Lea Reis denuncia transfobia em Balsas; polícia descarta provocação
A influenciadora digital Lea Reis utilizou as redes sociais na madrugada de 9 de agosto de 2026 para expor uma agressão por transfobia que teria sofrido em um bar em Balsas, Maranhão. Em um vídeo divulgado após o incidente, ela surgiu com ferimentos e visivelmente abalada ao narrar o ocorrido.
Conforme seu depoimento, Lea estava em Balsas para o casamento de uma amiga e decidiu visitar um bar com conhecidos depois da celebração. Ela explicou que a mulher que a teria agredido era desconhecida. “Eu sofri uma transfobia que eu nunca pensei na minha vida”, afirmou a influenciadora.
Em vídeos, Lea exibiu a vestimenta que usava ao chegar ao estabelecimento e descreveu ter sido atacada de surpresa por uma mulher, que lhe deu socos no rosto. Ela relatou ter ficado com a boca e as mãos feridas, recebendo auxílio de pessoas presentes no local. “Ela simplesmente só deu um murro na minha minha boca e deu outro murro na minha boca. Quando eu vi, eu estava sangrando”, contou.
Lea mencionou não ter compreendido a razão da agressão e tentou obter esclarecimentos. Segundo ela, outras pessoas se envolveram na confusão, intensificando o incidente. “Eu não entendi o que está acontecendo. Foi uma forma muito agressiva e eu quero procurar justiça”, declarou.
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Influenciadora digital quer investigação sobre o caso de transfobia
A influenciadora disse desconhecer a identidade da agressora e suas possíveis conexões em Balsas. Lea expressou preocupação com as repercussões do ocorrido e reiterou seu desejo por uma investigação aprofundada. “Eu fui agredida brutalmente. Todo mundo que estava lá ficou chocado”, afirmou, acrescentando que sente medo depois do episódio. “Eu quero justiça de qualquer forma”, declarou.
A influenciadora Lea Reis não retornou aos contatos para comentar se houve registro de ocorrência ou outras medidas legais. O espaço segue em aberto para seu posicionamento. Os responsáveis pelo Agrobar, local da suposta agressão, também não se manifestaram até o momento.
Lea, que possui quase 300 mil seguidores apenas no Instagram, recebeu apoio de amigos e fãs. “Querida, minha solidariedade. Você tem testemunhas e provas? Isso é importante. Nada justifica isso. Evitar lugares onde exista a palavra ‘agro’ pode ser melhor. Mas NADA justifica essa violência. Ela deve ter costas quentes para agir como se não houvesse leis”, comentou a cantora Zélia Duncan.
Esclarecimentos da delegada sobre a agressão registrada em Balsas
Em depoimento, a delegada Ana Marisa, encarregada do caso, informou que a Polícia Civil tomou ciência de uma ocorrência de lesão corporal em um bar noturno de Balsas, tendo como vítima uma mulher trans. A delegada explicou que as filmagens do local foram minuciosamente analisadas e não revelam nenhuma provocação, aproximação ou gesto anterior que pudesse justificar a agressão.
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“O que eu posso afirmar com convicção, porque foi feito um estudo detalhado e minucioso das imagens, é que não houve nenhuma provocação, nenhum motivo aparente. Houve apenas uma agressão, sem nenhum motivo prévio, dentro de uma festa, e a vítima dessa agressão foi uma mulher trans”, contou Ana Marisa.
“As imagens são muito claras. Pelas imagens a que tivemos acesso, avaliadas detalhadamente, segundo a segundo, não há nenhum toque, nenhuma aproximação e nenhum gesto. Então, não procede essa informação. É uma informação inverídica, e as pessoas têm que ter muito cuidado com o que postam nas redes sociais e também com os comentários, porque eles podem gerar responsabilidade criminal”, complementou a delegada.
A delegada também emitiu um aviso sobre comentários transfóbicos nas plataformas digitais. Segundo ela, tanto postagens quanto comentários podem acarretar em responsabilização criminal. “As pessoas precisam aprender a respeitar os outros. Onde não há respeito, entra o direito penal e a responsabilidade criminal, que deve ser apurada”, declarou.

















