CEOs consideram IA a inovação mais influente dos últimos 300 anos no local de trabalho

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Inteligência Artificial, Computação Quântica

Inteligência Artificial, Computação Quântica - Summit Art Creations/ Shutterstock.com

O estudo da International Workplace Group (IWG) coloca a inteligência artificial no topo das inovações que moldaram o local de trabalho. O relatório marca os 300 anos desde a construção do primeiro escritório de raiz no mundo. Mark Dixon, CEO e fundador da IWG, destaca o papel central da IA nessa evolução.

Líderes empresariais veem na tecnologia um marco comparável a avanços anteriores. O documento analisa como o espaço de trabalho se transformou ao longo dos séculos. A década de 2020 aparece como a mais disruptiva até agora.

IA supera outras tecnologias em percepção de CEOs

Trinta e seis por cento dos executivos apontam a IA como a inovação mais influente. O percentual supera portáteis e tablets, com 35%. Videochamadas registram 31%, enquanto Wi-Fi e Bluetooth aparecem com 29%. O trabalho híbrido fecha o top 5, com 26%.

O ranking reflete a rapidez com que a IA se integrou às operações diárias. Muitos líderes já adotam ferramentas de automação em diferentes áreas. O impacto aparece principalmente na forma como as equipes executam tarefas repetitivas.

  • IA: 36%
  • Portáteis e tablets: 35%
  • Videochamadas: 31%
  • Wi-Fi e Bluetooth: 29%
  • Trabalho híbrido: 26%

Mais de um terço dos líderes associa IA a ganhos diretos de produtividade

Trinta e cinco por cento dos CEOs afirmam que a IA gera o maior impacto na produtividade das organizações. Essa visão supera o peso de outras ferramentas digitais já consolidadas. Dois terços dos executivos avaliam que o ambiente de trabalho atual favorece melhor colaboração.

O relatório destaca o equilíbrio entre automação e presença humana. Muitos líderes notam ganhos concretos em eficiência. A tecnologia permite que profissionais dediquem mais tempo a atividades estratégicas.

Portugal acompanha tendência global de adoção da IA

Oitenta e dois vírgula nove por cento das empresas portuguesas consultadas pela Randstad esperam ganhos de produtividade com a IA. Sessenta e dois vírgula sete por cento já utilizam a tecnologia em análise de dados, automação administrativa, marketing e atendimento.

Cerca de 16% dos empregos no país podem se beneficiar dessa adoção. O número equivale a aproximadamente 795 mil postos de trabalho. O foco recai sobre aumentos de eficiência em vez de substituição direta de funções. Setenta e dois vírgula sete por cento das empresas que usam IA oferecem programas de capacitação aos colaboradores.

Relatório resgata história do escritório moderno

O documento relembra a inauguração do primeiro escritório construído em 1726, no Old Admiralty Building, em Londres. Desde então, o espaço de trabalho acompanhou inovações como internet, e-mail e smartphones. A IA surge agora como o ponto mais alto dessa trajetória.

Apesar dos avanços, 68% dos líderes admitem nostalgia por ferramentas analógicas do passado. Mesmo assim, 83% consideram positivas as mudanças recentes. Oitenta e um por cento avaliam que o ambiente atual está mais preparado para promover produtividade e colaboração.

Mark Dixon reforça transformação contínua

O CEO da IWG observa que o escritório evoluiu junto com cada onda tecnológica. Ele vê na IA uma das mudanças mais significativas dos últimos séculos. A empresa opera com foco em soluções flexíveis que respondem a essa nova realidade.

O estudo reforça que o local de trabalho continua em transição. Líderes globais apostam na combinação entre tecnologia e modelos híbridos. Essa visão guia decisões sobre investimento e formação de equipes.

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