Árbitro somali Omar Artan é recebido como herói em Mogadíscio após ser barrado nos EUA

Omar Artan - @omar_artan

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O árbitro somali Omar Artan retornou nesta quarta-feira (10) a Mogadíscio, onde foi recebido como herói por uma multidão de apoiadores e autoridades após ser impedido de entrar nos Estados Unidos.

O profissional de 34 anos estava escalado para trabalhar na Copa do Mundo de 2026, mas foi barrado no aeroporto de Miami no sábado (6) por questões de verificação. A Fifa o retirou em seguida da lista de árbitros do torneio.

Eleito o melhor árbitro da África em 2025, Artan seria o primeiro cidadão da Somália a apitar partidas em uma edição da Copa do Mundo de futebol.

A Somália integra uma lista de países que enfrentam restrições de viagem impostas pela política de imigração do governo dos Estados Unidos.

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que havia sido escalado para apitar partidas na Copa do Mundo da Fifa de 2026, mas foi impedido de entrar nos Estados Unidos, foi recebido ao chegar ao Aeroporto Internacional Aden Abdulle Osman, em Mogadíscio, na Somália, em 10 de junho de 2026.

Árbitro da Copa do Mundo da Somália, que foi impedido de entrar nos Estados Unidos, chegou nesta quarta-feira (10) à capital Mogadíscio, onde foi recebido por uma multidão de apoiadores e autoridades.

Omar Artan estava prestes a se tornar o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma Copa do Mundo, após ser incluído na lista final da Fifa para o torneio. Ele é considerado um dos principais árbitros da África e foi eleito o melhor árbitro masculino do continente em 2025.

No sábado (6), ele foi barrado no Aeroporto Internacional de Miami por “questões de verificação”, segundo o Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, sem detalhar quais eram essas preocupações. A Fifa, em seguida, o retirou da lista de árbitros do torneio.

De acordo com a Embaixada da Somália no Quênia, que processou o visto, Artan havia recebido autorização para viajar aos EUA na semana anterior.

Ele retornou a Mogadíscio com uma recepção de herói no aeroporto, onde agradeceu ao governo e ao povo da Somália, além da Fifa, pelo apoio.

“Prometo a vocês, se Deus quiser, que estarei presente na próxima edição”, disse ele, enquanto centenas de apoiadores agitavam bandeiras da Somália. “Quero que o público somali se conforte com isso e mantenha a confiança.”

A decisão incomum dos EUA de negar a entrada a um árbitro nomeado pela Fifa para atuar em um país-sede da Copa gerou indignação mundial e levantou dúvidas entre alguns torcedores sobre a capacidade dos Estados Unidos de sediar a competição.

Ainda não se sabe os motivos dessa expulsão, já que Artan possuía visto válido, disse Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali.

A Somália está entre os países sujeitos às novas restrições de viagem impostas sob a política de imigração do governo Trump.

Na mira de Donald Trump, a Somália é um dos vários países cujos cidadãos estão sujeitos a uma proibição de viagem aos Estados Unidos, imposta pelo governo Trump. No final de novembro, o presidente americano descreveu o país como “podre” e declarou sua intenção de acabar com o status especial que protege os cidadãos somalis da deportação.

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que havia sido escalado para apitar partidas na Copa do Mundo da Fifa de 2026, mas foi impedido de entrar nos Estados Unidos, foi recebido ao chegar ao Aeroporto Internacional Aden Abdulle Osman, em Mogadíscio, na Somália, em 10 de junho de 2026.

Pessoas se reúnem para receber o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que havia sido escalado para apitar partidas na Copa do Mundo da Fifa de 2026, mas foi impedido de entrar nos Estados Unidos, ao chegar ao Aeroporto Internacional Aden Abdulle Osman, em Mogadíscio, na Somália, em 10 de junho de 2026.

Retirado do quadro da Fifa

O árbitro somali Omar Artan foi retirado do quadro de árbitros da Copa do Mundo de futebol após ele ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos, informou a Federação Internacional de Futebol (Fifa) nesta segunda-feira (8).

“A Fifa pode confirmar que o oficial de arbitragem Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada. A Fifa não se envolve nos processos de imigração dos países sedes, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada neste momento”, afirmou a federação.

No quadro da Fifa desde 2018, Artan atua na liga da Somália e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025.

Artan “é um dos árbitros mais respeitados da África e (…) negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar (…) prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”, lamentou Abshir. “A comunidade do futebol deve apoiá-lo neste momento difícil”, acrescentou o assessor, que é ex-capitão da seleção da Somália.

Omar Artan seria o primeiro árbitro somali a apitar jogos de Copa do Mundo. Aos 34 anos, ele estava entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar na edição deste ano do torneio, organizada em conjunto por Canadá, México e Estados Unidos.

O governo Trump não havia se manifestado publicamente sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

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