Tecnologia

Microsoft libera customização avançada no Menu Iniciar do Windows 11

Windows 11
Windows 11 - IB Photography/shutterstock.com

A Microsoft distribuiu nesta semana a build 26300.8553 para o canal Experimental do Windows 11. A atualização traz mudanças diretas na interface do Menu Iniciar. Usuários agora têm mais controle sobre o que aparece e como o menu se apresenta na tela.

Essas alterações respondem a queixas frequentes de quem migrou do Windows 10. A empresa ajustou a abordagem após coletar feedback sobre usabilidade da Barra de Tarefas e do Menu Iniciar. A nova compilação avança na reformulação visual iniciada ao longo de 2025.

Menu Iniciar recebe controles granulares de visibilidade

O painel de configurações permite gerenciar de forma independente três partes principais do Menu Iniciar. Usuários ativam ou ocultam os aplicativos fixados, a lista completa de todos os programas e a seção de recomendações, rebatizada oficialmente para “Recentes”.

Essa flexibilidade chega ao ponto de permitir que todas as divisões fiquem desativadas ao mesmo tempo. O menu então exibe apenas um aviso simples e um atalho para as configurações de personalização. Muitos consideram essa opção útil para quem prefere um visual minimalista.

Outra possibilidade mantém apenas os itens fixados visíveis. O layout fica mais limpo. Novos programas ainda podem ser adicionados diretamente pelos resultados da busca do Windows.

Frases curtas ajudam a resumir o ganho prático. O usuário decide o que vê. A interface deixa de impor uma estrutura rígida.

Tamanhos adaptativos para Menu Iniciar e Barra de Tarefas

A atualização introduz perfis de tamanho predefinidos. As opções são Grande, Pequeno e Automático. O modo Grande expande o espaço para até oito colunas horizontais de aplicativos e quatro categorias organizadas transversalmente.

Já o modo Pequeno reduz a área para seis colunas de itens fixados e três categorias simultâneas. O Automático continua como padrão e ajusta conforme a configuração do display.

Essa mudança representa avanço em relação à versão anterior, que oferecia tamanho fixo. Ainda assim, difere da liberdade total do Windows 10, onde era possível arrastar bordas livremente para ajustar em tempo real.

  • Opção Grande: oito colunas e quatro categorias
  • Opção Pequeno: seis colunas e três categorias
  • Opção Automático: ajuste dinâmico conforme tela

A lista acima mostra os três perfis disponíveis na build 26300.8553. Testes iniciais indicam boa adaptação em diferentes tamanhos de monitor.

Privacidade ganha destaque com opção de ocultar nome de perfil

A Microsoft adicionou um recurso simples, mas relevante para quem grava tela com frequência. Agora é possível esconder o nome do perfil do usuário e a foto no canto inferior do Menu Iniciar.

O objetivo é proteger dados de identificação em apresentações, chamadas de vídeo ou transmissões ao vivo. Profissionais e criadores de conteúdo ganham mais controle sobre o que aparece publicamente.

Essa ferramenta surge em um momento em que privacidade ganha peso nas discussões sobre sistemas operacionais. A mudança é sutil na interface, mas reforça a atenção da empresa a cenários reais de uso.

Limitações persistentes ainda demandam atenção futura

Nem todas as arestas foram resolvidas na atualização atual. O campo de pesquisa dentro do Menu Iniciar continua com comportamento inconsistente. Ao clicar na barra, a interface muitas vezes abre a janela separada da Busca do Windows, interrompendo o fluxo.

A organização por categorias também mostra rigidez. Softwares de terceiros como Steam, Slack, WhatsApp e suíte Affinity frequentemente caem na seção genérica “Outros”. O mecanismo de catalogação automático ainda falha em classificar corretamente ferramentas comuns do dia a dia.

Esses pontos indicam que a Microsoft tem espaço para evoluir o recurso com classificações mais inteligentes, possivelmente usando modelos leves de IA no futuro. Por enquanto, a build 26300.8553 já entrega ganhos concretos de customização.

O que muda na prática para usuários comuns

Muitos profissionais que usam o Windows no trabalho diário devem notar diferença imediata. A possibilidade de remover seções indesejadas reduz distrações. Quem prefere foco no essencial ganha um menu mais direto.

Estudantes e usuários domésticos também se beneficiam dos tamanhos adaptativos. Em telas menores, o modo Pequeno pode deixar mais espaço para outros elementos. Em monitores grandes, o Grande explora melhor o real estate disponível.

A renomeação de “Recomendados” para “Recentes” parece pequena, mas melhora a clareza. O termo novo reflete melhor o conteúdo exibido, que mistura arquivos abertos recentemente e sugestões baseadas em uso.

A distribuição da build 26300.8553 começou no final de maio de 2026 para participantes do canal Experimental. Usuários comuns ainda devem esperar algumas semanas ou meses até a chegada na versão estável, dependendo do cronograma da Microsoft.

Especialistas acompanham como essas mudanças influenciam a percepção geral do Windows 11. Após anos de críticas sobre rigidez na interface, os ajustes sinalizam maior abertura ao feedback da comunidade.

O caminho segue aberto para refinamentos adicionais. A empresa já demonstrou disposição em ajustar o sistema com base em relatos reais de uso.

To Top