Plano Move Brasil de crédito para motoristas de táxi e aplicativo encontra obstáculos nos bancos e frustra governoPor Carolina Costa
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O programa Move Brasil Táxi e Aplicativos, que destinou R$ 30 bilhões via BNDES para financiar carros 0 km de até R$ 150 mil, registrou um começo desafiador e decepcionante. Tanto o governo quanto as concessionárias e os motoristas enfrentaram dificuldades nos primeiros dias de operação, com os bancos demonstrando rigidez e negando muitos pedidos de financiamento.
As aprovações foram poucas, impedindo que o processo de aquisição de veículos ganhasse o ritmo esperado. A expectativa da Anfavea e da Fenabrave era de que o programa impulsionasse a venda de cerca de 200 mil automóveis. A situação gerou fortes críticas do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Críticas do governo à postura dos bancos
O ministro Guilherme Boulos apontou que as instituições financeiras estão recusando cadastros com base na “taxa de risco do banco”. Ele classificou a postura como “inadmissível”, explicando que a diferença fundamental do Move Brasil para uma linha de crédito comum é a inclusão de um fundo garantidor, aporte feito pelo governo. A resistência dos bancos pode ser atribuída à sua aversão a riscos e à burocracia percebida em novos programas, mesmo com garantias estatais, preferindo manter portfólios com histórico comprovado.
Boulos ressaltou ainda que os agentes financeiros, responsáveis por liberar o crédito, estão impondo condições que se desviam das regras estabelecidas para a linha. Ele citou exemplos de bancos que exigem pagamento de entrada e da taxa de cadastro, valores que, segundo as normas do programa, deveriam estar isentos.
Fundo garantidor de investimentos entra em operação
Arcélio Júnior, presidente da Fenabrave, informou que o governo prometeu a efetivação do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) na última quarta-feira, 1º de junho, e que as aprovações seriam aceleradas. A boa notícia, conforme Arcélio, é que o FGI já estava operacional na quinta-feira, 2 de junho, e a entidade agora monitora o impacto dessa mudança.
Apesar dos esforços governamentais para facilitar o acesso ao crédito, a liberação final e a aprovação dos financiamentos permanecem sob a responsabilidade exclusiva dos agentes financeiros.
Apesar das dificuldades iniciais, o interesse pelo programa é notável. O presidente da Fenabrave afirmou que a procura nas concessionárias tem sido expressiva, com “registros de filas grandes nas primeiras semanas” de funcionamento do Move Brasil.







