Escola cristã do Tennessee paga US$ 10 mil a ex-aluna barrada da formatura após se assumir lésbica
Uma ex-aluna da Tennessee Christian Preparatory School, em Cleveland (Tennessee, EUA), obteve uma indenização de US$ 10 mil (equivalente a R$ 52 mil) em um processo contra a instituição. Morgan Armstrong alegou ter sido impedida de participar de sua formatura no ensino médio após se assumir lésbica, um caso que reflete os persistentes desafios enfrentados por estudantes LGBTQ+ em ambientes religiosos.
Durante o processo, Morgan, que se destacava como jogadora de basquete na escola cristã, relatou ter sido suspensa apenas duas semanas antes da cerimônia de conclusão dos estudos. A jovem, então com 18 anos, havia recentemente oficializado seu relacionamento com Sophie Bryant, conforme informações divulgadas pelo jornal NY Post.
A escola, por sua vez, defendeu-se negando que a proibição da participação de Morgan na formatura tivesse qualquer relação com sua orientação sexual. A instituição argumentou que a medida foi tomada devido a uma mensagem de “teor depreciativo” que a estudante teria compartilhado em um grupo privado de amigos.
Morgan Armstrong tornou pública sua sexualidade em abril do ano anterior, por meio de uma postagem no Facebook, onde declarou que “o segredo foi revelado” e solicitou o apoio de seus contatos na rede social.
Em sua publicação, ela incitou: “Vão lá comentar na minha postagem. Tem uns caras insuportáveis que apoiam o Trump e se dizem seguidores de Jesus comentando lá”, expressando receio de que a repercussão da notícia pudesse gerar um conflito familiar.

















