Aumento para 32% de etanol na gasolina deve ser aprovado em conselho na quarta, diz Alckmin

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Combustível, gasolina

Combustível, gasolina - Foto: denizbayram/ Istockphoto.com

O vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, anunciou durante uma agenda governamental em Mato Grosso, no último fim de semana, que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) tem agendada uma votação para quarta-feira (24). A expectativa é de aprovação para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina, passando dos atuais 30% (E30) para 32% (E32).

Alckmin destacou a singularidade da medida, afirmando que nenhum outro país utiliza 32% de etanol na composição da gasolina. Ele ressaltou a relevância para o meio ambiente e a economia, promovendo a agroindústria ao agregar valor e transformar o produto primário em manufaturado. O vice-presidente também mencionou que a alteração pode impactar a redução do valor da gasolina para os consumidores nos postos.

O aumento da porcentagem de etanol contribuirá para um combustível mais acessível, diminuindo a emissão de poluentes e beneficiando o ecossistema. Além disso, a iniciativa fomenta a agricultura e a agroindústria, que produzirá etanol para combustível e DDG (dried distillers grains), um subproduto da destilaria de milho rico em proteínas, utilizado na ração animal.

Esta mudança no teor de etanol na gasolina está inserida no contexto da Lei do Combustível do Futuro. Esse marco regulatório visa impulsionar a transição energética do país, promovendo a expansão da utilização de fontes renováveis e a redução significativa da emissão de gases de efeito estufa nos setores de transporte e energia.

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, em outubro de 2024, a legislação inclui em seus dispositivos a modificação dos limites máximos e mínimos para a composição de etanol anidro na gasolina C e de biodiesel no diesel.

A porcentagem de etanol na gasolina foi alterada pela última vez em junho de 2025, pelo CNPE, subindo de 27,5% para os 30% atuais, com vigência a partir de agosto do ano passado. No presente momento, a mistura de biodiesel no diesel alcança 15%, conhecida como B15.

Alckmin detalhou que o percentual de biodiesel estava em 13% na gestão anterior, sendo reduzido para 10%, o que levou ao fechamento de diversas indústrias. Atualmente, esse índice foi elevado para 15%, patamar que o vice-presidente destacou como inédito globalmente para o diesel. Ele enfatizou que o Brasil possui um diferencial estratégico nos biocombustíveis, produzidos a partir de óleo de soja, dendê e mamona, especialmente em um cenário de conflito global, mencionando a situação no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, em curso desde 28 de fevereiro.

O Conselho Nacional de Política Energética, presidido por Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, é composto por 17 ministros. Entre eles, figuram Dario Durigan, da Fazenda, Miriam Belchior, da Casa Civil, e Mauro Vieira, das Relações Exteriores, além de Thiago Guilherme Ferreira Prado, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), como membros efetivos.

Geraldo Alckmin – Instagram/geraldoalckmin_

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