Prisão de engenheiro e CAC: atirador em briga na Anhanguera é detido; atirou em pleno trânsito
Um engenheiro de materiais, com 46 anos e registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), foi preso em 5 de agosto de 2026. Ele é suspeito de efetuar disparos contra um motorista de aplicativo após um desentendimento no trânsito, na Rodovia Anhanguera. O homem possui formação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Identificado como Gustavo Henrique Ardito, o indivíduo enfrenta acusações por tentativa de homicídio qualificado. Sua detenção ocorreu em Campinas (SP), no condomínio Swiss Park, onde reside. Informações de seu perfil profissional indicam uma carreira de mais de uma década como engenheiro de desenvolvimento para manufatura (DFM) em uma empresa multinacional do setor de tecnologia.
Em posse do investigado, foi encontrada uma coleção de 11 armas de fogo, acompanhadas de munições. A polícia confirmou que todo o arsenal foi confiscado. Apesar de possuir registro válido, a apreensão e a possível não devolução das armas se justificam pela decretação da prisão, que o torna inelegível para manter a idoneidade moral, requisito fundamental para o registro de CAC.
Por meio de nota, o advogado de defesa Marcelo Vicentini declarou que não fará manifestações públicas sobre o caso. Ele justificou a postura em respeito ao segredo de justiça do processo, às investigações em curso e à garantia da ampla defesa. Vicentini afirmou confiar plenamente nas instituições e indicou que provará a ausência de responsabilidade criminal de seu cliente.
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O termo CAC define indivíduos com autorização para possuir armamentos destinados a atividades específicas, como coleções, prática desportiva em clubes de tiro ou caça, conforme a legislação. É importante salientar que o porte de arma não é universalmente liberado, e o transporte deve seguir rigorosas normas legais.
Investigações apontam tentativa de homicídio na Rodovia Anhanguera
A Polícia Civil informou que Gustavo Henrique Ardito é investigado por perseguir um motorista de aplicativo e efetuar múltiplos disparos contra o veículo, enquanto ambos seguiam pela Rodovia Anhanguera. O incidente, ocorrido em 31 de julho de 2026, não deixou feridos.
De acordo com o depoimento da vítima à polícia, a altercação teve início quando o suspeito realizou diversas manobras perigosas antes dos tiros, como uma “fechada” e a tentativa de bloquear uma ultrapassagem. Após ser questionado pelo motorista, o CAC reagiu confrontando-o.
Equipado com câmeras, o automóvel do motorista por aplicativo registrou toda a sequência dos eventos: a perseguição, as ameaças e o instante dos disparos. O relato indica que foram feitos cinco tiros, sendo que três deles foram prontamente identificados pela Polícia Civil e pela Polícia Científica.
As imagens capturadas mostram o motorista de aplicativo dirigindo na rodovia, enquanto Gustavo Henrique Ardito aparece à esquerda em um carro escuro. Em um ponto do vídeo, ele é visível pela janela do veículo, empunhando uma arma.
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“A questão não reside no fato de ele ser um CAC, mas sim no descumprimento das regras de trânsito. Essas normas permitem o uso da arma de fogo apenas dentro da residência ou, no trajeto até o clube de tiro, de forma desmuniciada”, explicou o delegado Eduardo Salge, esclarecendo a situação.
“Ao desrespeitar as regras de trânsito no percurso entre a sua casa e o clube de tiro, e especialmente ao usar a arma de fogo, com a arma pronto emprego [pronta para uso], a perda da idoneidade moral é evidente. A Polícia Civil considera que ele não possui mais as condições para manter o registro de CAC”, concluiu o delegado.
A prisão de Gustavo Henrique Ardito ocorreu durante a Operação Torque Letal, que incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A polícia ressaltou que os disparos não ameaçaram somente a vida da vítima, mas também a segurança de outras pessoas que trafegavam pela Rodovia Anhanguera.
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A Polícia Civil comunicou que os itens apreendidos serão essenciais para o esclarecimento dos detalhes do caso e para o andamento das investigações.

















