Em encontro com Infantino, Trump propõe nova Copa nos EUA e faz brincadeira sobre México e CanadáPor Thiago Lemos
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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou o desejo de ver seu país sediando novamente a Copa do Mundo em um futuro próximo. A declaração foi feita na sexta-feira, 17 de julho, durante um encontro com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, na Trump Tower, em Nova York, onde Trump fez uma sugestão descontraída de que México e Canadá poderiam ser excluídos de uma futura organização conjunta.
De forma bem-humorada, Trump comentou que, em uma próxima edição, os Estados Unidos deveriam ser escolhidos novamente, mas que o México e o Canadá seriam deixados de fora. Ele complementou a brincadeira afirmando que a escolha de outro país para co-organizar o evento “ajudaria a diminuir um pouco a raiva, a hostilidade e a tensão de todo mundo”.
Os Estados Unidos já são o principal anfitrião da Copa do Mundo de 2026, a primeira a ser organizada por três nações, recebendo 78 dos 104 jogos, incluindo todas as 12 partidas a partir das quartas de final. Durante a conversa, Trump revelou ainda uma ideia apresentada por Infantino para uma possível organização conjunta entre os Estados Unidos e a China.

Infantino teria sugerido uma parceria entre os dois países, afirmando que “os voos seriam bem curtinhos entre um jogo e outro”, o que, segundo o dirigente, os jogadores “iam adorar”. A proposta foi feita em tom descontraído, gerando risadas entre os presentes, incluindo o próprio presidente da FIFA.
Os Estados Unidos já manifestaram interesse inicial em sediar a Copa do Mundo de 2038, edição que ainda não tem sede definida. Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para o torneio, havia indicado anteriormente que o país poderia apresentar uma candidatura, especialmente se a FIFA decidir expandir a competição para 64 seleções.
De acordo com as regras de rotação de continentes da FIFA, a Copa de 2030 será dividida entre África (Marrocos), Europa (Espanha e Portugal) e América do Sul (Uruguai, Argentina e Paraguai), enquanto a edição de 2034 será na Arábia Saudita (Ásia). Com isso, apenas a América do Norte e a Oceania se tornam elegíveis para receber a Copa do Mundo de 2038, o que coloca os Estados Unidos em uma posição favorável para uma possível futura candidatura.
No decorrer do encontro daquela sexta-feira, Trump também teceu elogios a Infantino pela decisão da FIFA de anular a punição de cartão vermelho aplicada ao atacante Folarin Balogun, permitindo-lhe jogar nas oitavas de final. Além disso, o ex-presidente criticou a estratégia defensiva do técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, na derrota para a Argentina na semifinal.
Trump expressou que a equipe inglesa cometeu um erro ao recuar Harry, o “melhor jogador”, para a defesa após abrir o placar, sugerindo que era preciso “atacar um pouco mais”. Ele se autoavaliou sobre seu conhecimento de treinamento de times, mas considerou a tática “um pouco estranha”.
Por sua vez, Gianni Infantino afirmou que a Copa do Mundo de 2026 “superou todas as expectativas” e que o sucesso do torneio “não teria sido tão incrível” sem a participação de Trump, apesar das controvérsias que cercaram o evento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem presença confirmada na final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, que acontecerá neste domingo, 19 de julho, às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford. Ele deverá participar da cerimônia de entrega da taça à seleção campeã.







