Flamengo reage com entrada de Pedro e Paquetá e garante empate crucial contra o Cruzeiro na LibertadoresPor Thiago Lemos
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A entrada de Pedro e Paquetá, vindo do banco de reservas, bastou por um minuto para transformar o desempenho do Flamengo em campo. O empate de 1 a 1 com o Cruzeiro no Mineirão, em 13 de agosto de 2026, tradicionalmente um bom resultado em mata-matas da Libertadores, deixou a impressão de que o desfecho poderia ter sido mais favorável caso a dupla tivesse atuado por mais tempo. Contudo, a equipe conseguiu ajustar o percurso durante a partida, mantendo a decisão da eliminatória em aberto para o jogo no Maracanã.
Antes de focar nos ajustes táticos, é essencial contextualizar o cenário, evitando que as expectativas superem a realidade da competição. Mesmo com a capacidade técnica e financeira do Flamengo, o time enfrentou um adversário à altura. O Cruzeiro se mostrou um oponente muito difícil, exigindo grande capacidade de superação dos atletas rubro-negros para não perder o controle da disputa eliminatória. Avaliar os riscos faz parte da maturidade de uma equipe de alto nível.
A opção inicial por Pedro e Paquetá no banco de reservas do Flamengo
O ponto de partida para a avaliação da partida está na formação inicial escolhida por Leonardo Jardim. A decisão de escalar Bruno Henrique e Plata desde o início, substituindo Pedro e Carrascal, indicava uma tática de pressionar a saída de bola do Cruzeiro com maior velocidade e explorar a linha defensiva avançada do adversário. Essa estratégia, embora promissora na teoria, apresentou tanto pontos positivos quanto negativos durante o jogo.
Embora a atuação não tenha sido espetacular, o Flamengo demonstrou competitividade, mantendo um estilo de jogo já conhecido, que nem sempre agrada plenamente a torcida. O técnico Jardim observou sua equipe possuir a posse de bola em alguns momentos, mas se mostrar mais efetiva ao contra-atacar em velocidade. O time não permitiu que o Cruzeiro se sentisse à vontade, mesmo quando a posse era do adversário, o que os forçou a abrir mão de suas principais características.
Por outro lado, a falta de Pedro e Paquetá resultou em uma diminuição do potencial de finalização do Flamengo. Sem a transição rápida, a equipe exibia uma movimentação de bola sem criatividade. As tentativas se resumiam a cruzamentos ou arremates de longa distância. Sempre que o Cruzeiro conseguia reorganizar sua defesa, o Flamengo encontrava dificuldades para infiltrar na área adversária. Ou seja, a equipe mostrou pouca contundência diante de um rival bem fechado.
A situação se complicou no segundo tempo, quando o Cruzeiro conseguiu se ajustar à tática flamenguista. Plata, que havia sido importante, teve sua atuação neutralizada, e Bruno Henrique encontrou menos espaços, sendo superado com facilidade. A equipe mineira ganhou força e marcou seu gol com Arroyo, colocando o Flamengo em um período de grande dificuldade aos oito minutos da segunda etapa. O risco de uma derrota naquele momento era real.
A reversão da estratégia e a reação da equipe após as substituições
Em seguida, o técnico Jardim fez as alterações necessárias, abandonando a tática inicial e permitindo que o talento individual se manifestasse ao colocar Paquetá e Pedro em campo. Em apenas um minuto, a dupla conseguiu o gol de empate. Esse lance sinalizou uma mudança na postura do Flamengo nos minutos seguintes: a equipe se tornou mais rápida, com maior movimentação, e passou a dominar o jogo. O placar poderia ter sido virado, não fosse pelas excelentes defesas do goleiro Otávio.
Posteriormente, a equipe precisou entrar no modo de gerenciamento de riscos. A intensidade ofensiva do Flamengo diminuiu gradualmente, sugerindo que o time estava focado em resolver a classificação no jogo de volta, no Maracanã. Embora a diretoria não vá declarar abertamente, o resultado de empate foi positivo contra um oponente de qualidade. A vitória era possível, mas retornar ao Rio de Janeiro com um ponto é mais vantajoso do que enfrentar uma derrota.
Com este resultado, o Flamengo assegura sua classificação caso conquiste uma vitória por qualquer placar na partida de volta, agendada para o Maracanã na próxima semana. A principal esperança é que a equipe não precise realizar correções táticas drásticas durante o jogo. Para isso, a titularidade de Pedro e Paquetá no confronto decisivo é considerada crucial.







