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Microlua azul rara surge no fim de semana; próxima aparição será apenas em dezembro de 2028

Microlua
Foto: Microlua - Foto: EyeEm Mobile GmbH/iStock

Uma microlua azul fará uma aparição especial neste fim de semana, proporcionando aos observadores um fenômeno que não se repetirá até o final de 2028. Este evento celestial envolve uma lua cheia que se posiciona na maior distância da Terra no ano, resultando em uma aparência ligeiramente menor e mais fraca no céu noturno.

O espetáculo astronômico, aguardado com interesse por entusiastas do céu, é um tipo particular de Lua Azul, que é a segunda lua cheia a ocorrer dentro do mesmo mês, conforme a definição científica. A última Lua Azul foi observada em 2023, e a próxima está agendada para 31 de dezembro de 2028, segundo informações divulgadas pelo EarthSky. A singularidade da microlua azul adiciona uma camada extra de raridade a este evento já pouco frequente.

Entenda a microlua azul e sua raridade

Lua das Flores, Lua cheia

A microlua azul é caracterizada por ser a lua cheia mais distante e, consequentemente, a que aparenta ser menor em todo o ano. Este fenômeno acontece porque a órbita da Lua ao redor da Terra não é perfeitamente circular, fazendo com que a distância entre os dois corpos celestes varie ao longo do tempo. Esta variação orbital é crucial para determinar se a lua cheia será uma microlua ou uma superlua.

Diferentemente de uma superlua, quando a Lua cheia se aproxima mais da Terra, a microlua azul se encontra a uma distância de 405.900 quilômetros. Em contraste, a superlua mais recente esteve a apenas 362.400 quilômetros de distância. Apesar do nome “azul”, a Lua não exibirá nenhuma coloração turquesa, safira ou tonalidade incomum, pois o termo refere-se à frequência da ocorrência de duas luas cheias em um único mês, e não à sua cor.

Dicas para observar a microlua azul

Quem deseja presenciar a microlua azul deve procurar o fenômeno intencionalmente, pois suas diferenças visuais são sutis. Gianluca Masi, do Projeto Telescópio Virtual, comunicou à Associated Press que a microlua aparecerá aproximadamente 6% menor e 10% mais fraca do que uma lua cheia comum. Essas variações são consideradas delicadas e podem passar despercebidas pela maioria dos observadores.

Para auxiliar na observação, o Projeto Telescópio Virtual confirmou que transmitirá ao vivo imagens da microlua azul, capturadas por seus telescópios robóticos. Esta transmissão oferece uma oportunidade para aqueles que talvez não consigam observar diretamente o céu ou que desejam uma visão ampliada do evento.

Ocultação de Antares em regiões específicas

Um dos aspectos mais fascinantes do evento é a interação da microlua azul com Antares, uma estrela brilhante localizada na constelação de Escorpião. Observadores no Hemisfério Norte poderão ver a Lua ao lado de Antares. No entanto, o espetáculo mais dramático ocorrerá para aqueles que estiverem ao sul do Equador e em diversas localidades do Pacífico, onde a Lua parecerá cruzar em frente à estrela, obscurecendo-a temporariamente.

A ocultação de Antares será um momento especial para astrônomos e curiosos em certas partes do globo. A lista de regiões onde a estrela desaparecerá temporariamente inclui:

  • Argentina
  • Chile
  • Nova Zelândia
  • Leste da Austrália
  • Partes da Antártida
  • Algumas outras ilhas

Antares é uma estrela supergigante vermelha, situada a aproximadamente 550 anos-luz da Terra, e é carinhosamente conhecida como o “coração do escorpião” dentro de sua constelação. Para observadores em outras partes do mundo, Antares permanecerá visível, brilhando ao lado da lua cheia, mas sem o fenômeno da ocultação.