Falhas em PlayStation 5 antigos surgem por oxidação do metal líquido da refrigeração
Consoles PlayStation 5 adquiridos em seu lançamento, há quase seis anos, estão começando a enfrentar um problema grave. A oxidação do metal líquido usado na refrigeração é a causa de falhas por superaquecimento, podendo levar a danos permanentes no dissipador de calor. O alerta ganhou força após uma análise técnica realizada em 13 de agosto de 2026, revelando o potencial destrutivo desse composto e a importância de atenção para os proprietários.
Oxidação do metal líquido: um risco para os consoles PlayStation 5 mais antigos
Um especialista polonês, conhecido como Modyfikator89, examinou recentemente uma unidade do modelo CFI-1116 do PlayStation 5, uma das primeiras revisões de hardware. O console desligava constantemente devido a problemas de superaquecimento. Ao abrir o aparelho, foi constatada uma forte oxidação na área de contato do bloco de resfriamento, que perdeu sua camada protetora de niquelagem. Essa corrosão deixou marcas permanentes na estrutura de cobre, indicando um processo de deterioração significativo. A unidade da APU, responsável pelo processamento, felizmente permaneceu intacta após a limpeza, mas o dissipador foi comprometido.
Mais sobre o assunto: PS5 de primeiras gerações podem falhar por oxidação de metal líquido
A perda da camada de niquelagem é crítica, pois ela serve como uma barreira protetora para o cobre. Sem essa proteção, o gálio presente no metal líquido reage diretamente com o cobre, causando a oxidação e comprometendo a eficiência da condução térmica. Com o passar do tempo, esse processo resulta em “pontos secos” entre o processador e o sistema de refrigeração, impedindo que o calor seja adequadamente transferido para fora do console.
A escolha do metal líquido na refrigeração e seus desafios
A decisão da Sony de empregar uma liga de gálio como metal líquido no PS5 visava garantir uma condutividade térmica superior às pastas térmicas tradicionais. Esta tecnologia é crucial para o desempenho de CPUs e GPUs de alta potência, permitindo que o console opere em temperaturas ideais mesmo sob cargas intensas de processamento. Contudo, essa substância possui uma característica peculiar: reage quimicamente com metais como o cobre, caso a barreira protetora do dissipador de calor falhe ou se degrade ao longo do tempo.
Com o uso prolongado, o metal líquido pode ressecar, oxidar e se deslocar. Essa movimentação ou deterioração cria os “pontos secos” mencionados, que impedem a transferência eficiente de calor entre o processador e o sistema de refrigeração. Essa falha no isolamento térmico já havia sido tema de debate anterior, quando relatos indicavam o escorrimento do metal líquido em consoles utilizados na posição vertical, menos de três anos após o lançamento. O problema atual de oxidação pode ser visto como uma extensão dos desafios inerentes ao uso deste material em longo prazo.
Como o superaquecimento pode prejudicar o seu aparelho
Sem a dissipação adequada de calor, o PlayStation 5 começa a operar em seu limite térmico. Isso ativa o recurso de thermal throttling, um mecanismo de segurança que reduz o desempenho do console para evitar danos maiores e manter a temperatura sob controle. O resultado imediato para o jogador é que o aparelho desliga sozinho após poucos minutos de jogabilidade, interrompendo a experiência. Para além do incômodo, a continuidade do problema pode ter consequências sérias.
A exposição prolongada a altas temperaturas e a constante ativação do thermal throttling podem não apenas acelerar a oxidação, mas também gerar estresse em outros componentes eletrônicos do console. Em casos mais graves, a oxidação pode inutilizar permanentemente o dissipador de calor, transformando um componente essencial em uma peça corroída e completamente ineficaz. Isso pode demandar reparos caros ou até mesmo a substituição total do console, já que unidades antigas provavelmente não estão mais cobertas pela garantia de fábrica.
Os avanços da Sony nos novos modelos do PlayStation 5
Embora o caso específico do técnico polonês não confirme um defeito crônico em larga escala, relatos de usuários em plataformas como o Reddit indicam problemas similares em unidades mais antigas. A própria Sony parece ter aprendido com os desafios do design térmico inicial, desenvolvendo soluções para mitigar os riscos associados ao metal líquido. Nas revisões mais recentes do PlayStation 5 Slim e do PlayStation 5 Pro, a empresa implementou melhorias significativas no sistema de resfriamento.
Essas inovações incluem o uso de microranhuras usinadas no dissipador de calor e a aplicação de barreiras reforçadas. Tais modificações são projetadas especificamente para otimizar a retenção do metal líquido, prevenir sua movimentação indesejada dentro do console e evitar reações químicas prejudiciais. Essas medidas refletem um esforço contínuo para aprimorar a durabilidade e a eficiência térmica dos novos modelos, endereçando as vulnerabilidades observadas nas gerações anteriores do console.
Sinais de alerta e recomendações para proprietários de PlayStation 5
Proprietários de PlayStation 5 das primeiras gerações devem ficar atentos a sinais de superaquecimento, que podem indicar um problema no sistema de refrigeração. A identificação precoce desses sintomas pode ser crucial para evitar danos mais graves.
- Desligamentos inesperados durante o jogo, especialmente em momentos de uso intenso.
- Aumento significativo do ruído dos ventiladores, mesmo em tarefas leves ou menus.
- Mensagens de erro relacionadas à temperatura sendo exibidas na tela.
- Queda de desempenho notável, com travamentos ou lentidão após alguns minutos de uso.
Embora a causa principal pareça ser um processo de deterioração interna, é fundamental garantir que o console esteja sempre em um ambiente bem ventilado e livre de poeira. A busca por assistência técnica especializada pode ser necessária para diagnóstico e possível reparo ou limpeza. Devido à natureza sensível do metal líquido, tentativas de reparo amador não são recomendadas e podem agravar o problema.
















