A gestão do patrimônio deixado por um dos maiores nomes da televisão brasileira, falecido em fevereiro de 2026, ficará sob a responsabilidade de uma figura central em sua trajetória pessoal. O testamento assinado pelo ex-diretor da TV Globo, responsável por comandar sucessos históricos da teledramaturgia como “Vale Tudo” e “Celebridade”, nomeia a atriz Deborah Evelyn como a administradora legal de seus bens até a conclusão da partilha. Atualmente no elenco da produção “Quem Ama Cuida”, a artista recebeu a missão de assegurar que todas as determinações documentadas sejam cumpridas à risca pelo judiciário. O vínculo entre os dois ultrapassou o fim do casamento de mais de duas décadas, encerrado formalmente em 2012 após o nascimento da filha Luiza, mantendo-se como uma parceria de extrema lealdade até os últimos momentos de vida do realizador audiovisual. Curiosamente, o registro legal não faz qualquer menção às outras seis mulheres com quem ele também foi casado no passado.
O trâmite legal para a distribuição do espólio corre oficialmente nas varas do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Os autos confirmam que a sucessão patrimonial contemplará exclusivamente os três filhos biológicos do comunicador, frutos de relacionamentos distintos ao longo de sua vida. O primogênito Leonardo Torloni nasceu da união com a atriz Christiane Torloni, enquanto Tainah Carvalho é filha da também atriz Monique Alves, e Luisa Evelyn descende do longo matrimônio com a atual inventariante do processo. A divisão estabelecida pela justiça e confirmada pelo documento garante que a totalidade dos recursos financeiros e materiais, englobando tanto a fatia de 50% obrigatória por legislação quanto a cota de 50% de livre escolha do titular, seja fatiada em três partes rigorosamente idênticas.
Nas páginas do registro sucessório, o veterano da direção fez questão de registrar que sempre procurou amparar financeiramente o trio de herdeiros com a mesma proporção durante sua trajetória. Para manter essa equidade no acerto final de contas, o texto exige que o filho mais velho, Leonardo Torloni, anexe ao processo os comprovantes de repasses monetários recebidos do patriarca no biênio de 2017 e 2018, com os devidos reajustes inflacionários. Esse montante específico precisará ser descontado da fatia final destinada a ele, nivelando o saldo recebido por todos os irmãos na conclusão do inventário. Como última medida de proteção ao legado construído em décadas de trabalho, o autor do testamento aplicou travas jurídicas severas de impenhorabilidade e incomunicabilidade vitalícia sobre os bens e seus futuros rendimentos. Na prática, essa manobra legal blinda o patrimônio contra eventuais dívidas e proíbe que cônjuges ou herdeiros indiretos dos três filhos tenham qualquer direito sobre as propriedades e valores transferidos.
