Reclamação do treinador iraniano sobre gol decisivo anulado pelo VAR: ‘Além de oprimidos, estamos azarados na Copa do Mundo 2026’
O comandante da seleção do Irã, Amir Ghalenoei, expressou profundo desapontamento com as adversidades enfrentadas por seu time na Copa do Mundo de 2026. Ele destacou, em particular, o revés ocorrido nos momentos derradeiros do confronto que terminou empatado em 1 a 1 com o Egito, na noite de sexta-feira, quando um gol foi cancelado por impedimento mínimo e um chute de cabeça de Saeid Ezatolahi atingiu a trave nos minutos adicionais.
A equipe iraniana, cuja preparação foi marcada pela mudança de seu centro de treinamento do Arizona para Tijuana, no México, antes do início da competição – um reflexo do cenário de conflito entre o país e os Estados Unidos, um dos países-sede –, iniciou a partida ciente de que um triunfo garantiria sua vaga nas oitavas de final, assegurando o segundo lugar no Grupo G, logo atrás da Bélgica.
Durante o tenso embate em Seattle, o defensor iraniano Shoja Khalilzadeh chegou a acreditar ter anotado o que seria um dos gols mais icônicos da história do futebol de seu país. Ele finalizou com sucesso, vencendo o goleiro Mostafa Shobeir aos 93 minutos, porém a jogada foi invalidada por impedimento, com a ponta do seu pé ultrapassando minimamente a linha do último zagueiro adversário.
A celebração foi efusiva: Khalilzadeh retirou a camisa e foi imediatamente abraçado por todos os companheiros de equipe, para depois emergir do grupo utilizando óculos de sol bastante peculiares, numa demonstração de euforia por ter, aparentemente, colocado sua seleção em vantagem de 2 a 1.
Por breves momentos de intensa alegria, o Irã alimentou a esperança de avançar para as oitavas de final da Copa do Mundo, algo inédito para a nação no formato expandido com 48 seleções.
Contudo, a análise tardia do árbitro de vídeo (VAR) confirmou a anulação do gol, garantindo que o Egito, por outro lado, pudesse progredir da fase de grupos pela primeira vez em sua trajetória na competição.
A seleção iraniana, agora, aguarda o desfecho da Fase de Grupos, que se encerra na madrugada de sábado para domingo, para descobrir se conseguirá uma vaga nas oitavas de final entre os melhores times que terminarem em terceiro lugar.
Já o Egito se prepara para o próximo desafio na fase eliminatória, onde enfrentará a Austrália.
“As regras estão aí e tudo se fundamenta na tecnologia, eu acato”, afirmou Ghalenoei em entrevista coletiva. “Porém, sinto-me realmente frustrado com a falta de sorte que nos atingiu. Nosso gol foi invalidado por milímetros. Isso é justo. Mas o que me entristece é o azar. Eu costumava crer que éramos um time oprimido”, disse ele, fazendo menção às dificuldades de deslocamento e às restrições de visto que afetaram membros da delegação durante o campeonato, “mas agora percebo que também somos uma equipe bastante azarada.”








