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A cidade de Atlanta se prepara para receber uma das semifinais mais aguardadas da Copa do Mundo de 2026, que colocará frente a frente as seleções da Inglaterra e Argentina nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026. No entanto, o embate vai além do confronto entre as nações, destacando um duelo particular entre Lionel Messi e Jude Bellingham.

A disputa entre os dois camisas 10 de suas respectivas equipes promete ser o fator decisivo para o resultado do confronto nesta quarta-feira, na capital da Geórgia. Ambos os jogadores se destacaram como fontes de inspiração, liderando suas equipes rumo às semifinais.

O goleiro inglês Jordan Pickford expressou sua admiração pelo craque argentino, afirmando: “Sabemos o quão bom Messi é”. O veterano, aos 39 anos, continua a exibir sua genialidade inabalável, sendo peça fundamental para sua seleção. Pickford complementou sua fala sobre o astro argentino: “Ele marcou e contribuiu para tantos gols ao longo de sua carreira, é ótimo finalmente enfrentá-lo”.

Curiosamente, esta semifinal marca a primeira vez que Lionel Messi enfrentará a Inglaterra em sua lendária trajetória no futebol. A expectativa é que o desempenho individual de um deles possa ser o diferencial para definir o vencedor da partida.

A busca de Messi pela consagração definitiva

Messi e Argentina – Photo by Carl Recine/Getty Images

Foto: Messi e Argentina – Photo by Carl Recine/Getty Images

Muitos já consideram Messi o maior jogador de futebol de todos os tempos, e sua participação nesta Copa do Mundo parece ser uma missão pessoal para consolidar seu legado na história do esporte. Com 21 gols, ele já é o artilheiro histórico das Copas do Mundo e tem a chance de superar o ícone argentino Diego Maradona, levando sua nação a títulos mundiais consecutivos.

Seus oito gols no torneio foram cruciais para a trajetória da Argentina até aqui, e seus momentos de genialidade foram fundamentais para superar sustos em partidas contra Cabo Verde e Egito. Sob a capitania de Maradona, a Argentina conquistou a Copa do Mundo em 1986 e foi vice-campeã quatro anos depois, perdendo a final para a Alemanha Ocidental.

O meio-campista argentino Alexis Mac Allister comentou a pressão sobre Messi: “Tentar se inspirar no que Diego fez é difícil. Somente Leo pode fazer isso”. Ele acrescentou: “Diego é um ícone nacional para nós, e esperamos poder alcançar algo semelhante ao que aquela equipe fez”.

A ascensão de Bellingham após questionamentos sobre sua titularidade

A Inglaterra, por sua vez, possui seu próprio talismã na figura de Jude Bellingham, que se encontra em um estágio da carreira completamente oposto ao de Messi. Aos 23 anos, Bellingham já participa de sua segunda Copa do Mundo e de seu quarto grande torneio pela seleção inglesa. Ele balançou as redes seis vezes no total, incluindo dois gols em cada uma das últimas rodadas contra México e Noruega.

Um feito notável para um jogador que havia sido deixado de lado pelo técnico Thomas Tuchel na preparação para o Mundial, gerando debates sobre sua possível ausência na equipe titular da Inglaterra. Há bastante tempo, Bellingham é reconhecido não apenas como um dos talentos mais brilhantes do futebol inglês, mas também como um dos maiores nomes do esporte mundial.

Contudo, seu relacionamento com Tuchel lançou incertezas sobre seu papel na equipe inglesa, com Morgan Rogers sendo visto como uma ameaça à sua titularidade. Após sua atuação decisiva com dois gols contra a Noruega nas quartas de final, Tuchel o descreveu como “classe mundial”, dissipando quaisquer dúvidas sobre o atleta.

A trajetória de um talento precoce destinado à grandeza

Bellingham apresenta um estilo de camisa 10 distinto de Messi, pautando-se em seu atletismo, força e velocidade para superar defensores. Embora seja tecnicamente dotado com seu toque e capacidade de passe, é inegável que poucos podem igualar o controle individual de bola, a habilidade de drible e a visão de jogo do argentino.

A maturidade de Bellingham sempre foi um destaque. Ele estreou no Birmingham, da segunda divisão, aos 16 anos e, apesar do interesse de grandes equipes inglesas, resistiu a clubes como o Manchester United, opting por se transferir para o Borussia Dortmund, na Alemanha. O Birmingham reconheceu o talento excepcional que havia perdido e anunciou a aposentadoria da camisa 22 de Bellingham, mesmo ele tendo disputado menos de 50 partidas pelo clube.

Após brilhar no Dortmund, Bellingham assinou com o Real Madrid, onde vestiu a icônica camisa 5 de Zinedine Zidane e contribuiu para que o gigante espanhol conquistasse a Liga dos Campeões e o Campeonato Espanhol em sua primeira temporada, em 2024. No mesmo ano, ele integrou a seleção inglesa que chegou à final da Eurocopa, salvando sua nação da eliminação com um gol de bicicleta nos acréscimos.

Com um currículo tão impressionante, não é surpresa que Bellingham, ao lado do capitão Harry Kane, que também balançou as redes seis vezes, tenha sido uma figura tão inspiradora nesta Copa do Mundo. Pickford concluiu sua análise sobre os talentos: “Todos falam sobre Messi porque ele é um dos maiores do jogo, mas não podemos ignorar a capacidade e o talento que temos no nosso elenco”.

A rivalidade histórica e intensa entre Inglaterra e Argentina no futebol

O embate entre Inglaterra e Argentina é uma rivalidade acirrada que transcende o campo de futebol, com tensões que também se relacionam ao conflito de 1982 pelas Ilhas Falkland. Diversos encontros entre as duas seleções marcaram a história das Copas do Mundo.

O capitão argentino Antonio Rattin, cujo falecimento foi anunciado no último sábado, foi expulso em uma partida de quartas de final de 1966, de clima acirrado, contra a vencedora Inglaterra. Maradona marcou seu infame gol de “Mão de Deus” em 1986, e a Inglaterra também se sentiu prejudicada quando David Beckham foi expulso por revidar um chute em Diego Simeone em 1998, resultando em uma derrota na disputa de pênaltis.

O confronto mais recente ocorreu em 2002, quando a Inglaterra venceu a Argentina na fase de grupos, com David Beckham convertendo um pênalti. Em vez de se sentir pressionado pelas frustrações de confrontos anteriores, Harry Kane afirmou que essa vitória de 2002 permanece vívida em sua memória.

“Todos nós sabíamos o que Beckham havia passado antes contra a Argentina, e aquela história de redenção de marcar o pênalti, sua comemoração, ele puxando a camisa e sua expressão facial”, declarou Kane. O atacante completou, em entrevista: “Acho que essa é uma das minhas memórias favoritas da Inglaterra. Sempre foi uma das minhas memórias preferidas, Beckham sendo um grande ídolo meu, então essa se destaca com certeza”.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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