Luiz Eduardo Baptista, o Bap, detalha conflito com Leila Pereira e elogia presidentes do PalmeirasPor Thiago Lemos
4 min de leitura
![]() |
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, discutiu publicamente a ‘guerra’ com Leila Pereira, mandatária do Palmeiras, em entrevista ao podcast Sports Market Makers, concedida em 5 de agosto de 2026.
Os dois dirigentes têm trocado declarações ácidas desde que Bap assumiu a liderança do clube carioca, em dezembro de 2024. Essa disputa tem criado uma atmosfera de rivalidade que transcende os campos de futebol.
Com franqueza, o dirigente flamenguista reconheceu sua parcela de responsabilidade pela relação conturbada com Leila Pereira.
Para Bap, “Flamengo e Palmeiras não precisam ser amigos, mas precisam sentar na mesa e discutir negócio como deve ser feito”. Ele disse que, em relação às instituições, não há absolutamente nada contra a presidente palmeirense, acrescentando: “Ela (Leila Pereira) não é culpada por tudo de ruim da relação, também tenho minha parte. O jogo tem isso, às vezes, umas cotoveladas, ofensas. Eu sei o que fiz, e ela também. Isso impede a gente de conversar? Não impede, especialmente se o tema for negócio”, afirmou.
O presidente do Flamengo indicou que o atrito entre ele e Leila Pereira está dificultando as conversas para a formação de uma nova liga no futebol brasileiro. Esse impasse entre os clubes mais ricos do país é um fator que atrasa um avanço considerado crucial para a modernização do esporte nacional, mostrando como choques de personalidades podem impactar diretamente pautas importantes. Ele descreveu o problema como um “choque de personalidades”, justificando o embate recente.
Questionando a base para negociações, Bap perguntou: “Você faz negócio com quem não confia, não conhece, não tem um nível mínimo de admiração?”. Ele seguiu relatando uma situação específica: “Se eu vou a um evento na sua casa e você me trata mal, por que você acha que vou te tratar bem? Você combina uma reunião, onde vai defender seu ponto de vista, mas quando chega no dia da reunião você fala que não vai ficar na reunião, mas que vai votar contra, sabendo que a votação tem que ser unânime. Quem bate esquece, quem apanha não esquece jamais”, completou.
Ele prosseguiu afirmando sua postura de reciprocidade: “Eu não vou tratar quem é deselegante ou não tem respeito de uma forma diferente por ser mulher. Se me taca uma pedra, vou tacar uma pedra. Se quiser se vitimizar, espernear, pode fazer. Não muda nada para mim. Muitas vezes, você tem choques de personalidades, e eu acho que é isso”.
Ao final da entrevista, o presidente do Flamengo teceu elogios aos dois ex-presidentes do Palmeiras que antecederam a atual mandatária: Paulo Nobre e Maurício Galiotte.
Bap expressou grande admiração por Paulo Nobre: “Eu conheci o Paulo Nobre em um momento muito delicado do Palmeiras e eu tinha uma admiração enorme pelo que o Paulo fez, porque eu me achava louco pelo que eu tinha feito pelo Flamengo e eu percebi que o Paulo era um louco extraterrestre, maluco. Na minha opinião, como Rubro-negro, deveria ter um busto do Paulo Nobre, uma estátua do Paulo Nobre, no Palmeiras”, disse.
Sobre Maurício Galiotte, Bap afirmou: “Depois veio o Galiotte, com quem eu tenho uma relação excepcional”. Ele também mencionou ter “uma relação muito boa com o João Paulo”, embora não tenha conseguido levá-lo para o Flamengo, e que admira “o trabalho que ele faz lá”. “Eu tenho uma relação muito boa com o Anderson Barros”, concluiu o dirigente.







