Fenômeno do skate, Rayssa Leal detalha número de Olimpíadas que quer competir

Rayssa Leal Foto: Rayssa Leal - A.RICARDO/ shutterstock.com

A skatista Rayssa Leal, um dos maiores nomes do esporte brasileiro na atualidade, acumula tantas conquistas na carreira que é fácil esquecer sua idade: apenas 18 anos. Em uma entrevista publicada em 29 de julho de 2026, ela compartilhou detalhes sobre seu planejamento futuro.

Com duas medalhas olímpicas — prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024 —, além de ser tetracampeã da Street League Skateboarding (SLS) e bicampeã mundial, Rayssa estará com 20 anos durante as Olimpíadas de Los Angeles 2028. Apesar de seu potencial para participar de mais quatro edições dos Jogos, a atleta revelou, em declaração ao Olympics.com, que possui planos distintos para sua trajetória.

A jovem skatista detalhou seus objetivos futuros, mencionando: “Depois de Tóquio e depois de Paris, quando eu chegar a Los Angeles vou estar com 20 anos. São mais dois anos para crescer, aprender novas manobras e evoluir emocionalmente também. Isso é muito importante para a minha geração, no futuro seremos nós os mais experientes. E eu quero disputar mais duas ou três Olimpíadas, então quero deixar tudo o que tenho na pista”, disse a atleta ao site do Comitê Olímpico Internacional (COI). A decisão de limitar suas participações, apesar da pouca idade, demonstra uma estratégia de carreira focada em longevidade e bem-estar, um diferencial em um esporte tão exigente.

Os fãs brasileiros terão a oportunidade de acompanhar Rayssa Leal de perto no dia 9 de agosto, quando ela será a principal estrela da etapa do Rio de Janeiro do SLS Takeover. O evento, que contará com grandes nomes do skate street, ocorrerá no Maracanãzinho. A final feminina será transmitida ao vivo pela Globo, durante o programa Esporte Espetacular, e também pelos canais getv e sportv2.

Para as Olimpíadas de Los Angeles 2028, Rayssa Leal projeta uma grande torcida a seu favor em busca da medalha de ouro, o único pódio olímpico que ainda não conquistou. A visibilidade internacional que possui acarreta uma pressão significativa por resultados, algo com o qual ela já aprendeu a lidar, como ocorreu há dois anos nos Jogos de Paris em 2024.

Sobre a experiência passada, Rayssa comentou: “Paris foi uma loucura. A torcida era incrível, estavam gritando bastante. Eu estava muito nervosa. Senti muita pressão para andar de forma mais leve, mais bonita”, disse a skatista, que apesar de ter chegado à final em sétimo lugar, conseguiu se superar e conquistar a medalha de bronze.

Para gerenciar a pressão e priorizar sua saúde mental, a atleta realiza sessões de terapia três vezes por semana. Leal afirmou que os efeitos positivos desse acompanhamento são evidentes em suas performances nas pistas globais.

“Depois de toda aquela pressão, aprendi que não era só sobre isso, mas também sobre se divertir. Hoje tenho maturidade para entender que, quando estou me divertindo, consigo chegar a lugares inimagináveis”, contou Rayssa.

Ela também compartilhou a paixão pelo esporte: “Eu amo o skate, porque me sinto livre. Consigo lidar com as coisas ruins. Às vezes, quando não estou muito bem, subo no skate e essa sensação desaparece. Posso ser eu mesma. Posso me divertir, rir, cair, levantar e continuar. É quando ativo meu lado criativo”, complementou a skatista.

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