Cinco promessas com potencial para brilhar no Draft da NBA de 2026
A expectativa cresce para o Draft da NBA de 2026, evento que revelará 60 novos talentos ao longo de duas noites intensas. Considerada uma das turmas mais ricas em talento dos últimos anos, a classe de 2026 conta com nomes de peso como AJ Dybantsa, Darryn Peterson, Cameron Boozer e Caleb Wilson já despontando.
Contudo, a história dos drafts da NBA é marcada por atletas da primeira rodada que superaram amplamente as projeções iniciais. Exemplos notáveis incluem Tyrese Maxey, escolhido na 21ª posição pelo Philadelphia 76ers em 2020, e Jimmy Butler III, a 30ª seleção do Chicago Bulls em 2011. Rudy Gobert, por sua vez, foi a 27ª escolha em 2013 e transformou-se em um dos defensores mais dominantes da liga, sendo eleito quatro vezes o Melhor Jogador Defensivo do Ano. Essas escolhas, muitas vezes subestimadas, comprovam como uma boa avaliação pode redefinir o futuro de uma franquia, destacando a importância de identificar talentos além do óbvio.
Mas quem são os nomes que prometem se destacar de forma inesperada na edição de 2026 do Draft? A seguir, apresentamos cinco jogadores com potencial para ir muito além das expectativas associadas à sua escolha.
O promissor Jayden Quaintaince de Kentucky
Mesmo sendo calouro, Jayden Quaintaince, de Kentucky, figura entre os jogadores mais jovens aptos a entrar no próximo draft. Ele antecipou sua entrada na universidade, buscando dois anos de adaptação ao rigor físico do basquete universitário e experiência antes de migrar para a liga profissional. Sua trajetória começou na Arizona State, onde o pivô de 2,08m demonstrou flashes de um atletismo notável e capacidade de espaçar a quadra.
Contudo, uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) ao final da temporada inicial o afastou da primeira metade de seu segundo ano em Kentucky. Participando de apenas quatro partidas na última temporada, Quaintaince limitou-se a exercícios de arremesso no Combine, ausentando-se dos testes de agilidade e velocidade. Os bastidores sugerem que as equipes se mostram cautelosas devido ao histórico médico do jogador e a uma possível necessidade de mais tempo ou até mesmo de outra intervenção cirúrgica no joelho. Essa situação pode fazer com que ele caia para o final da primeira rodada, representando uma aposta de alto retorno para qualquer equipe disposta a investir paciência em sua recuperação e desenvolvimento na NBA.
Christian Anderson: a ascensão do armador de Texas Tech
Christian Anderson, de Texas Tech, teve uma estreia universitária sem precedentes, talvez a melhor de todos os tempos. Em um confronto de novembro contra Lindenwood, o armador acumulou impressionantes 34 pontos, 11 assistências, sete rebotes e quatro roubos de bola em 37 minutos, com apenas um turnover. “Meu objetivo era ditar o ritmo para a temporada”, afirmou Anderson, complementando: “Sempre me senti subestimado, e é com essa motivação extra que entro na NBA, pronto para chocar a muitos.”
No verão anterior, Anderson atuou ao lado de Hannes Steinbach, outro nome cotado para a primeira rodada, na Copa do Mundo Sub-19 da FIBA pela Alemanha, onde capturou a atenção de olheiros e executivos da NBA. Com uma capacidade de infiltração notável, ele se destaca como um passador dinâmico, ostentando uma média de 7,4 assistências por jogo, e exibe desempenho consistente em ambos os lados da quadra. Em uma classe de draft dominada por armadores de apenas um ano, Anderson se posiciona para emergir como um dos talentos mais destacados.
Cameron Carr, a revelação de Baylor no Combine
Cameron Carr, de Baylor, colheu os maiores frutos no AWS NBA Draft Combine. Ele escolheu participar do primeiro dia de jogos de cinco contra cinco e emergiu como o prospecto mais brilhante em quadra, finalizando com 30 pontos, incluindo seis arremessos de três, consolidando-se como uma provável escolha entre os 20 primeiros. Com 1,98m descalço e impressionantes 2,13m de envergadura, Carr é reconhecido como um dos jogadores mais explosivos em transição.
Ele explora seu atletismo para atuar próximo à cesta, protagonizando, inclusive, a enterrada do ano contra a Arizona State. Como um atirador de três pontos confiável em situações de “catch-and-shoot”, manteve uma consistência de 43% de aproveitamento na temporada, registrando médias de 18,9 pontos e 5,8 rebotes por jogo. Suas projeções no draft oscilam entre o final da loteria e o início da segunda rodada.
Dailyn Swain: o ala versátil que evoluiu no Texas
Dailyn Swain, após acompanhar Sean Miller e sua equipe de Xavier até o Texas, demonstrou uma significativa evolução em seu basquete, especialmente na conferência SEC. Com uma estatura de 2,01m e uma envergadura próxima a 2,13m, ele possui o perfil ideal para um ala, destacando-se como um dos passadores mais eficazes no perímetro ao longo da temporada.
Swain contabilizou 21 assistências em quatro confrontos desafiadores no Torneio da NCAA. Apesar de necessitar de aprimoramento no arremesso de três pontos, seus instintos ofensivos são evidentes, e a capacidade de arremesso de longa distância é uma habilidade que ele pode refinar no nível profissional. Encontrar um ala completo no draft, que combine bom arremesso e defesa, é um objetivo comum das equipes, e Swain tem o potencial para se tornar um jogador de alto calibre na NBA em poucos anos.
Bennett Stirtz: o armador consistente de Iowa com jogo maduro
Bennett Stirtz iniciou sua jornada universitária na Divisão II pela Northwest Missouri State, antes de se mudar para Drake e, por fim, para Iowa em seu último ano. Ele foi titular em todas as partidas nas duas últimas temporadas, consolidando-se como o tipo de armador confiável que as franquias da NBA buscam para integrar imediatamente seus elencos secundários, com o potencial de ascender a titular no futuro.
Nos playoffs, Stirtz alcançou médias de 18,3 pontos e 3,5 assistências. O dado mais impressionante, contudo, é sua média de apenas 0,8 turnovers em quatro confrontos difíceis do Torneio da NCAA, mesmo jogando os 40 minutos completos. Sem extravagâncias, seu jogo é pautado pela consistência, pela forma como orquestra o ataque e por sua boa estatura de 1,93m. Seu estilo de jogo evoca comparações com Mike Conley, pela fluidez, pela habilidade em desestabilizar defesas e pela facilidade em criar oportunidades para seus colegas de equipe.
















