Trump reitera fim de hostilidades no Irã com acordo ou alerta sobre ação militar dos EUA
O presidente Donald Trump ainda não anunciou uma decisão final sobre a proposta de acordo de paz com o Irã, mas alertou que os Estados Unidos estão preparados para acabar militarmente com o conflito caso as negociações fracassem. As discussões prosseguem em um cenário de alta tensão e exigências financeiras significativas por parte de Teerã.
A situação reflete a complexidade das relações entre os dois países, com os EUA mantendo pressão econômica e militar, enquanto Israel avança em suas operações no Líbano. A Casa Branca busca um desfecho diplomático, contudo, a alternativa da ação bélica permanece abertamente na mesa, conforme declarado por membros do governo americano.
Requisitos iranianos incluem reparações de bilhões
A recente proposta de paz do Irã incluiu a exigência de centenas de bilhões de dólares em indenizações por danos de guerra. Esse valor seria um pagamento pela infraestrutura destruída, de acordo com relatórios. O deputado Darrell Issa, democrata da Califórnia, discutiu as negociações no programa “The Sunday Briefing” da Fox News.
Issa defendeu que os Estados Unidos deveriam buscar termos mais rigorosos para qualquer acordo. A demanda por reparações destaca um ponto de discórdia significativo nas atuais conversas. A situação econômica do Irã também foi abordada, com análises que a descrevem como grave, em meio a um desejo de mudança por parte da população. A Dra. Nazee Moinian, pesquisadora associada do Middle East Institute, expôs a crescente influência da Guarda Revolucionária Islâmica e a natureza do regime em Teerã. Moinian afirmou que a guerra com os EUA ajudou a expor o “Estado mafioso” por trás do regime iraniano, evidenciando as dificuldades internas do país.
Washington mantém pressão econômica e militar na região
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, destacou o sucesso da Operação Fúria Econômica contra o Irã. Em sua participação no “Sunday Morning Futures” da Fox News, Bessent afirmou que a economia dos EUA permanece resiliente em meio à guerra com o Irã. O secretário, um membro importante do gabinete de Donald Trump, declarou que a economia iraniana está em ruínas após sofrer sanções econômicas e ataques dos Estados Unidos.
As Forças Armadas dos EUA já desativaram um navio cargueiro com bandeira da Gâmbia no Golfo de Omã. Esta ação ocorreu no sábado, como parte do bloqueio imposto por Trump aos portos iranianos, conforme informou o Comando Central dos EUA (CENTCOM). O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas dos EUA são “mais do que capazes” de retomar os ataques contra o exército iraniano. Essa capacidade seria acionada caso as negociações de paz fracassem no domingo. Israel, por sua vez, continua a avançar cada vez mais no Líbano em seus esforços para erradicar o Hezbollah, apesar de um suposto cessar-fogo com o país.
Diplomacia americana no Oriente Médio sofre mudanças
No domingo, o presidente Donald Trump anunciou uma reformulação na equipe diplomática americana para o Oriente Médio. O embaixador dos EUA na Turquia foi transferido para outras funções. Trump fez o anúncio em uma publicação em sua conta no Truth Social, enquanto as negociações com o Irã prosseguem.
- Tom Barrack: Embaixador dos Estados Unidos na Turquia, nomeado Enviado Presidencial Especial para a Síria.
- Tom Barrack: Nomeado Enviado Presidencial Especial para o Iraque.
- Função: Atuará para avançar na cooperação estratégica com os governos da Síria e do Iraque.
- Continuidade: Barrack continuará sendo Embaixador na Turquia, com total apoio do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
O presidente expressou agradecimento pelo trabalho de Barrack e sua contínua disposição em servir ao país, indicando uma reestruturação estratégica no envolvimento diplomático americano na região.
Acordo nuclear é prioridade, diz presidente Trump
Donald Trump afirmou no sábado que o Irã concordou em se abster de desenvolver ou adquirir armas nucleares. Ele descreveu essa mudança como uma concessão significativa nas negociações em curso. Contudo, o presidente alertou que novas ações militares ainda estão sobre a mesa caso as negociações fracassem.
Trump afirmou no programa “My View with Lara Trump” que Teerã já havia concordado em não desenvolver uma arma nuclear. Ele reiterou, entretanto, a importância de garantir que o Irã também não pudesse simplesmente comprar uma. “Então agora [o acordo] diz: ‘Não desenvolveremos nem compraremos de forma alguma uma arma militar’. Essa é uma grande diferença”, disse Trump, indicando a firmeza dos negociadores. O presidente ressaltou que não tinha pressa, argumentando que a pressa poderia impedir um bom negócio. Ele afirmou que um acordo seria preferível, pois permitiria a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, fazendo com que os preços da gasolina “despencassem”. Tal acordo também evitaria mais vítimas. Se o Irã não cumprir as exigências, “vamos resolver isso de uma maneira diferente”, acrescentou. Trump mencionou que os EUA destruíram a marinha e a força aérea iranianas, acusando a mídia de minimizar o sucesso americano na região. Ele também expressou hesitação em eliminar completamente o que restava das forças armadas do Irã, devido ao tempo que o país levaria para se reconstruir.
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