Asteroide de 1,5 km passará perto da Terra no sábado sob monitoramento intenso da Nasa

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Asteroide e Planeta Terra

Asteroide e Planeta Terra - Foto: dzika_mrowka/istock

Um asteroide de grandes dimensões, descoberto há décadas, realizará sua maior aproximação do planeta Terra neste sábado. O objeto, oficialmente denominado 152637 (1997 NC1), foi identificado pela primeira vez em 1997 através do programa Neat, no Havaí.

Classificado como um corpo celeste de grande porte, o asteroide possui um diâmetro estimado entre 900 metros e 1,5 quilômetro. Apesar de sua designação como “potencialmente perigoso”, não existe qualquer ameaça de colisão com a Terra, garantem os cientistas.

A passagem mais próxima ocorrerá a uma distância de aproximadamente 0,017 unidades astronômicas, o que equivale a cerca de 6,8 vezes a distância entre a Terra e a Lua, ou aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros. Durante o ponto de máxima aproximação, o asteroide poderá ser observado com o auxílio de pequenos telescópos, embora a luminosidade da Lua possa interferir na visibilidade.

O evento será cuidadosamente acompanhado por diversas redes de observação internacionais. A agência espacial norte-americana, Nasa, aproveitará a oportunidade para aprimorar as medições sobre o tamanho, a composição e o comportamento orbital do asteroide, visto que os dados atuais ainda são considerados inconsistentes.

Além disso, esta passagem em 2026 será utilizada para observações detalhadas por radar. A transmissão será realizada pela antena DSS-26 da rede de espaço profundo, com recepção pela DSS-13. A expectativa é captar sinais robustos o suficiente para gerar reconstruções parciais de sua forma e rotação.

Astrônomos enfatizam a raridade de encontros como este, com asteroides de escala similar se aproximando da Terra em média uma vez a cada dez anos. Esta será a passagem mais próxima do objeto desde, pelo menos, o ano de 1600, e uma aproximação semelhante só é prevista novamente para 2133.

Mesmo com a segurança confirmada da aproximação atual, a Nasa mantém um rigoroso programa de monitoramento contínuo de objetos próximos à órbita terrestre. A agência reitera que, até o momento, nenhum asteroide conhecido apresenta risco de impacto com a Terra nos próximos 100 anos.

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