Aproximação expressiva: asteroide com até 1,6 km de diâmetro cruza proximidades da Terra no sábado

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Asteroide

Asteroide - Vladi333/shutterstock.com

Um corpo rochoso de grandes proporções fará uma passagem próxima ao nosso planeta no próximo sábado (27). A Agência Espacial Europeia (ESA) informa que o objeto celeste poderá ser avistado com a ajuda de telescópios de pequeno porte ou, até mesmo, binóculos.

A organização espacial enfatizou que o asteroide, descoberto em julho de 1997 e catalogado como (152637) 1997 NC1, não representa nenhum risco de colisão com a Terra.

Juan Luis Cano, do Escritório de Defesa Planetária da ESA, declarou que “a aproximação de um objeto deste tamanho à Terra ocorre apenas a cada poucos anos”. Ele também ressaltou que a presença de uma Lua brilhante e próxima pode dificultar a observação no ponto de maior proximidade do asteroide.

Conforme dados da ESA, o asteroide possui um diâmetro estimado entre 750 e 1650 metros, com base em sua capacidade de refletir a luz solar (que varia de 5% a 25%). Entretanto, outras fontes apontam que essa reflexividade pode atingir até 60%, o que indicaria um tamanho possivelmente menor do que o calculado inicialmente.

A agência espacial detalha que o encontro com a Terra está previsto para ocorrer às 8h14, no horário de Brasília. Nesse momento, o asteroide estará a uma distância equivalente a 6,66 vezes a separação entre a Terra e a Lua, ou seja, mais de 2,5 milhões de quilômetros.

Entenda a natureza e classificação de um asteroide

Asteroides são corpos celestes majoritariamente compostos por rocha ou metal, geralmente de pequeno porte. Eles são encontrados principalmente no cinturão de asteroides, entre as órbitas de Marte e Júpiter, embora alguns possam se aproximar ou até mesmo cruzar a órbita terrestre. Por definição, seu diâmetro é superior a um metro.

Rochas espaciais menores que asteroides são classificadas como meteoroides, que se tornam meteoros quando adentram a atmosfera terrestre. Por outro lado, asteroides com massa suficiente para adquirir uma forma esférica devido à própria gravidade são chamados de planetas-anões, sendo Plutão um exemplo notório.

Esses corpos rochosos preservam os materiais originais que formaram os planetas do nosso Sistema Solar. Diferentemente das rochas terrestres, que foram modificadas por processos geológicos e erosão ao longo de eras, os asteroides permanecem em seu estado primitivo.

Asteroide -buradaki/shutterstock.com

Monitoramento de objetos espaciais com potencial risco

Existe uma razão adicional para aprofundar o conhecimento sobre asteroides, e também cometas: a proximidade que podem alcançar em relação à Terra. Esses objetos, designados como Objetos Próximos à Terra (NEOs, na sigla em inglês), têm entre 3 metros e 40 quilômetros de diâmetro e são continuamente monitorados pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra, da Nasa (agência espacial dos Estados Unidos). Suas órbitas, que são alongadas ou elípticas, permitem que se afastem até 195 milhões de quilômetros do Sol, mas também os aproximam perigosamente do nosso planeta. Embora a chance de uma grande colisão seja considerada relativamente baixa, o impacto potencialmente devastador desses corpos justifica um acompanhamento constante.

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