Gols de Bellingham e Kane colocam Inglaterra no topo do Grupo L na Copa do Mundo 2026, apesar de jogo fraco
Uma partida marcada por chuva e baixa intensidade no MetLife Stadium, neste sábado, viu a seleção da Inglaterra assegurar a primeira posição do Grupo L na Copa do Mundo FIFA de 2026. Os gols de Jude Bellingham e Harry Kane, anotados com um intervalo de apenas cinco minutos na etapa final, resultaram em um triunfo de 2 a 0 contra o Panamá, embora a performance geral não tenha sido das mais brilhantes.
Os tentos decisivos de Bellingham e Kane foram originados de cruzamentos no decorrer do confronto, selando a vitória para uma equipe inglesa que demonstrou pouca energia e criatividade. O Panamá, por sua vez, encerra sua participação no torneio sem somar pontos e sem conseguir balançar as redes adversárias
No sábado, a equipe inglesa já estava ciente da necessidade de um triunfo para garantir a liderança do Grupo L. Isso porque um empate anterior, sem gols e de pouca emoção, contra Gana havia deixado ambas as seleções com quatro pontos, com a Croácia em uma posição ligeiramente inferior, um ponto atrás.
Em meio a uma chuva forte e persistente, a expectativa de uma tarde complicada se confirmava para o time comandado por Thomas Tuchel. Enfrentando um Panamá defensivamente bem postado por grande parte do primeiro tempo, os ingleses tiveram enorme dificuldade para construir chances claras de gol.
Somente na metade final do segundo tempo os ingleses conseguiram romper o placar, em um lance que se originou de um escanteio e não parecia, inicialmente, oferecer grande perigo. Harry Kane expandiu o marcador cinco minutos depois, solidificando a vitória. Contudo, a performance geral do time levanta questionamentos sobre sua capacidade nas oitavas de final.
Desde o apito inicial, o Panamá deixou clara sua tática: uma formação defensiva com cinco jogadores na zaga e quatro no meio-campo, criando um bloco compacto e recuado. Essa estratégia foi eficaz em neutralizar uma seleção inglesa que parecia carente de soluções criativas.
Embora a Inglaterra dominasse a posse de bola e sua pressão na saída forçasse frequentemente os panamenhos a isolar a bola, sendo esta interceptada por Jordan Pickford no gol, o elenco de Tuchel demonstrou pouca efetividade com a posse. As tentativas de ataque se resumiam, muitas vezes, a arremates sem grande perigo de fora da área.
Marcus Rashford, que fazia sua primeira aparição como titular nesta edição da Copa do Mundo de 2026, protagonizou os lances mais perigosos da Inglaterra durante um primeiro tempo pouco memorável. Ele forçou Orlando Mosquera a realizar uma defesa impressionante, após um chute de longa distância que mirava o canto inferior do gol, logo aos oito minutos.
O mesmo Rashford teve uma oportunidade ainda mais promissora a oito minutos do encerramento da primeira etapa. Ele se elevou acima de Michael Amir Murillo para cabecear um cruzamento de Elliot Anderson no segundo poste, mas falhou em direcionar a bola para baixo, mandando-a sobre o travessão de Mosquera.
Apesar do domínio inglês na posse de bola, o Panamá também conseguiu criar alguns momentos de perigo em um primeiro tempo com escassas oportunidades de gol para ambos os lados.
Em raras situações, quando o Panamá conseguia reter a posse de bola e furar a pressão adiantada da Inglaterra, surgia um considerável espaço para ser explorado nas costas da linha defensiva alta inglesa. No entanto, a equipe panamenha frequentemente errava o passe decisivo.
Um desses momentos ocorreu logo após o reinício da partida, depois de uma parada para hidratação que gerou muitas vaias no primeiro tempo. Tomás Rodríguez encontrou José Luis Rodríguez pela esquerda, que arrematou com força de dentro da área, exigindo uma boa intervenção de Pickford.
Para ilustrar as dificuldades enfrentadas pela Inglaterra, Harry Kane havia tocado na bola apenas oito vezes até os 35 minutos de jogo, mesmo com os ingleses possuindo mais de 70% da posse. Além disso, o time conseguiu apenas dois chutes a gol em toda a primeira etapa, ambos de longa distância.
Uma mudança significativa seria indispensável na segunda etapa para que a Inglaterra pudesse superar a defesa do Panamá e, assim, evitar a segunda colocação no Grupo L, especialmente após a Croácia ter feito 1 a 0 contra Gana. Contudo, o futebol apresentado nos primeiros dez minutos do segundo tempo manteve o mesmo padrão apagado e sem criatividade.
Inclusive, a equipe panamenha esteve mais próxima de inaugurar o marcador, quando José Luis Rodríguez avançou da esquerda para o centro do campo e finalizou próximo ao travessão, aos 56 minutos.
Essa chance do Panamá, contudo, pareceu servir como um alerta para a Inglaterra, com a equipe de Tuchel demonstrando uma melhora visível na intensidade e no foco por volta da marca de uma hora de jogo.
Harry Kane teve uma chance clara para colocar a Inglaterra à frente aos 58 minutos, após Morgan Rogers fazer um lançamento por trás da defesa panamenha, resultando em um raro confronto mano a mano com o goleiro Mosquera. O arremate de Kane, embora poderoso, foi direto nas mãos do arqueiro, que conseguiu espalmar a bola.
A seleção inglesa, entretanto, não demorou a inaugurar o placar, quebrando o empate aos 62 minutos. Bellingham superou Jorge Gutierréz e concluiu de voleio, após um escanteio cobrado por Bukayo Saka, arrematando de dentro da pequena área.
A vantagem foi ampliada, praticamente garantindo o triunfo, cinco minutos depois. Bellingham cruzou da esquerda e Kane se elevou com precisão no segundo poste para cabecear por cima de Mosquera, mandando a bola para o fundo do gol.
Uma nova pausa para hidratação na segunda etapa aconteceu imediatamente após o gol de Harry Kane. O restante da partida perdeu a intensidade, com a Inglaterra apresentando erros mais frequentes, já com a liderança do grupo confirmada, enquanto o ataque do Panamá mostrou-se incapaz de capitalizar as poucas chances criadas.
Com a confirmação da liderança no Grupo L, a Inglaterra agora se prepara para enfrentar um dos melhores terceiros colocados na fase de 32 avos de final, com Senegal ou República Democrática do Congo sendo os adversários mais prováveis. Essa posição estratégica no chaveamento é crucial, pois teoricamente oferece um caminho mais acessível nas fases eliminatórias, evitando confrontos diretos com outras seleções consideradas favoritas. Enquanto isso, a Croácia, que venceu Gana por 2 a 1 e garantiu o segundo lugar do grupo, terá pela frente Colômbia ou Portugal, e Gana ainda se mantém na competição como uma das melhores equipes classificadas na terceira posição.

















