PF realiza operação contra banco ligado ao Bispo Edir Macedo e bloqueia R$ 670 milhões

Bispo Edir Macedo - Reprodução/ Facebook

Bispo Edir Macedo - Reprodução/ Facebook

Uma ampla operação da Polícia Federal (PF) em São Paulo resultou no bloqueio de R$ 670 milhões em um banco associado diretamente ao bispo Edir Macedo. A ação, deflagrada na última semana, foca em investigações que envolvem a instituição financeira por suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro.

Investigação mira banco ligado à Igreja Universal do Reino de Deus

O Banco Digimais, anteriormente conhecido como Banco Renner e com forte ligação à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e ao seu líder, Edir Macedo, é o centro das atenções da PF. As apurações indicam um sofisticado esquema de operações ilícitas. A corporação busca desvendar a movimentação de recursos de origem suspeita.

Detalhes da Operação Balcão e os valores apreendidos

A investida judicial, denominada Operação Balcão, obteve autorização para o congelamento de bens e valores em contas bancárias ligadas aos investigados. A quantia de R$ 670 milhões bloqueada faz parte de um esforço maior para descapitalizar a estrutura que, segundo os investigadores, viabilizava a lavagem de dinheiro e a prática de outros delitos. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversos endereços, coletando evidências importantes para o prosseguimento da investigação.

Viatura da Polícia Federal – Divulgação/ PF

Histórico de controvérsias envolvendo a Igreja Universal

Esta não é a primeira vez que entidades vinculadas à Igreja Universal do Reino de Deus se veem envolvidas em investigações criminais. Ao longo dos anos, a instituição e seus líderes foram alvo de diversas acusações relacionadas a práticas financeiras controversas, incluindo evasão de divisas e formação de quadrilha. O contexto histórico dessas investigações anteriores serve de pano de fundo para a atual Operação Balcão, sugerindo uma persistente fiscalização sobre as operações financeiras do grupo. A PF tem monitorado movimentações financeiras complexas que, em outras ocasiões, já resultaram em processos judiciais e condenações.

O bloqueio de uma soma tão expressiva representa um duro golpe para o Banco Digimais, afetando sua liquidez e capacidade operacional. A medida cautelar imposta pela Justiça visa impedir a continuidade de supostas atividades ilícitas e garantir a reparação de eventuais danos. Especialistas do setor financeiro observam com atenção os desdobramentos, pois a imagem e a estabilidade da instituição podem ser severamente comprometidas perante o mercado e seus clientes.

Próximos passos e posicionamento da defesa

A Polícia Federal continua a análise do material apreendido durante a operação, o que pode levar a novas fases da investigação e indiciamentos. Até o momento, o Banco Digimais ou a defesa do bispo Edir Macedo não se manifestaram publicamente sobre as acusações ou o bloqueio dos valores. O processo judicial segue em segredo de justiça, o que limita o acesso a informações detalhadas, mas espera-se que os advogados dos envolvidos apresentem suas contestações nos próximos dias.

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