Líderes de tecnologia preveem o fim dos smartphones em uma década com avanço da inteligência artificial

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Pessoas com telefone, smartphones

Pessoas com telefone, smartphones -metamorworks/shutterstock.com

Dispositivos móveis inteligentes, como conhecemos hoje, podem estar com os dias contados. Uma revolução tecnológica, impulsionada pela inteligência artificial, está em curso e promete redefinir a forma como interagimos com a tecnologia.

Projeções indicam que, na próxima década, acessórios vestíveis com inteligência artificial, a exemplo de óculos inteligentes, têm potencial para assumir o papel central dos celulares. Esta mudança é detalhada em um levantamento recente da Fortune.

Essa antecipação reflete uma percepção crescente no Vale do Silício de que os celulares atuais não foram idealizados para a nova era da inteligência artificial. Os assistentes virtuais do futuro deverão interagir proativamente com os usuários, interpretando o ambiente ao redor em tempo real, sem a necessidade de comandos manuais ou abertura de aplicativos.

Grandes empresas de tecnologia investem em novas plataformas com inteligência artificial

Gigantes do setor tecnológico já estão em uma corrida acelerada para desenvolver esses novos gadgets. A Fortune destacou que empresas como Google e Meta estão focadas na criação de óculos inteligentes equipados com IA.

Paralelamente, a OpenAI concretizou a aquisição da startup de hardware de Jony Ive, conhecido por seu trabalho no iPhone, em um negócio avaliado em 6,5 bilhões de dólares. O objetivo é lançar uma série inovadora de produtos de consumo baseados em inteligência artificial.

Cristiano Amon, CEO da Qualcomm, afirmou à Fortune que os óculos inteligentes despontam como o principal substituto dos smartphones. Ele justificou que sua posição próxima aos olhos, ouvidos e boca do usuário permite que a inteligência artificial capte informações visuais, auditivas e verbais de forma eficiente.

O executivo previu um aumento na disponibilidade de dispositivos vestíveis com IA já neste ano, com uma expectativa de adoção acelerada nos próximos anos.

Essa tecnologia futurista pode permitir que os usuários solicitem aos seus óculos a identificação de produtos, a comparação de preços ou a obtenção de respostas sobre o que estão observando, tudo isso sem a necessidade de pegar o telefone.

inteligência artificial – Summit Art Creations/Shutterstock.com

Desafios e questões de privacidade no horizonte tecnológico

A transição para esses novos dispositivos dependerá das redes sem fio de sexta geração (6G). Contudo, essa mudança também suscita importantes indagações sobre privacidade.

Dispositivos futuros com inteligência artificial teriam a capacidade de coletar dados de forma contínua do ambiente dos usuários, gerando preocupações significativas quanto à segurança de informações pessoais. A balança entre a conveniência proporcionada pela IA e a proteção da privacidade dos usuários será um desafio fundamental para a indústria.

Conforme aponta a Fortune, as empresas que dominarem a disputa da inteligência artificial não se destacarão apenas por criar o melhor dispositivo. Elas precisarão conquistar a confiança dos consumidores, demonstrando que são dignas de custodiar seus dados mais íntimos.

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