Justiça decreta prisão de Elisa Mouliaá, que posta viagem a Dubai e gera debate nas redes sociais
O Tribunal de Instrução de Madri emitiu um mandado de busca, captura e detenção contra a atriz Elisa Mouliaá nesta terça-feira (16). A ordem judicial, assinada pelo magistrado Arturo Zamarriego, foi motivada pela terceira ausência consecutiva da artista a uma convocação oficial para depor como investigada. Paralelamente ao cenário legal, Mouliaá utilizou as suas contas nas redes sociais para partilhar registos visuais em hotéis e piscinas de luxo na cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A determinação jurídica obriga que a intérprete seja detida de forma imediata assim que for localizada em território espanhol ou ao desembarcar no país. Segundo o despacho do juiz, o objetivo central do mandado é conduzir a investigada de forma coercitiva ao tribunal de Plaza de Castilla para prestar esclarecimentos. O magistrado estipulou expressamente que, após a conclusão do depoimento em sede judicial, a artista deverá ser posta em liberdade, desde que não haja outros impedimentos legais ou processos criminais pendentes em seu nome.
Investigação por supostas calúnias contra ex-deputado gerou a ordem de prisão
Diferente do processo principal em que Elisa Mouliaá acusa o ex-político Íñigo Errejón de agressão sexual, este mandado de detenção específico decorre de uma queixa-crime inversa. O ex-porta-voz do partido Sumar acionou o Judiciário contra a atriz, acusando-a de crimes contra o honra e calúnias graves após publicações feitas por ela na internet. De acordo com a queixa apresentada pela defesa do político, Mouliaá teria afirmado falsamente em redes sociais que Errejón extorquiu testemunhas para evitar a entrega de dispositivos móveis às autoridades.
Diante do não comparecimento de Mouliaá na data limite estipulada para 15 de junho, o magistrado Arturo Zamarriego indicou no texto que as repetidas faltas demonstram uma “clara e inequívoca vontade de se esquivar da ação da Justiça”. A gravidade das ausências fez com que o tribunal também abrisse um procedimento paralelo para apurar se a conduta da atriz configura um crime autónomo de desobediência grave à autoridade judicial, cuja vigência do mandado de captura estende-se por cinco anos (até junho de 2031).
Defesa da atriz justifica ausências por compromissos profissionais no exterior
Por meio de manifestações na plataforma X (antigo Twitter) e posicionamentos da sua advogada, Yurena Carrillo, a defesa de Elisa Mouliaá contestou formalmente a decisão do juiz. A atriz alegou que comprovou documentalmente estar vinculada a um contrato de trabalho internacional na região do Oriente Médio e Mar Vermelho, iniciado em 8 de junho e válido até o fim do verão europeu. A defesa requereu formalmente que o depoimento fosse prestado por videoconferência, mas a solicitação foi rejeitada pelo juiz instrutor.
Em sua nota pública, Mouliaá declarou que sempre cooperou com as investigações e classificou a decretação de sua prisão como uma medida desproporcional. A atriz criticou o fato de sua advogada ter tomado conhecimento do mandado de detenção por meio de vazamentos na imprensa antes da notificação oficial do tribunal, argumentando que as garantias constitucionais do devido processo legal e o direito à ampla defesa foram afetados no caso.
















