Homem-bomba ataca manifestação no Paquistão e deixa 14 mortos e dezenas de feridos
Um ataque a bomba realizado por um suicida deixou ao menos 14 pessoas mortas e dezenas feridas nas proximidades de uma delegacia em Kabal, no Paquistão, em 2 de agosto de 2026. A confirmação do número de vítimas foi divulgada por uma equipe de resgate e um oficial da polícia regional.
O incidente ocorreu na cidade de Kabal, localizada no Vale de Swat, na província de Khyber Pakhtunkhwa. No momento da explosão, manifestantes estavam reunidos perto da delegacia, realizando um protesto contra a violência e clamando por paz, conforme relatou o chefe de polícia distrital, Omar Khan.
No mesmo tema: Protesto em Budapeste com pouca adesão gera debate sobre a influência de Viktor Orbán no país
Entre as vítimas fatais, cinco eram policiais e oito eram civis. A décima quarta pessoa morta foi identificada como o próprio homem-bomba responsável pelo ataque.
Testemunhas relataram que, pouco antes da explosão, oradores no ato público haviam enfatizado que a segurança da população e o combate à militância eram responsabilidades do Estado. Eles também criticaram as autoridades pela ineficácia no enfrentamento aos militantes terroristas, expressando o desejo dos moradores de viverem sem medo após anos de instabilidade na região. A província de Khyber Pakhtunkhwa, especialmente o Vale do Swat, tem um histórico de conflitos e presença de grupos extremistas, tornando o pedido por paz dos manifestantes um eco de uma realidade persistente de insegurança.
Posteriormente, a polícia informou que o número de feridos subiu para pelo menos 18. Um comunicado oficial também confirmou o início de uma operação para identificar e prender qualquer indivíduo que tenha colaborado para a execução do ataque.
Mais sobre o assunto: Manifestantes reúnem-se em San Luis Obispo contra governo Trump em protesto por direitos civis
Condenação de líderes após o ataque em Kabal
Asif Ali Zardari, presidente do Paquistão, e Shehbaz Sharif, primeiro-ministro, manifestaram profunda tristeza pela perda de vidas e condenaram veementemente o atentado. Ambos os líderes reafirmaram o compromisso do país em manter a luta contra o terrorismo até sua completa erradicação do território.
Aumento da militância na fronteira do Paquistão
Nos últimos meses, houve um crescimento notável na atividade militante nas áreas de fronteira do Paquistão, com policiais e militares figurando como os principais alvos. Este recrudescimento da violência tem gerado preocupação nas autoridades e na população local.
Acusações contra o Talibã afegão e negação
O governo paquistanês atribui a escalada da militância ao Talibã afegão, acusando o grupo de prestar apoio aos terroristas. Por sua vez, o governo do Talibã, sediado no Afeganistão, negou categoricamente todas as acusações de envolvimento e auxílio a atividades militantes no Paquistão.

















