Botafogo sofre sexto transfer ban da Fifa por inadimplência na compra de Lucas Villalba
O Botafogo recebeu a sexta sanção da Fifa no decorrer desta terça-feira. A nova medida restritiva decorre do inadimplemento financeiro na aquisição de Lucas Villalba, atleta vindo do Nacional no primeiro mês do ano. O defensor do Uruguai representou a primeira aquisição oficial da equipe para o ano de 2026.
A operação de transferência foi fechada pelo montante de 3 milhões de dólares, o que correspondia a R$ 16,3 milhões conforme o câmbio do período. Quando ocorreu a introdução oficial do profissional, o registro federativo dele acabou bloqueado temporariamente porque a instituição carioca já lidava com outro impedimento de inscrições na oportunidade.
Os cinco bloqueios anteriores na entidade máxima do futebol ocorreram por débitos com o Atlanta United na transação de Thiago Almada, com o Ludogorets pelo centroavante Rwan Cruz, com o New York City envolvendo Santi Rodríguez, com o Zenit pelo atacante Artur e, por fim, uma autuação decorrente do não recolhimento de sanções pecuniárias.
O bloqueio imediatamente anterior ao atual gerou uma restrição sem prazo de término definido para o Alvinegro. Em razão do histórico de repetições das infrações, o gancho acabou estipulado com base nos regulamentos e penalidades administrativas internas da Fifa.
A quarta sanção aplicada havia determinado o impedimento de registrar novos profissionais por três períodos de transferências completos. Durante o mês de março, a associação esportiva acabou notificada pela Fifa a quitar os valores da transferência de Artur junto ao Zenit, cujos atrasos englobam três cotas de 1,9 milhão de euros, perfazendo o montante global de 5,7 milhões de euros, equivalentes a R$ 34,1 milhões.
Entidade máxima do futebol aplica sanções severas por reincidência em compras anteriores
No caso do terceiro veto registrado, a Fifa estabeleceu a suspensão por prazo indeterminado motivada pelas pendências de Thiago Almada. O montante devido aos norte-americanos do Atlanta United passou por um processo de refinanciamento, contudo a agremiação carioca falhou no depósito da segunda cota prevista, provocando o agravamento da medida disciplinar.
Somado a isso, o Botafogo carrega o bloqueio do dia 20 de abril, este originado a partir dos compromissos não cumpridos com o Ludogorets na compra do atleta Rwan Cruz, que havia se transferido para General Severiano pelo valor de 8 milhões de euros, montante que representava R$ 48,3 milhões no câmbio daquela data.
Já no dia 7 de maio, a administração alvinegra acabou atingida por mais um impedimento imposto por dívidas com o New York City em relação aos direitos de Santi Rodríguez. O time deixou de honrar as parcelas estipuladas no teto de 5 milhões de dólares, fatia financeira avaliada em cerca de R$ 85 milhões na conversão da época.
















