Abel Ferreira reacende polêmica da Libertadores em meio a novo atrito entre Palmeiras e Flamengo
O técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, novamente trouxe à tona o que ele descreve como um erro de arbitragem na final da Copa Libertadores do ano passado, na qual o Flamengo saiu vitorioso. A declaração foi feita em um período de nova discórdia entre os dois clubes por decisões recentes de arbitragem, no dia 2 de agosto de 2026.
O comandante palmeirense foi questionado sobre as trocas de notas oficiais divulgadas pelos times. O Palmeiras expressou descontentamento, em suas redes sociais, com a denúncia contra Maurício no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por uma cotovelada em Cacá, atleta do Vitória. Em resposta, o clube carioca mencionou lances que considera terem sido favoráveis aos paulistas em outras ocasiões.
Ferreira reiterou sua reclamação sobre a não expulsão de Erick Pulgar após uma entrada em Bruno Fuchs durante a decisão da Libertadores anterior. Ele já havia levantado a questão desde a coletiva de imprensa realizada logo após o vice-campeonato para o Flamengo.
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Em sua análise, Abel Ferreira ponderou sobre os eventos passados e a busca por um futebol justo. “Eu não tenho muito a falar sobre isso, lamento. O que aconteceu no ano passado, depois do jogo contra o São Paulo, os outros se juntaram. Esse que foi o problema, os que vieram de fora. Quero ganhar os jogos dentro das quatro linhas. Vocês conhecem o futebol brasileiro melhor do que eu, a história dos clubes”, afirmou o treinador.
“A final da Libertadores do ano passado é um asterisco que não vou apagar enquanto estiver aqui. Já até confrontei o árbitro, perguntei por que não viu o que todos viram. Vivemos num mundo de homens, sabemos que há defeitos e virtudes, eu mesmo tenho várias. Se quisermos ser todos direitinhos, vamos todos ao Vaticano”, completou Abel sobre a partida.
O técnico ressaltou a natureza humana dos erros no futebol, defendendo uma visão mais unificada. “Somos todos humanos, vão acontecer erros e acertos. Não se deixem enganar por narrativas, estejam juntos, para não acontecer o que aconteceu no ano passado. As imagens são claras. Já foi dito várias vezes por todos os clubes, são beneficiados e prejudicados. A situação foi entre Palmeiras e Vitória, não com os outros”, disse o português, logo após a vitória do Palmeiras sobre o Fortaleza, no dia 2 de agosto de 2026, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
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No confronto com a equipe cearense, o Palmeiras entrou em campo utilizando uma formação com três zagueiros, mesmo sem a presença do capitão Gustavo Gómez. O volante Emiliano Martínez foi escalado de forma improvisada na defesa. Após a vitória por 3 a 0, Abel Ferreira explicou os motivos de suas escolhas táticas.
O treinador justificou sua decisão de reposicionar Emiliano Martínez para sustentar a formação com três defensores, mesmo jogando em casa.
“Vocês lembram no ano passado quando tivemos que virar um jogo de 3 a 0 contra? Joguei com três zagueiros. O que você pede do sistema? Qualquer um pode ser ofensivo e defensivo, temos que ter mente aberta. Quero agressividade ofensiva do time, Marlon chegando na área para fazer passes e arremates. Andreas idem. Para isso temos que ter uma equipe equilibrada”, detalhou Abel.
“Quando se joga um mata-mata, tens que pensar em tudo. O Emiliano nos ajuda defensiva e ofensivamente. Essa é a minha opção, mas nunca me perguntaram quando eu jogava com a linha de quatro, só com três zagueiros. Hoje faltou o Gomez, tive que puxar (o Emiliano), senão continuaria como estava. É um time mais ofensivo. O Murilo é bom no ataque, faz ultrapassagens, toca bem a bola”, explicou o treinador.
Análise do desempenho da equipe na partida
O técnico português prometeu rever a partida e destacou a melhora do time no segundo tempo. “Prometo que ainda vou assistir o jogo de novo, amanhã a tarde. Acho que o que nos fez jogarmos melhor no segundo tempo foi correr menos, para jogar melhor. Não correr para todo lado, mas para o lado certo. Estávamos melhor posicionados para receber a bola em certos espaços”, contou.
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Abel Ferreira também comentou a estratégia contra a pressão adversária e a importância da intensidade. “Queríamos atacar a pressão deles no primeiro tempo, faltou ajuda, mas melhoramos e conseguimos ter jogadores mais bem posicionados. No terceiro gol, o Arthur recebeu nas costas do lateral. Ninguém se poupa sem a bola, temos que ser leões atrás dela”, disse.
Estratégias de Abel Ferreira na gestão do elenco
Sobre a administração do grupo de jogadores, Abel afirmou que adota uma abordagem de liderança baseada no senso comum e meritocracia. “Para mim é muito fácil, uma liderança de senso comum. Meritocracia. Há regras dentro do grupo que são pré-estabelecidas. O Paulinho sentiu uma dor no adutor no treino antes do jogo, levamos para o jogo. No aquecimento não se sentiu muito confortável, então acabou não entrando. Pediu para ir e levamos”, revelou.
O treinador enfatizou a importância da competição interna e do comprometimento de cada um. “Mas está ótimo, tendo todos à disposição está ótimo. É uma competição interna, todo bom time tem isso. O resto vem naturalmente via cultura do time, cada um fazendo a sua função, sem atrapalhar o outro. O Barros é executivo de futebol, o diretor de comunicação faz o seu papel, eu treino o time. Os jogadores sabem que só podem jogar 11. O salário está lá, não falha um dia desde que estou no Palmeiras, então eles tem que estar preparados e prontos para servir o Palmeiras. Hoje são uns, amanhã outros. Quando respondem, ficam. Quando não…”, declarou Abel.
Abel Ferreira comenta desempenho de Flaco López e Vitor Roque
O técnico abordou a situação dos atacantes Flaco López e Vitor Roque, indicando um período de adaptação para ambos. “O Roque já não joga há bastante tempo, estamos dando tempo para que ele volte a ser o que já nos mostrou. O Lopez é a mesma coisa, mas nesse início o Maurício e o Sosa têm sido espetaculares. Gostamos de um jogador de apoio e profundidade na equipe. O campeonato é longo, muitas competições, preciso de todos e todos mostram no dia a dia. Os que entraram no segundo tempo hoje foram bem”, comentou.
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Ele também destacou a necessidade de todos os jogadores se dedicarem, mesmo sem a posse de bola. “Não dá para achar que só vale a pena jogar quando temos a bola. Já ouvi muito “o ponta não tem que defender”. Vocês viram como a Espanha jogava? Eu me inspiro nos melhores do mundo. Nos dias de hoje você tem que escolher entre ganhar títulos pelo clube ou ser o melhor do campeonato. Todos têm que estar na mesma página, do goleiro ao centroavante. Muito contente por ter quatro jogadores no ataque, duas alternativas na frente. A Fifa só me deixa jogar com 11, senão manteria os quatro na frente”, complementou Abel.
Ajustes de Abel Ferreira que mudaram a postura do Palmeiras
Abel creditou a melhora da equipe aos jogadores e à correção de falhas no intervalo. “Mérito dos nossos jogadores. Quando o adversário pressiona e bem, fica mais difícil. Não encontramos o caminho na primeira parte. É preciso de ajuda, temos que ter a vantagem numérica e corrigi isso no intervalo. Eu falo muito de fazer bem o arroz com feijão. Erramos passes simples e isso nos tira um pouco de confiança”, disse.
O treinador finalizou sua análise enfatizando a importância do trabalho em equipe e o respeito ao adversário. “Pedi para os meus jogadores que se ajudassem, estivessem mais próximos, precisamos correr bem, não muito. No ataque a área, estarmos no lugar certo, na hora certa. O resultado se abriu no segundo tempo, mas tivemos uma do Allan que poderia ter sido (gol). Temos que dar mérito ao Fortaleza, as equipes do Paulo Autuori me lembram o Bobby Hodgson, que é um gentleman do futebol. Não achei que fôssemos ter tantas dificuldades, o resultado foi até maior do que as oportunidades que criamos.”

















