Nova atualização do ranking da Copa do Mundo de 2026 coloca seleção da França no topo da lista

Mbappe
Foto: Mbappe - Instagram

Os primeiros dias de disputas da Copa do Mundo de 2026 entregaram confrontos intensos, atuações individuais de alto nível e tropeços inesperados de seleções tradicionais. Figuras carimbadas do futebol global, como Lionel Messi, Erling Haaland e Kylian Mbappé, chamaram a responsabilidade e registraram marcas importantes logo na rodada de abertura da competição.

O craque argentino alcançou o topo da artilharia histórica do torneio masculino, enquanto o atacante francês isolou-se como o maior goleador de seu país. Paralelamente, zebras passearam pelos gramados: a Austrália bateu a Turquia, a Escócia voltou a vencer um jogo de mundial após um jejum que durava desde 1990 superando o Haiti, e a estreante equipe de Cabo Verde segurou um empate sem gols contra a Espanha, que liderava o ranking global.

Com tantas reviravoltas logo no início, o cenário levanta dúvidas sobre quem realmente possui força para levantar a taça e quais equipes correm por fora como potenciais surpresas. Para mapear essa nova hierarquia, um levantamento detalhado reuniu as opiniões de vinte profissionais de imprensa esportiva de diversos países.

Os jornalistas consultados organizaram uma lista com as quinze seleções mais fortes do momento, apontando desde a principal candidata ao título na primeira posição até apostas mais arriscadas no fim da tabela. A coleta dos dados ocorreu antes dos jogos realizados na quinta-feira, indicando que os próximos embates trarão novas mudanças para essa classificação.

Um gráfico elaborado pela equipe da ESPN ilustra como o favoritismo mudou de mãos após o apito final das primeiras partidas do torneio.

Desempenho dominante na estreia eleva os franceses ao primeiro lugar

  • Posição na FIFA (11 de junho): 3
  • Calendário do Grupo I: triunfo sobre Senegal por 2 a 0; duelo com o Iraque (22 de junho, Filadélfia); embate com a Noruega (26 de junho, Boston)

Desde que o monitoramento começou no mês de março, esta é a primeira vez que o topo da tabela troca de dono. O esquadrão comandado por Didier Deschamps apresentou um futebol sólido e assumiu o posto máximo, algo que parecia distante semanas antes do torneio começar.

A vitória segura por 3 a 1 sobre os senegaleses na rodada inaugural do Grupo I convenceu os especialistas. A equipe europeia recebeu treze indicações diretas para a primeira colocação, um salto expressivo em comparação aos seis votos conquistados no levantamento anterior.

Kylian Mbappé demonstrou enorme apetite ofensivo, balançando as redes duas vezes na etapa complementar, incluindo um arremate preciso de longa distância nos minutos finais, consolidando-se no topo da artilharia histórica de seu país. O volume de jogo resultou em oito chutes na direção do gol, contra apenas uma finalização do Senegal, que descontou com Ibrahim Mbaye. Michael Olise, atleta do Bayern de Munique, distribuiu uma assistência e gerou quatro oportunidades claras. O sistema defensivo também funcionou, permitindo um índice de gols esperados (xG) de apenas 0,10 ao adversário. Em busca do tricampeonato após as taças de 1998 e 2018, os franceses terão um desafio maior contra a Noruega de Erling Haaland, partida que deve definir o líder da chave.

Abaixo, a lista completa com as quinze seleções mais bem avaliadas após os primeiros jogos:

  • 1. França (ganhou 1 posição) – 14 indicações ao topo
  • 2. Inglaterra (ganhou 2 posições) – 3 indicações ao topo
  • 3. Argentina (manteve a posição) – 2 indicações ao topo
  • 4. Espanha (perdeu 3 posições) – 2 indicações ao topo
  • 5. Alemanha (ganhou 2 posições)
  • 6. Brasil (perdeu 1 posição)
  • 7. Marrocos (ganhou 2 posições)
  • 8. Holanda (manteve a posição)
  • 9. EUA (estreante na lista)
  • 10. Portugal (perdeu 4 posições)
  • 11. Noruega (perdeu 1 posição)
  • 12. Colômbia (ganhou 1 posição)
  • 13. Japão (perdeu 1 posição)
  • 14. Bélgica (perdeu 3 posições)
  • 15. México (estreante na lista)

Vitória sólida em solo americano impulsiona a seleção inglesa na tabela

  • Posição na FIFA (11 de junho): 4
  • Calendário do Grupo L: triunfo sobre a Croácia por 4 a 2; duelo com Gana (23 de junho, Boston); embate com o Panamá (27 de junho, Nova York/Nova Jersey)

O elenco dirigido por Thomas Tuchel ganhou moral com os votantes após superar a Croácia com autoridade no primeiro jogo. O resultado rendeu três votos de primeiro lugar aos ingleses, que não haviam recebido nenhuma indicação desse tipo nos dias que antecederam a competição. Trata-se do maior salto registrado na parte de cima da classificação.

As decisões táticas do treinador, que barrou atletas como Trent Alexander-Arnold e Phil Foden para promover as entradas de Marcus Rashford e Jordan Henderson, surtiram efeito imediato no gramado em Dallas. Harry Kane anotou dois tentos, Jude Bellingham marcou logo na volta do intervalo, e Rashford fechou a conta concluindo uma jogada coletiva envolvente.

O sistema defensivo apresentou falhas que permitiram aos croatas buscar o empate em duas ocasiões na primeira etapa, com destaque para o gol anotado por Martin Baturina. Contudo, a postura agressiva e focada no ataque agradou aos analistas. O caminho para o título é longo, mas a exibição inicial afasta as desconfianças sobre o potencial da equipe.

Talento decisivo do camisa dez garante a estabilidade dos sul-americanos

  • Posição na FIFA (11 de junho): 1º
  • Calendário do Grupo J: triunfo sobre a Argélia por 3 a 0; duelo com a Áustria (22 de junho, Dallas); embate com a Jordânia (27 de junho, Dallas)

O sucesso da seleção argentina segue dependendo diretamente da forma física e técnica de Lionel Messi. A estratégia funcionou perfeitamente na estreia, quando o capitão marcou os três gols da vitória sobre a Argélia. O feito representou o primeiro hat-trick do jogador em mundiais e o colocou ao lado de Miroslav Klose no topo da artilharia histórica do torneio, com 16 gols. Um dado relevante é que o alemão precisou de quatro edições, entre 2002 e 2014, para estabelecer a marca que agora foi igualada.

O esquema tático é desenhado para poupar o craque de obrigações defensivas, permitindo que ele circule livremente perto da área. Peças como Lautaro Martínez, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister correm o campo inteiro para abrir espaços e entregar a bola limpa ao camisa 10. Dois dos gols nasceram exatamente dessa dinâmica, com finalizações precisas após passes curtos.

A grande dúvida é se adversários de maior peso técnico darão a mesma liberdade que os argelinos concederam. O miolo de zaga formado por Cristian Romero e Lisandro Martínez também precisará provar seu valor contra atacantes mais velozes. Contudo, enquanto o setor ofensivo mantiver essa taxa de conversão, os problemas na retaguarda ficam em segundo plano.

Tropeço contra equipe africana gera desconfiança sobre o elenco espanhol

  • Posição na FIFA (11 de junho): 2
  • Calendário do Grupo H: igualdade em 0 a 0 com Cabo Verde; duelo com a Arábia Saudita (21 de junho, Atlanta); embate com o Uruguai (26 de junho, Guadalajara)

O empate sem gols contra a modesta seleção de Cabo Verde, que ocupa apenas o 67º lugar no ranking global, derrubou o prestígio dos espanhóis entre os jornalistas consultados. A entrada do jovem Lamine Yamal nos dezenove minutos finais trouxe alguma movimentação, mas a equipe precisa apresentar um futebol muito superior nas próximas rodadas.

O retrospecto histórico joga contra os europeus, que costumam tropeçar em estreias. Em dezesseis participações no torneio, a equipe venceu seu primeiro jogo em apenas quatro oportunidades. Desde que levantaram a taça em 2010, os espanhóis somam eliminações precoces, caindo na fase de grupos em 2014 e nas oitavas em 2018 e 2022, ambas as vezes nas penalidades máximas.

O elenco chegou à América do Norte cercado de expectativas devido à qualidade técnica de seus meias, mas a lentidão na troca de passes irritou os torcedores. Para retomar o status de favorita, a equipe precisará transformar a posse de bola em gols nos próximos compromissos.

Goleada implacável reafirma o peso da camisa alemã no torneio mundial

  • Posição na FIFA (11 de junho): 10
  • Calendário do Grupo E: triunfo sobre Curaçao por 7 a 1; duelo com a Costa do Marfim (20 de junho, Toronto); embate com o Equador (25 de junho, Nova York/Nova Jersey)

A tradição europeia falou mais alto no domingo, quando a equipe massacrou a seleção de Curaçao sem piedade. O placar elástico afasta as memórias das campanhas ruins acumuladas desde o tetracampeonato em 2014. A movimentação ofensiva comandada por Jamal Musiala, Florian Wirtz, Kai Havertz e Joshua Kimmich provou que o time chegou forte para a disputa.

A manutenção desse ritmo intenso pode colocar o time nas primeiras posições do próximo levantamento. Os embates contra Costa do Marfim e Equador exigirão mais força física e imposição no meio-campo. O treinador Julian Nagelsmann demonstra tranquilidade com o rendimento de seus comandados até aqui.

Igualdade no placar contra forte rival africano custa posição aos brasileiros

  • Posição na FIFA (11 de junho): 6
  • Calendário do Grupo C: igualdade em 1 a 1 com Marrocos; duelo com o Haiti (19 de junho, Filadélfia); embate com a Escócia (24 de junho, Miami)

A equipe sul-americana deixou o pelotão de elite na visão dos especialistas após o empate em Nova York/Nova Jersey. Apesar da queda, o time segue liderando o bloco intermediário da classificação. O peso do adversário foi levado em conta, já que os marroquinos ocupam o sétimo lugar no ranking global e exigiram muito fisicamente durante os noventa minutos.

O susto inicial, com a equipe saindo atrás no marcador, foi corrigido na etapa final. Vinicius Jr. anotou seu primeiro gol em mundiais completando um passe perfeito de Bruno Guimarães. As alterações promovidas por Carlo Ancelotti no intervalo mudaram a dinâmica do jogo e garantiram o ponto. O próximo confronto contra o Haiti servirá para testar o poder de fogo do ataque.

Organização tática consolida os marroquinos como principal potência da África

  • Posição na FIFA (11 de junho): 7
  • Calendário do Grupo C: igualdade em 1 a 1 com o Brasil; duelo com a Escócia (19 de junho, Boston); embate com o Haiti (24 de junho, Atlanta)

O selecionado africano provou seu valor ao encarar os brasileiros de igual para igual, mantendo-se firme no top 10 do levantamento. O lateral Achraf Hakimi demonstrou vigor físico impressionante, enquanto Ismael Saibari gerou perigo constante no comando de ataque. Pelo lado direito, Brahim Díaz foi o principal construtor de jogadas.

Os problemas enfrentados durante o ciclo preparatório parecem ter ficado no passado. A equipe mostra maturidade tática e tem tudo para somar os pontos necessários nos próximos jogos, garantindo vaga na fase eliminatória com tranquilidade.

Empate nos minutos finais expõe fragilidades defensivas da equipe holandesa

  • Posição na FIFA (11 de junho): 8
  • Calendário do Grupo F: igualdade em 2 a 2 com o Japão; duelo com a Suécia (20 de junho, Houston); embate com a Tunísia (25 de junho, Kansas City)

O tropeço diante dos asiáticos não tirou a equipe do top 10, mas acendeu um sinal de alerta. O sistema defensivo, comandado por Virgil van Dijk, falhou na reta final e cedeu o empate aos 43 minutos do segundo tempo. Apenas dois jornalistas colocaram a equipe entre as seis melhores do torneio, refletindo a desconfiança com a falta de concentração nos momentos decisivos.

A situação do grupo ficou complexa após a goleada aplicada pela Suécia na outra partida. O técnico Ronald Koeman precisará ajustar a marcação, mas pode confiar no talento de Ryan Gravenberch e Frenkie de Jong, que dominaram o setor de meio-campo durante a maior parte do confronto inaugural.

Anfitriões mostram força ofensiva e garantem espaço entre os quinze melhores

  • Posição na FIFA (11 de junho): 17
  • Calendário do Grupo H: triunfo sobre o Paraguai por 4 a 1; duelo com a Austrália (19 de junho, Seattle); embate com a Turquia (25 de junho, Los Angeles)

A seleção norte-americana finalmente chamou a atenção dos especialistas. Acostumados a figurar na parte de baixo das avaliações anteriores, os comandados de Mauricio Pochettino entregaram uma atuação de gala contra os sul-americanos na sexta-feira, dominando as ações do início ao fim.

O atacante Folarin Balogun repetiu o bom desempenho que teve no Monaco, balançando as redes duas vezes na primeira etapa. O trio formado por Malik Tillman, Weston McKennie e Tyler Adams sufocou a saída de bola paraguaia. Nas alas, Antonee Robinson e Alex Freeman apoiaram o ataque sem comprometer a recomposição.

O ponto negativo foi a lesão de Christian Pulisic. O meia sentiu um problema na panturrilha após dar uma assistência e precisou ser substituído. O atleta fez trabalhos separados do grupo durante a semana e pode desfalcar a equipe no importante duelo contra os australianos.

Atuação apagada do principal astro levanta dúvidas sobre o futuro português

  • Posição na FIFA (11 de junho): 5
  • Calendário do Grupo K: igualdade em 1 a 1 com a República Democrática do Congo; duelo com o Uzbequistão (23 de junho, Houston); embate com a Colômbia (27 de junho, Miami)

O empate na estreia frustrou os torcedores e reabriu a discussão sobre a titularidade de Cristiano Ronaldo. O atacante tocou na bola apenas 25 vezes e errou as três finalizações que tentou durante os noventa minutos em Houston. O resultado refletiu exatamente o que as duas equipes produziram em campo.

O técnico Roberto Martínez possui um elenco recheado de estrelas como Bruno Fernandes, Vitinha, João Neves e Rafael Leão, mas a insistência em focar as jogadas no veterano camisa 7 engessa o time. A zaga também carece de ajustes, dependendo da recuperação médica de Rúben Dias para ganhar estabilidade ao lado de Renato Veiga.

Poder de fogo no ataque não esconde problemas na defesa da seleção nórdica

  • Posição na FIFA (11 de junho): 31
  • Calendário do Grupo H: triunfo sobre o Iraque por 4 a 1; duelo com o Senegal (22 de junho, Nova York/Nova Jersey); embate com a França (26 de junho, Boston)

O retorno ao torneio após três décadas de ausência foi comemorado com estilo por Erling Haaland. O centroavante anotou dois belos gols e acumulou estatísticas expressivas de finalização e criação de jogadas, mandando um recado claro aos adversários da chave.

Apesar da goleada, o jogo foi tenso. A equipe sofreu para criar espaços e só construiu a vantagem folgada nos quinze minutos finais, contando inclusive com um gol contra nos acréscimos. O confronto contra os senegaleses exigirá muito mais da instável linha defensiva europeia.

Retorno ao torneio mundial é marcado por brilho individual no setor ofensivo

  • Posição na FIFA (11 de junho): 13
  • Calendário do Grupo K: triunfo sobre o Uzbequistão por 3 a 1; duelo com a República Democrática do Congo (23 de junho, Guadalajara); embate com Portugal (27 de junho, Miami)

Ausentes no Catar, os sul-americanos estrearam com o pé direito na Cidade do México. Luis Díaz comandou as ações ofensivas, marcando um gol e servindo os companheiros. O adversário asiático valorizou o resultado, chegando a empatar a partida no segundo tempo antes de ceder à pressão final que resultou no gol de Jáminton Campaz.

O ponta do Liverpool carrega o time

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