banho”).
“O mais importante é nos reerguermos depois da queda”, disse Slater. Ele reconhece o sentimento de frustração, mas defende a manutenção da base da equipe, evitando reações exageradas diante de um resultado adverso.
Destaque individual de Sam Walker
Um dos únicos pontos positivos para os Maroons foi o desempenho de Sam Walker, que se consolidou como um armador promissor para o Origin. Em sua estreia brilhante, o meio-campista deu o passe para dois tries e converteu quatro chutes a gol. Ele também causou dificuldades à defesa de NSW com bolas altas, demonstrando inteligência e agressividade.
O desempenho de Walker, no entanto, foi ofuscado pela reação tardia dos Blues. Slater expressou grande confiança no jovem jogador. “Quanto mais a semana avançava, mais eu me sentia confiante de que ele jogaria daquela maneira”, afirmou o técnico. Ele elogiou a inteligência e a participação de Walker nas questões da equipe, além de sua capacidade de desbloquear os adversários em campo. “Espero que ele tenha mais oportunidades e jogue mais futebol neste nível”, concluiu Slater, sinalizando um futuro promissor para o armador.







