Proposta reduzida do São Paulo para Calleri gera insatisfação e complica futuro do atacante no clubePor Thiago Lemos
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As tratativas contratuais entre o São Paulo e o atacante Jonathan Calleri seguem sem um acordo para a prorrogação do vínculo. Em um encontro recente, ocorrido nesta segunda-feira no Centro de Treinamento da Barra Funda, a cúpula do time paulista formalizou uma oferta revista ao atleta, contendo montantes mais baixos do que os anteriormente conversados com sua equipe de gestão.
O contrato vigente do jogador argentino com o clube tricolor expira no final deste ano, concedendo-lhe a prerrogativa de assinar um pré-acordo com outros times. Apesar de as discussões entre a diretoria e os representantes de Calleri se estenderem por alguns meses, o São Paulo decidiu recalcular e reduzir consideravelmente as quantias da proposta original.
A oferta anterior foi formulada na época da gestão do ex-executivo de futebol Rui Costa e já havia sido entregue aos agentes do centroavante. No entanto, a alteração na liderança do departamento de futebol do São Paulo motivou uma reanálise das condições e, por conseguinte, uma nova formulação da proposta, modificando a abordagem de alocação de recursos.
Na fase inicial das conversas, os empresários de Jonathan Calleri haviam pleiteado US$ 1,8 milhão (equivalente a aproximadamente R$ 9,2 milhões na cotação atual) em luvas, uma remuneração mensal de R$ 1,7 milhão e a quitação de um débito de cerca de R$ 7 milhões, a ser fracionado em doze parcelas. Além disso, estavam previstas diversas bonificações ligadas ao rendimento em campo.
Entre as premiações estipuladas na ocasião, incluíam-se US$ 100 mil pela vaga na Copa Libertadores, US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão) por títulos conquistados, mais US$ 200 mil por participação no Mundial de Clubes e US$ 300 mil (equivalente a R$ 1,5 milhão) se o atacante alcançasse 30 gols em uma temporada.
O então executivo Rui Costa já tinha feito ajustes em algumas das demandas financeiras fixas, mas conservou o esquema de bônus na contraproposta levada ao estafe do atleta. Mesmo com essa diminuição inicial, as partes envolvidas não haviam chegado a um entendimento.
Nas negociações mais recentes, que ocorreram nesta segunda-feira, o São Paulo apresentou uma oferta significativamente inferior. A nova proposta, que obteve o aval da diretoria atual, prevê o desembolso de R$ 2 milhões em luvas e um salário mensal de até R$ 1,5 milhão, sem prever qualquer bonificação por desempenho em campo. Esta quantia é notavelmente menor que a exigência inicial de R$ 9,2 milhões em luvas, R$ 1,7 milhão em salário, além de uma dívida de R$ 7 milhões e os bônus.
A equipe de representantes do jogador manifestou descontentamento com a revisão da proposta, interpretando a redução dos montantes como um passo atrás nas tratativas. O ambiente atual demonstra um pessimismo acentuado em relação à concretização de um acordo para a extensão contratual.
Dentro do clube, Jonathan Calleri é reconhecido como uma liderança importante no grupo e um jogador com profunda conexão com a instituição. Contudo, persiste uma divisão na diretoria sobre a prudência de um investimento financeiro elevado para renovar o vínculo de um atacante que já tem 32 anos, ponderando o custo-benefício em longo prazo.
Jonathan Calleri compartilha a artilharia do São Paulo na temporada atual com Luciano, ambos com 11 gols anotados. Em sua segunda passagem pelo elenco, o atacante já contabiliza 256 partidas, 90 tentos e importantes conquistas como a Copa do Brasil de 2023 e a Supercopa Rei de 2024.







