Boletim Focus eleva estimativa para IPCA de 2026 a 5,09%
Os economistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para a inflação de 2026. A estimativa para o IPCA passou de 5,04% para 5,09%. A atualização consta no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira. O indicador acumula agora a 12ª alta seguida.
A pesquisa também trouxe ajustes em outros indicadores. Analistas reduziram a expectativa para o dólar pela segunda semana consecutiva. As projeções para o PIB tiveram leve elevação. A taxa Selic, por sua vez, permaneceu inalterada.
Inflação acumula 12ª alta consecutiva para 2026
A projeção para o IPCA em 2026 subiu de 5,04% para 5,09%. Trata-se da 12ª elevação seguida. Para 2027, a expectativa avançou de 4,01% para 4,02%. O movimento marca a segunda alta consecutiva neste ano.
Em 2028, a previsão passou de 3,65% para 3,66%. Já para 2029, a estimativa seguiu em 3,50%. O patamar se mantém estável há 39 semanas.
- IPCA 2026: 5,09% (alta de 0,05 ponto)
- IPCA 2027: 4,02% (alta de 0,01 ponto)
- IPCA 2028: 3,66% (alta de 0,01 ponto)
- IPCA 2029: 3,50% (estável)
O IGP-M também registrou alta na projeção para 2026. A estimativa subiu de 5,91% para 6,00%. São 13 semanas consecutivas de elevação. Para 2027, o índice permaneceu em 4,00%.
Preços administrados registram pequeno recuo
A estimativa para preços administrados em 2026 caiu de 4,99% para 4,98%. O ajuste interrompeu sequência de estabilidade. Para 2027, a projeção seguiu em 3,81%. Os anos seguintes mantiveram patamares estáveis.
Esses números refletem a percepção do mercado sobre componentes controlados pelo governo. O Focus captura expectativas semanais de instituições financeiras e consultorias.
PIB tem segunda alta seguida para 2026
A previsão de crescimento da economia brasileira em 2026 subiu de 1,89% para 1,90%. O ajuste representa a segunda elevação consecutiva. Para 2027, a expectativa permaneceu em 1,70%.
Em 2028 e 2029, os economistas mantiveram a projeção em 2,00%. O patamar se mantém estável há 116 semanas para 2028 e 63 semanas para 2029. O cenário indica expansão moderada nos próximos anos.
O mercado avalia que o país deve crescer abaixo do potencial histórico. Fatores como juros elevados e incertezas fiscais influenciam as contas.
Dólar registra segunda queda na projeção para 2026
A estimativa para o dólar ao fim de 2026 recuou de R$ 5,17 para R$ 5,16. É a segunda redução seguida. Para 2027, a projeção caiu de R$ 5,26 para R$ 5,25. São três semanas consecutivas de ajuste para baixo.
Para 2028, a cotação seguiu em R$ 5,30. Em 2029, permaneceu em R$ 5,40 pela quarta semana. O movimento sugere expectativa de real mais valorizado no curto prazo.
Selic mantém patamar de 13,25% para 2026
A projeção para a taxa Selic ao fim de 2026 ficou em 13,25% ao ano. O nível se mantém estável pela segunda semana consecutiva. Para 2027, a expectativa permaneceu em 11,25%. O patamar está inalterado há três semanas.
Em 2028, a estimativa seguiu em 10,00% pela 19ª semana. Para 2029, também permaneceu em 10,00%. Os números indicam que o mercado ainda vê juros elevados por período prolongado.
O Copom tem sinalizado manutenção de política contracionista. Inflação persistente acima da meta justifica o cenário.
Expectativas indicam cenário de juros altos e crescimento moderado
O Boletim Focus consolida percepções de cerca de 100 instituições. A pesquisa é divulgada toda segunda-feira pelo Banco Central. Os números servem de referência para agentes econômicos e formuladores de política.
Analistas observam que a inflação segue como principal preocupação. A sucessão de altas nas projeções para 2026 reforça a necessidade de vigilância sobre preços. O ajuste no câmbio, por outro lado, traz alívio marginal.
O cenário combina juros elevados com expansão econômica contida. Esse equilíbrio deve guiar decisões de investimento e consumo nos próximos trimestres.
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