Maconha creepy: entenda os perigos da variante superpotente com até 25% de THC

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folha de maconha de cannabis - underworld111/istock.com Foto: folha de maconha de cannabis - underworld111/istock.com

Uma variante de cannabis cultivada clandestinamente, conhecida como creepy (ou “cripa” na Colômbia), está chamando a atenção pela sua potência e pelos graves riscos à saúde. Essa versão da maconha pode apresentar concentrações de tetrahidrocanabinol (THC) que chegam a 25%, uma porcentagem drasticamente superior aos 0,5% a 5% geralmente encontrados na maconha comum. A informação foi divulgada na terça-feira, 14 de julho de 2026, com alertas sobre os perigos do seu consumo.

O que é a maconha creepy e de onde ela vem?

A maconha creepy é uma cepa de cannabis cultivada em ambientes controlados, como laboratórios e estufas clandestinas, principalmente na Colômbia. A tradução literal da palavra “creepy” para o português, que significa “estranho” ou “horripilante”, já sugere o impacto de seus efeitos. Ela se distingue de outras variedades pela sua alta potência e pelas reações intensas que provoca nos usuários.

A potência alarmante do THC na creepy

O principal diferencial da maconha creepy reside no seu teor de THC, o composto psicoativo da cannabis. Enquanto as variedades tradicionais possuem uma faixa de 0,5% a 5% de THC, a creepy pode concentrar até 25%. Esse nível extremamente elevado resulta em efeitos “atordoantes”, conforme descrito por especialistas, tornando-a não apenas mais cara no mercado ilegal, mas também significativamente mais perigosa para a saúde pública. A diferença de potência é um fator crucial que amplifica os riscos associados ao consumo.

Riscos graves para a saúde mental e dependência

A alta concentração de THC na maconha creepy eleva de forma acentuada os perigos para a saúde dos usuários. Entre as principais preocupações estão o aumento do risco de dependência química e o desenvolvimento de transtornos psicóticos. Além disso, o uso contínuo pode causar prejuízos significativos nas funções cognitivas, como memória e atenção, e na capacidade de regulação emocional, impactando diretamente o bem-estar e a qualidade de vida.

Os danos no desenvolvimento cerebral de jovens usuários

Pesquisas indicam que a maconha creepy, especialmente quando consumida durante a fase de desenvolvimento cerebral, tem um impacto particular na construção das conexões neuronais. O córtex pré-frontal, área fundamental para o planejamento, tomada de decisões, controle de impulsos e comportamento social, é especialmente vulnerável. Danos nessa região podem levar a dificuldades duradouras no raciocínio e no controle de emoções, tornando a droga ainda mais perigosa para adolescentes e jovens adultos.

Principais características da maconha creepy

  • Cultivada em laboratórios e estufas clandestinas, principalmente na Colômbia.
  • Conhecida também como “cripa” em algumas regiões.
  • Atinge concentrações de THC de até 25%, enquanto a maconha comum varia de 0,5% a 5%.
  • Famosa pelos efeitos “atordoantes” e “horripilantes”, considerados mais intensos que outras variantes.
  • Apresenta maior risco de dependência e problemas de saúde mental, incluindo transtornos psicóticos.
  • Pode causar prejuízos cognitivos e na regulação emocional.
  • Impacta o desenvolvimento das conexões neuronais do córtex pré-frontal, especialmente em jovens.

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