Um terremoto de magnitude 5,5 atingiu o sul da província de Ibaraki na noite de terça-feira (16), com epicentro registrado na região e profundidade de cerca de 50 km. O abalo provocou a suspensão de quatro viagens e o atraso de outras seis composições na Linha JR Mito, afetando diretamente 750 passageiros.
A filial de Mito da JR East confirmou os impactos no tráfego ferroviário. Inicialmente, os trens circularam em velocidade reduzida entre as estações de Oyama e Haguro por medida de segurança.
Após vistorias na infraestrutura, a circulação foi normalizada por volta das 21h53, com os trens retomando a velocidade habitual. Não houve registro de feridos nem danos materiais significativos.
Tremor sentido em várias prefeituras
O abalo registrou intensidade máxima de 5- (menor 5) na escala japonesa em pontos de Gunma e Saitama. Em Ibaraki, Tochigi e outras áreas próximas, a intensidade chegou a 4, enquanto em Tóquio o tremor foi sentido com intensidade 3. Edifícios na capital balançaram, mas sem relatos de problemas.
A Agência Meteorológica do Japão (JMA) descartou risco de tsunami. Um alerta precoce foi emitido, e as autoridades orientaram a população sobre precauções, como fixação de móveis.
Protocolos japoneses em ação
O Japão, situado no Anel de Fogo do Pacífico, registra alta atividade sísmica constante. Os protocolos de segurança ferroviária, que incluem paradas imediatas e inspeções rápidas, permitiram a retomada rápida dos serviços. Isso contrasta com tremores mais fortes do passado, que geraram interrupções maiores.
Outras linhas, como trechos de Shinkansen (Tohoku e Joetsu), também tiveram operações temporariamente suspensas para verificações, mas a maioria retomou em menos de uma hora. A usina nuclear Tokai Daini, já desligada, não registrou anomalias.
O incidente reforça a importância da preparação contínua em um país onde terremotos fazem parte da rotina diária.

