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Regras da FIFA reduzem “cera” e estimulam mais gols de fora da área na Copa do Mundo

Troféu Copa do Mundo
Foto: Troféu Copa do Mundo - X.com/ Selección Española Masculina de Fútbol
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Novas diretrizes implementadas pela FIFA para combater a demora excessiva nos jogos comprovaram sua eficiência na atual Copa do Mundo. A competição se aproxima do encerramento neste domingo, com a grande final entre Argentina e Espanha programada para o estádio em Nova York/Nova Jersey.

Os resultados dessas inovações foram detalhados neste sábado, 18 de julho de 2026, pelo Grupo de Estudos Técnicos da FIFA, que é liderado pelo renomado ex-treinador Arsène Wenger, às vésperas do confronto decisivo.

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Novas regras para evitar a perda de tempo nas partidas

Uma das modificações mais notáveis exige que os árbitros sinalizem visualmente quando goleiros e outros jogadores se aproximam dos últimos cinco segundos para executar tiros de meta e cobranças de lateral. Caso o limite de tempo seja ultrapassado, a posse de bola pode ser revertida para o time adversário ou resultar em escanteio, incentivando a agilidade na reposição.

A análise dos dados revela um impacto significativo: enquanto na Copa de 2022 cerca de 25% dos tiros de meta demoravam mais de 30 segundos para serem cobrados, essa porcentagem foi reduzida para apenas 12% na edição atual do torneio, indicando uma aceleração no ritmo de jogo.

Além disso, uma segunda alteração estipula que atletas que necessitam de atendimento médico fora do campo só podem retornar à partida após a passagem de um minuto completo.

Essa medida resultou na diminuição das paralisações por intervenções médicas, que caíram de uma média de 2,3 vezes por jogo no Catar, há quatro anos, para 1,6 nesta Copa.

Arsène Wenger enfatizou que o benefício vai além do simples aumento do tempo de jogo efetivo. “Não é só o tempo de jogo [que aumenta]. Mas diminui a frustração de que alguém cai em campo para trapacear”, declarou o ex-técnico, sublinhando o impacto positivo na lealdade e no combate à simulação.

Tendência defensiva e o aumento dos gols de fora da área

Um outro dado estatístico apresentado aponta para uma estratégia tática predominante: a tendência das equipes em adotar defesas com blocos mais recuados nesta Copa do Mundo.

Consequentemente, a proporção de gols assinalados de fora da grande área duplicou entre os dois últimos mundiais, saltando de 8% na competição do Catar para expressivos 16% nos jogos realizados no Canadá, Estados Unidos e México.

O ex-atacante alemão Jurgen Klinsmann explicou a razão por trás desse fenômeno. “Muitos times se defendem em blocos baixos, o que torna difícil se infiltrar. Uma receita é criar chances de fora da área. É difícil para o goleiro, que tem seis ou sete jogadores na frente dele, é difícil para reagir. É um dado para dar coragem para chutes de fora da área”, afirmou Klinsmann, destacando a importância de arriscar de longa distância contra defesas fechadas.

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