França enfrenta mais um dia de calor extremo na onda de calor europeia
O território francês se prepara para enfrentar mais um período de altas temperaturas, com mais da metade de suas regiões em alerta vermelho para o calor intenso nesta quarta-feira.
No oeste da Bretanha, dezenas de milhares de residências ficaram sem eletricidade, enquanto um vasto incêndio florestal na área de Maine-et-Loire foi contido durante a noite.
Este cenário se segue à terça-feira, quando a nação experimentou o dia de junho mais quente já registrado, com a temperatura média atingindo 29,8°C (85,54°F).
A previsão é que a massa de ar quente se desloque para outras nações da Europa Ocidental nesta quarta-feira, com algumas áreas da Holanda já sob um alerta laranja para condições climáticas de risco.
Espera-se que a Holanda e a Bélgica registrem os maiores picos de temperatura na sexta-feira, e na Alemanha, os termômetros podem alcançar 40°C (104°F) ao longo do fim de semana.
Nos próximos dias, a onda de calor se estenderá para o leste da Europa, com avisos de calor intenso já emitidos para nações como Polônia, Croácia e Hungria, válidos para o final da semana.
França, Espanha e Itália são, até agora, as nações mais impactadas por esta onda de calor prolongada.
O primeiro-ministro francês informou que quarenta pessoas perderam a vida por afogamento em ocorrências ligadas à onda de calor no país desde a última quinta-feira.
Reino Unido se prepara para enfrentar o calor extremo e seus desafios
O Reino Unido se organiza para combater as consequências do calor extremo, enquanto o Met Office adverte sobre possíveis riscos à saúde pública e interrupções nos serviços de transporte.
Em La Rochelle, no sudoeste do país, os termômetros já marcavam 29°C às 5h da manhã, horário local, com a possibilidade de atingir até 43°C ainda nesta quarta-feira, conforme as projeções.
Para a maior parte do oeste da França, incluindo a faixa de Paris à Bretanha, as máximas esperadas variam entre 39°C e 40°C, persistindo assim até o final de semana.
Na terça-feira, as temperaturas alcançaram seu ponto mais alto, com algumas áreas de Landes, no sudoeste, registrando 44,3°C.
A partir de sexta-feira, uma redução nas temperaturas é esperada, trazendo um alívio gradual ao longo do fim de semana. Esta transição, contudo, pode vir acompanhada de fortes tempestades, com potencial para inundações rápidas e queda de granizo.
O ministro do Trabalho, Jean-Pierre Farandou, expressou em entrevista à rádio francesa que a nação está “descobrindo que se tornou um país quente”.
As altas temperaturas resultaram no primeiro grande apagão nacional, afetando aproximadamente 68 mil casas em Finistère, noroeste do país, na terça-feira à noite, por conta de uma falha em um transformador. As autoridades estimam que o serviço de energia só será totalmente normalizado até o fim desta quarta-feira.
Na região de Maine-et-Loire, mais de 150 bombeiros foram acionados para combater um extenso incêndio florestal que eclodiu na terça-feira na floresta de Breignon, em Saint-Macaire-du-Bois. O incidente foi controlado durante a madrugada, informaram as autoridades.
Os famosos locais turísticos da capital francesa, Paris, também sentiram os efeitos do calor intenso.
O Museu do Louvre, o mais frequentado globalmente, informou que seu horário de fechamento será antecipado para as 16h (horário local), de quarta-feira a sábado, em vez das 18h habituais.
A instituição justificou a medida, explicando que seu prédio histórico “permanece frágil, externo e não está suficientemente adaptado às mudanças climáticas”, e que “o acúmulo de calor é maior no final do dia e intensificado pelo volume de visitantes”.
Um dos casos fatais ligados à onda de calor na França envolveu uma menina de 13 anos que, na noite de domingo, foi nadar no rio Sena, em Fontaine-La Port, com sua família, mesmo sem saber nadar.
Na Alemanha, diversos incidentes de afogamento também foram notificados.
Apesar de a Espanha ter enfrentado dias de calor intenso, as temperaturas na Península Ibérica devem começar a diminuir a partir desta quarta-feira.
Contudo, o alerta vermelho para calor permanece ativo em algumas regiões do norte da Espanha, com previsão de até 42°C em certas áreas do País Basco, conforme dados da Aemet, empresa de meteorologia.
Na Itália, dezesseis capitais provinciais estão atualmente sob alerta vermelho de calor, com Latina inclusa nesta quarta-feira, e Bari prevista para entrar na lista na quinta-feira, segundo a agência de notícias italiana Ansa.

Países europeus mantêm alertas máximos com temperaturas beirando 40°C
Alertas vermelhos para calor foram emitidos em França, Itália e Espanha, onde as previsões indicam temperaturas que podem chegar a 40°C.
O KNMI, serviço meteorológico da Holanda, divulgou um alerta de Código Laranja, indicando “alta probabilidade de condições meteorológicas perigosas” nas porções sul e central do país, válido de quarta-feira até, no mínimo, sexta-feira.
O órgão previu temperaturas máximas de 37°C, com a possibilidade de os termômetros atingirem 39°C na sexta-feira.
A Bélgica também está em grande parte sob alerta laranja, com máximas esperadas de 37°C nos dias seguintes.
Após um encontro na terça-feira, o Grupo de Gestão de Riscos da Bélgica declarou a ativação da “fase de alerta do plano nacional de ozono e calor” pela segunda vez, sendo a primeira em agosto de 2020. Contudo, não foram divulgadas ações nacionais específicas, além de campanhas de conscientização e um pedido de atenção especial a idosos e crianças.
As alterações climáticas impulsionam o aumento das temperaturas globalmente, sendo a Europa a região mais afetada. Conforme o serviço climático Copernicus, o continente europeu aquece a uma velocidade duas vezes superior à média mundial, intensificando a frequência e severidade de eventos como a atual onda de calor.
Esse aquecimento acelerado resulta em ondas de calor veraneias mais intensas, uma crescente pressão sobre os recursos hídricos e incêndios florestais de maior gravidade. Somente no ano passado, a Europa registrou a queima de mais de um milhão de hectares, um recorde, com a Espanha sendo uma das nações mais atingidas.
















