Ronaldo Nazário marcou primeiro gol em Copas contra Marrocos, adversário da estreia do Brasil em 2026
No sábado, 13 de junho de 2026, o Brasil estreou na Copa do Mundo contra Marrocos. A Confederação Brasileira de Futebol aproveitou a ocasião para recordar um marco da história da Seleção: foi exatamente contra os marroquinos que Ronaldo Nazário abriu sua contagem pessoal em Mundiais.
Em 16 de junho de 1998, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa da França, o Fenômeno balançou as redes aos nove minutos na vitória por 3 a 0, no Stade de la Beaujoire, em Nantes. O gol deu início a uma trajetória que o tornaria o maior artilheiro brasileiro em Copas, com 15 tentos no total.
Início de uma era de protagonismo
Aos 21 anos, Ronaldo já era uma estrela mundial, mas ainda não havia marcado em Mundiais. Convocado para a Copa de 1994 nos Estados Unidos, ele não entrou em campo. O gol contra Marrocos, após bom passe de Rivaldo, marcou o começo de sua influência decisiva na Seleção.
Naquela mesma edição, ele ainda anotou mais três gols: dois contra o Chile, nas oitavas, e um na semifinal contra a Holanda. Terminou como o jogador mais jovem eleito melhor da Copa, apesar do vice-campeonato para a França.
Números que o colocam no topo
Ronaldo disputou 19 jogos em Copas do Mundo (1998, 2002 e 2006), com média de 0,79 gol por partida. Nas fases eliminatórias, foram oito gols em dez compromissos, marca de elite ao lado de nomes como Kylian Mbappé e Leônidas da Silva.
Ele é o segundo maior artilheiro da história dos Mundiais, com 15 gols — superado apenas por Miroslav Klose (16). Pela Seleção, acumula 105 jogos e 67 gols na carreira.
O auge em 2002 e o pentacampeonato
A Copa de 2002, na Coreia do Sul e Japão, representou o ápice. Recuperado de graves problemas físicos, Ronaldo marcou oito vezes e foi artilheiro do torneio. Destacaram-se os dois gols na final contra a Alemanha, garantindo o quinto título brasileiro.
Na fase de grupos, ele balançou as redes contra Turquia, China e duas vezes contra Costa Rica. No mata-mata, decidiu contra Bélgica e Turquia, antes da consagração na decisão.
Encerramento em 2006 e legado duradouro
Em sua última participação, na Alemanha 2006, Ronaldo marcou três gols: dois contra o Japão e um contra Gana, nas oitavas. Esse último tento o tornou, na época, o maior artilheiro da história das Copas.
Bicampeão mundial (1994, como reserva, e 2002), o Fenômeno deixou um legado de superação, eficiência e momentos decisivos. O gol inicial contra Marrocos, há quase três décadas, simboliza o começo dessa jornada que ainda inspira novas gerações da Seleção.

















