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O dólar comercial subiu nesta quinta-feira. A moeda americana fechou acima de R$ 5,03. O Ibovespa perdeu força e encerrou o dia em queda moderada. Investidores reagiram a sinais mistos no exterior e ajustes internos.

O movimento ocorreu em um pregão marcado por realização de lucros. O índice da bolsa brasileira recuou após avanços recentes. Analistas observam influência de dados globais sobre commodities e moedas.

Dólar reage a incertezas no cenário internacional

A cotação do dólar comercial encerrou o dia com alta. O valor atingiu R$ 5,03 na venda. Isso representa ganho de cerca de 0,6% em relação ao fechamento anterior.

O avanço aconteceu enquanto o mercado monitorava negociações entre Estados Unidos e Irã. Uma possível trégua no conflito do Oriente Médio gerou alívio parcial nos preços do petróleo. Mesmo assim, o dólar encontrou suporte em fluxo de proteção.

Participantes do mercado citam ainda o comportamento de moedas emergentes. Várias divisas da região perderam valor frente ao dólar. O real seguiu essa tendência em parte do pregão.

Ibovespa
Ibovespa – Foto: EDSON DE SOUZA NASCIMENTO/Shutterstock.com

Ibovespa sofre com realização de lucros e pressão em blue chips

O principal índice da B3 fechou em território negativo. A queda ficou em torno de 0,5%. O Ibovespa encerrou próximo dos 175 mil pontos.

Ações de peso como Petrobras e bancos puxaram a correção. A petroleira sentiu o recuo do petróleo no exterior. Instituições financeiras também recuaram em meio a ajustes.

O volume negociado ficou dentro da média diária. Isso indica ausência de pânico, mas confirma cautela entre investidores.

  • Petrobras ON recuou mais de 1% com petróleo em baixa
  • Itaú Unibanco e Bradesco registraram perdas leves
  • Vale acompanhou tendência negativa de minério
  • Papéis de consumo e varejo tiveram desempenho misto
  • Setor de energia elétrica atuou como amortecedor

Fatores externos influenciam movimento do câmbio

Negociações diplomáticas entre Washington e Teerã dominaram a atenção. Declarações de que um acordo estava próximo reduziram o prêmio de risco em alguns ativos.

Ainda assim, o dólar se beneficiou de demanda por segurança. Investidores globais reduziram exposição a mercados emergentes. O real, que vinha de sequência de quedas, não escapou da pressão.

O petróleo Brent operou em leve alta durante parte do dia. Depois, perdeu força com expectativas de maior oferta. Essa oscilação impactou diretamente empresas ligadas à commodity no Brasil.

Comportamento de juros futuros reflete expectativa de política monetária

Os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) subiram ao longo da curva. O movimento indica que o mercado precifica menos cortes na Selic no curto prazo.

A ata do Copom mais recente reforçou tom cauteloso do Banco Central. Autoridades citaram riscos fiscais e externos. Isso limitou o otimismo com afrouxamento monetário.

Economistas consultados por instituições financeiras projetam Selic estável por mais tempo. A inflação acumulada segue acima do centro da meta em alguns horizontes.

Perspectiva para próximos pregões mantém foco em geopolítica

O mercado brasileiro deve continuar sensível a desdobramentos no Oriente Médio. Qualquer sinal concreto de acordo pode aliviar o dólar. Por outro lado, escalada de tensões renovaria pressão sobre o real.

No front doméstico, a agenda fiscal permanece no radar. Discussões sobre ajuste de contas públicas influenciam percepção de risco.

Analistas recomendam cautela com posições direcionais. A volatilidade tende a permanecer elevada até que haja maior clareza sobre o conflito internacional.

O Ibovespa acumula desempenho positivo no ano apesar das correções pontuais. O dólar, por sua vez, oscila em faixa mais estreita após forte movimento no início de 2026.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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