Dolphin, tufão superforte, ameaça o Japão com rajadas de até 306 km/h
Um tufão de intensidade extrema, nomeado Dolphin, avança pelo Oceano Pacífico em direção ao Japão, gerando alerta para as próximas semanas. A Agência Meteorológica do Japão (AMJ) confirmou, em 31 de julho de 2026, que o sistema pode se aproximar de diversas regiões do país com potencial devastador.
Evolução e força atual do tufão Dolphin
O tufão número 13, batizado de Dolphin, foi monitorado pela Agência Meteorológica do Japão (AMJ) nas proximidades da Ilha Wake. Em 31 de julho, às 6h, o sistema se deslocava para oeste-noroeste a uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora, mantendo sua intensidade extrema. A pressão atmosférica em seu centro era de 910 hectopascais, um indicador de alta força ciclônica.
Os ventos máximos próximos ao centro do Dolphin atingiram 55 metros por segundo (equivalente a 198 km/h), com rajadas que podiam chegar a 80 metros por segundo (288 km/h). A área de tempestade, onde os ventos superam 25 metros por segundo (90 km/h), estendia-se por cerca de 150 quilômetros em todas as direções, demonstrando a vasta abrangência do fenômeno.
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Pico de intensidade e ventos devastadores esperados
A previsão da AMJ aponta que o tufão Dolphin deverá atingir seu pico de intensidade em 1º de agosto, durante a manhã. Nesse período, a pressão central do sistema está projetada para cair ainda mais, chegando a 905 hectopascais, indicando um fortalecimento adicional. É crucial notar que quanto menor a pressão central, mais intensa é a tempestade, comparável a um furacão de categoria 5.
Durante o auge, os ventos máximos sustentados do tufão poderão alcançar 60 metros por segundo (216 km/h), enquanto as rajadas podem atingir impressionantes 85 metros por segundo (306 km/h). Essas velocidades representam uma ameaça significativa, capaz de causar grandes danos em estruturas e infraestruturas, exigindo máxima atenção das autoridades e da população local.
Impacto nas Ilhas Ogasawara e Izu
As Ilhas Ogasawara estão na rota provável do Dolphin entre 3 e 4 de agosto, quando o tufão ainda será classificado como “muito forte”. A região deverá se preparar para um mar extremamente agitado, com ondas de grande altura, ventos intensos e chuvas em níveis de alerta máximo. A vulnerabilidade de comunidades insulares a eventos climáticos extremos torna a situação ainda mais crítica, com potenciais impactos no abastecimento e na segurança.
As Ilhas Izu também devem sentir os efeitos do tufão, com um aumento nas ondas previsto a partir de 4 de agosto. Dependendo da trajetória exata do sistema, a área poderá enfrentar condições de mar muito agitado, colocando em risco a navegação e as atividades costeiras.
Trajetória incerta e alerta para o sul do Japão
Após sua passagem pelas proximidades de Ogasawara, algumas simulações meteorológicas indicam que o tufão Dolphin poderá mudar gradualmente sua rota para noroeste, avançando pelo sul do Japão. Regiões como Kyushu e Okinawa poderão ser afetadas a partir de 6 de agosto, dependendo da evolução do sistema.
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No entanto, a Agência Meteorológica do Japão ressalta que ainda existe uma ampla margem de incerteza tanto sobre a intensidade quanto sobre o percurso exato do tufão. A posição e força do sistema de alta pressão do Pacífico são fatores determinantes que podem alterar a trajetória. Essa imprevisibilidade exige que a população acompanhe continuamente as informações meteorológicas mais recentes para tomar as devidas precauções.
Cronologia da evolução prevista do tufão Dolphin
A seguir, a previsão de evolução do tufão Dolphin, com as datas e intensidades esperadas:
- Em 31 de julho, às 18h: Nas proximidades da Ilha Wake, com pressão de 910 hPa e rajadas de 80 m/s (288 km/h).
- Em 1º de agosto, às 6h: Nas proximidades de Minamitorishima, com pressão de 905 hPa e rajadas de 85 m/s (306 km/h).
- Em 2 de agosto, às 3h: Pressão prevista de 910 hPa e rajadas de 80 m/s (288 km/h).
- Em 3 de agosto, às 3h: Classificado como muito forte, com pressão de 935 hPa e rajadas de 70 m/s (252 km/h).
- Em 4 de agosto, às 3h: Nas proximidades de Ogasawara, com pressão de 935 hPa e rajadas de 70 m/s (252 km/h).
- Em 5 de agosto, às 3h: Ao sul do Japão, com pressão de 940 hPa e rajadas de 65 m/s (234 km/h).
Recomendações de segurança diante da ameaça
Diante da força e da incerteza da trajetória do tufão Dolphin, as autoridades japonesas e a Agência Meteorológica do Japão recomendam que os moradores das áreas costeiras e das ilhas mantenham-se em alerta máximo. É fundamental monitorar os boletins meteorológicos oficiais e seguir as orientações de segurança. A preparação antecipada pode fazer a diferença na proteção de vidas e propriedades.

















