Pentágono libera lote inédito de documentos sobre OVNIs com relatos de bases secretas e astronautas
O governo norte-americano tornou público, na última sexta-feira (22), um vasto acervo documental contendo registros oficiais sobre avistamentos de objetos voadores não identificados. A liberação desse material atende a uma diretriz executiva assinada pelo presidente Donald Trump, que exige a desclassificação de arquivos mantidos em sigilo por décadas pelas agências de inteligência. Entre os papéis agora acessíveis à população, encontram-se descrições detalhadas de anomalias no espaço aéreo, como esferas de coloração verde, formações em formato de disco e misteriosas bolas de fogo cruzando o céu. Esse movimento governamental representa o segundo grande vazamento oficial de informações sobre o tema, consolidando uma mudança de postura em relação ao tratamento de dados ufológicos. A iniciativa visa encerrar anos de especulações e teorias da conspiração, transferindo o debate dos bastidores militares para o domínio público e acadêmico.
Registros históricos apontam intensa atividade em instalações nucleares do Novo México
Um dos dossiês mais robustos desta nova leva, composto por 116 páginas, concentra-se exclusivamente em eventos registrados nas imediações de uma base ultrassecreta em Sandia, no estado do Novo México. Os documentos relatam que, entre os anos de 1948 e 1950, militares e cientistas documentaram 209 ocorrências envolvendo luzes não identificadas e objetos de formato discoidal. O período coincide com o auge do início da Guerra Fria e o desenvolvimento acelerado do arsenal atômico dos Estados Unidos, uma vez que a região abrigava laboratórios cruciais para o programa nuclear norte-americano, próxima aos locais de testes originais do Projeto Manhattan.
Especialistas em história militar apontam que a alta incidência de relatos nessa área específica sempre gerou profunda preocupação no alto escalão das Forças Armadas, que temia ações de espionagem soviética ou o uso de tecnologias estrangeiras desconhecidas. A liberação desses 209 relatos oficiais confirma que a vigilância sobre o espaço aéreo do Novo México capturou fenômenos que, até hoje, desafiam a compreensão dos analistas de defesa. Esses registros mostram que as chamadas “bolas de fogo” e “orbes verdes” frequentemente acompanhavam rotas de testes de mísseis e voos de aeronaves experimentais, gerando relatórios de alerta máximo na época.
Tripulação da missão lunar relatou anomalias visuais durante viagem no espaço
Além dos incidentes em solo e no espaço aéreo continental, os arquivos desclassificados trazem à tona experiências intrigantes vividas fora da órbita terrestre, especificamente durante a missão Apollo 12, a segunda a pousar na Lua. Os astronautas Charles “Pete” Conrad, Richard “Dick” Gordon e Alan L. Bean relataram aos médicos da agência espacial que observaram clarões repentinos e rastros de luz enquanto tentavam descansar na escuridão da nave. O documento revela que a equipe debateu intensamente a origem dessas luzes durante a viagem de retorno à Terra, sem chegar a uma conclusão definitiva sobre o que estava cruzando o campo de visão da cápsula.
Hoje, a ciência espacial moderna compreende que muitos desses flashes luminosos relatados por astronautas são causados pelo impacto de raios cósmicos diretamente no nervo óptico ou na retina, um fenômeno biológico comum quando se viaja fora da proteção do campo magnético do nosso planeta. No entanto, o registro formal dessas observações nos arquivos de inteligência demonstra como qualquer anomalia era tratada com extrema seriedade e catalogada como um potencial risco à missão. A inclusão desse episódio no lote de documentos sobre fenômenos anômalos reforça o rigor das avaliações pós-voo da era Apollo e o nível de detalhamento exigido pelo governo.
Mudança de diretriz política impulsiona a criação de repositório público de dados
A atual política de transparência ganhou força em fevereiro, quando Donald Trump determinou que as agências federais abrissem seus cofres sobre vida extraterrestre, anomalias aéreas e objetos voadores não identificados. Como resultado prático dessa ordem executiva, o governo lançou em maio o portal WAR.GOV/UFO, uma plataforma digital criada exclusivamente para centralizar e disponibilizar esses arquivos históricos ao cidadão comum. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, foi enfático ao declarar em comunicado oficial que a sociedade norte-americana tem o direito inalienável de analisar as evidências por conta própria, encerrando o monopólio estatal sobre essas informações sensíveis.
Em seus pronunciamentos, a atual administração do Pentágono adotou um tom crítico em relação às gestões anteriores, acusando-as de tentar ridicularizar testemunhas e desencorajar o interesse público pelo tema para evitar questionamentos difíceis. A estratégia agora é tratar os Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP) como uma questão legítima de segurança nacional e investigação científica, sem o estigma que marginalizou o assunto durante décadas. Essa mudança de paradigma busca reconstruir a confiança entre as instituições de defesa e os contribuintes que financiam essas complexas operações de monitoramento aeroespacial.
Classificação técnica afasta conclusões precipitadas sobre origem extraterrestre
É fundamental compreender que a adoção da sigla UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados) pelas autoridades não representa uma admissão de contato com civilizações de outros planetas. A nomenclatura serve estritamente para classificar eventos aéreos, marítimos ou espaciais que os sensores de alta tecnologia captam, mas que os analistas militares não conseguem associar a aeronaves comerciais, drones de potências rivais ou fenômenos meteorológicos conhecidos. Os dossiês recém-publicados reúnem justamente os casos que esgotaram todas as metodologias de investigação convencionais e permanecem sem um veredito técnico definitivo.
Diante da complexidade desses registros não resolvidos, o Departamento de Defesa está mudando sua abordagem investigativa e passando a solicitar o apoio formal da iniciativa privada e da comunidade científica civil. O governo norte-americano acredita que empresas de tecnologia, universidades e institutos de pesquisa independentes possuem ferramentas analíticas avançadas que podem ajudar a decifrar os dados brutos coletados pelos militares. O compromisso firmado pelas autoridades é de publicar relatórios periódicos sempre que um caso antigo for finalmente solucionado com a ajuda desses parceiros externos, limpando o banco de dados de falsos positivos.
O acervo liberado para consulta pública abrange uma vasta gama de incidentes documentados ao longo de décadas, destacando-se as seguintes categorias de evidências e relatos:
- Anomalias luminosas em zonas militares: Centenas de registros detalhando esferas verdes e objetos em forma de disco sobrevoando as instalações sensíveis de Sandia, no Novo México, no final da década de 1940.
- Relatos de missões espaciais: Depoimentos médicos e técnicos da tripulação da Apollo 12 sobre flashes inexplicáveis no interior do módulo de comando durante a viagem lunar.
- Registros termográficos recentes: Capturas de vídeo feitas por sistemas de mira infravermelha acoplados a caças e drones das Forças Armadas operando em zonas de conflito no exterior.
Sensores militares modernos flagram objetos em zonas de operação no exterior
O pacote de desclassificação não se limita a papéis amarelados do século passado, incluindo também mídias visuais capturadas por equipamentos de última geração. Entre o material divulgado, encontram-se vídeos gravados por sensores infravermelhos de plataformas de combate dos Estados Unidos operando em missões reais de patrulha. Um dos registros mais notáveis ocorreu em 2022, sob a jurisdição do Comando Central dos EUA (CENTCOM), mostrando um alvo aéreo que desafia as leis da aerodinâmica convencional enquanto é rastreado pelos sistemas de mira avançados das aeronaves norte-americanas.
Outras imagens termográficas reveladas datam de 2021, também na área de responsabilidade do CENTCOM no Oriente Médio, e de 2023, capturadas por unidades subordinadas ao Comando Norte dos EUA (NORTHCOM), responsável pela defesa do espaço aéreo continental. Esses arquivos digitais tramitavam em redes de comunicação altamente sigilosas até serem submetidos para revisão de desclassificação por militares que operavam os sistemas. A inclusão dessas evidências em vídeo reforça o compromisso de expor não apenas relatos textuais de testemunhas, mas também os dados brutos de telemetria que comprovam a existência física desses fenômenos nos radares militares de ponta.











