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Colômbia vai a segundo turno após Abelardo de la Espriella vencer primeiro pleito e questionar reconhecimento de resultados

Abelardo la Espriella
Foto: Abelardo la Espriella - Reprodução

Abelardo de la Espriella obteve 43,74% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial da Colômbia. O candidato liderou a contagem com quase todas as urnas apuradas. Iván Cepeda ficou em segundo lugar, com 40,9%. Nenhum dos dois alcançou os 50% necessários para vitória imediata. O segundo turno está marcado para 21 de junho.

O pleito ocorreu neste domingo, 31 de maio. A votação envolveu mais de 41 milhões de eleitores. Gustavo Petro, atual presidente, manifestou dúvidas sobre os números divulgados. Cepeda, apoiado por Petro, também pediu esclarecimentos ao órgão eleitoral.

Abelardo de la Espriella lidera apuração e faz apelo às forças de segurança

O candidato Abelardo de la Espriella discursou para apoiadores após a divulgação da contagem rápida. Ele solicitou que a Força Pública e o Exército atuem para defender a Constituição. A declaração ocorreu caso o presidente Gustavo Petro ou Iván Cepeda não reconheçam os resultados.

De la Espriella obteve cerca de 10,36 milhões de votos. Ele se apresentou como outsider com propostas de endurecimento no combate ao crime. O candidato mencionou ainda pedido de acompanhamento do processo por parte dos Estados Unidos e outros países democráticos.

  • Abelardo de la Espriella: 43,74% dos votos
  • Iván Cepeda: 40,9% dos votos
  • Paloma Valencia: cerca de 6,9% dos votos

A diferença entre os dois primeiros colocados ficou em torno de 670 mil votos. A contagem alcançou mais de 99% das urnas.

Iván Cepeda questiona irregularidades no processo eleitoral

Iván Cepeda solicitou esclarecimentos sobre supostas discrepâncias. Ele citou quantidade de eleitores habilitados e votações atípicas em algumas mesas. O candidato do Pacto Histórico defendeu continuidade das políticas sociais do governo atual.

Cepeda obteve aproximadamente 9,68 milhões de votos. Ele representou a ala que defende diálogo com grupos armados e expansão de programas sociais. O senador atuou como aliado próximo de Gustavo Petro ao longo da campanha.

A Registraduría Nacional, órgão responsável pela organização, divulgou os números preliminares. Até o momento, não há confirmação oficial de fraudes em escala relevante.

Polarização marca disputa presidencial na Colômbia

O país registrou forte divisão política durante a campanha. Temas como segurança pública, economia e negociações de paz dominaram os debates. Abelardo de la Espriella defendeu medidas duras contra o crime organizado, incluindo megaprisões e ações diretas contra cartéis.

Iván Cepeda priorizou continuidade de iniciativas de redução da pobreza e expansão de direitos sociais. Ele prometeu manter o foco em negociações para pacificação de regiões afetadas por conflitos.

Paloma Valencia, que disputava espaço na direita tradicional, terminou em terceiro lugar. A candidata obteve cerca de 1,6 milhão de votos. Seu apoio pode influenciar o cenário do segundo turno.

Reações internacionais e ambiente de tensão

Líderes de direita na América Latina parabenizaram Abelardo de la Espriella pelo desempenho. O candidato mantém alinhamento com figuras como Nayib Bukele, de El Salvador, em temas de segurança.

O governo dos Estados Unidos acompanhou o pleito. Um porta-voz mencionou continuidade de cooperação em áreas como combate ao crime transnacional. Observadores internacionais monitoraram o processo sem registrar incidentes graves de violência nas seções eleitorais.

Em Bogotá, o resultado mostrou inversão em relação ao panorama nacional. Iván Cepeda liderou na capital, enquanto Abelardo de la Espriella teve melhor desempenho em outras regiões.

Contexto econômico e desafios para o próximo governo

A Colômbia enfrenta desafios estruturais. Inflação, desemprego e expansão de cultivos ilícitos aparecem entre as principais preocupações. O próximo presidente assumirá em agosto de 2026.

Abelardo de la Espriella propôs redução de gastos públicos e estímulo a investimentos privados. Iván Cepeda defendeu manutenção de programas sociais e maior intervenção estatal em áreas vulneráveis.

O segundo turno deve concentrar a campanha nos próximos 20 dias. A polarização tende a aumentar conforme os candidatos buscam ampliar alianças.

Detalhes do sistema eleitoral colombiano

A legislação exige maioria absoluta para vitória no primeiro turno. Como isso não ocorreu, a disputa segue para o segundo round. Eleitores voltam às urnas em 21 de junho para escolher o sucessor de Gustavo Petro.

A campanha de primeiro turno envolveu 14 candidatos inicialmente. O pleito transcorreu com alta participação em várias regiões. Autoridades eleitorais ainda trabalham na consolidação final dos números.

  • Data do segundo turno: 21 de junho de 2026
  • Posse do novo presidente: agosto de 2026
  • Principais temas: segurança, economia e políticas sociais

O ambiente segue tenso após as declarações de domingo. Abelardo de la Espriella reforçou o chamado para que resultados sejam respeitados. Iván Cepeda manteve postura de espera por verificação completa dos dados.