Goleada em Cusco: Botafogo sofre 6 a 1 do Cienciano e tem desafio gigante na Sul-Americana
Em 14 de agosto de 2026, o Botafogo enfrentou um grande desafio na altitude de Cusco, Peru, pela partida de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O clube carioca foi superado pelo Cienciano com uma goleada de 6 a 1, um placar que complica seriamente suas chances de classificação. Para avançar às quartas de final, o time alvinegro precisará reverter uma desvantagem de cinco gols.
O treinador Franclim Carvalho decidiu escalar uma equipe com mudanças pontuais na defesa e no ataque. As escolhas, contudo, demonstraram-se inadequadas, com o meio-campo apresentando pouca força de marcação. Ponte e Marçal entraram nas laterais, substituindo Vitinho e Alex Telles, enquanto Matheus Martins e Kadir foram escalados nas posições mais avançadas.
A escalação inicial do Botafogo foi a seguinte: Warleson no gol; Ponte, Justino, Ferraresi e Marçal na linha defensiva; Huguinho, Medina, Danilo e Montoro no meio-campo; e Matheus Martins e Kadir no ataque.
Após a partida, o técnico Franclim Carvalho comentou sobre o resultado expressivo. Ele afirmou que foi um “dia que nos envergonha”, referindo-se à goleada sofrida e às escolhas de escalação.
Em sua coletiva de imprensa, Franclim explicou que as mudanças nas laterais visavam conter os cruzamentos do Cienciano, estratégia comum da equipe peruana em jogos na altitude. Contudo, as alterações não surtiram o efeito desejado, e os laterais se tornaram vulnerabilidades, facilitando as bolas levantadas na área adversária.
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Já aos sete minutos do primeiro tempo, o jogador Marçal indicou à comissão técnica que sentia dificuldade respiratória. A dificuldade física dos atletas pode ter contribuído para a fragilidade, já que quatro dos seis gols marcados pelo Cienciano originaram-se de cruzamentos.
“Sabemos da dificuldade de jogar aqui, estávamos avisados do adversário, das bolas na área, falamos sobre isso, tentamos evitar, não conseguimos”, afirmou o treinador sobre as adversidades encontradas.
A defesa do Botafogo teve um momento de desatenção quando Succar conseguiu se desvencilhar de Justino para marcar o primeiro gol de cabeça. Pouco tempo depois, o Cienciano ampliou o placar em uma jogada marcada por controvérsia, exigindo uma análise de cinco minutos no VAR. Durante uma cobrança de falta ensaiada, Amondarain cabeceou para o centro da área, e Bandiera finalizou para o gol vazio, apesar de uma suspeita de toque de mão que foi investigada.
O jogador Ferraresi também se manifestou, expressando lamento pela goleada. Ele declarou: “Tudo culpa nossa. Foram 45 minutos de nada”, referindo-se à performance da equipe.
Entre os 19 e os 34 minutos do primeiro tempo, o Cienciano dominou completamente a partida, marcando gols em rápida sucessão. No terceiro gol, o goleiro Warleson falhou ao permitir que a bola escapasse, e Succar aproveitou para finalizar. O quarto tento foi um potente chute de Martinich de fora da área, sem chances para a defesa.
Ainda durante o primeiro tempo, o técnico tentou corrigir o desempenho do time com as entradas de Arthur Cabral e Kauan Toledo, que substituíram Kadir e Montoro. No entanto, as mudanças não alteraram significativamente o cenário, e o Botafogo não conseguiu criar oportunidades claras de gol contra o goleiro Espinoza.
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No segundo tempo, Matheus Martins marcou de bola parada, oferecendo uma breve esperança ao Botafogo. Arthur Cabral, buscando imprimir mais velocidade, arriscou um chute de longa distância. Mesmo com uma melhora sutil do time alvinegro, a situação exigia perfeição defensiva, pois qualquer erro complicaria ainda mais o jogo de volta. Infelizmente, a defesa voltou a ceder espaços, permitindo que Hohberg passasse para Bandiera, que marcou o quinto gol com tranquilidade.
As estatísticas da partida refletiram fielmente a disparidade em campo. O Botafogo não conseguiu sequer um escanteio ao longo do jogo, enquanto o Cienciano teve 14, evidenciando a incapacidade do time carioca em se aproximar da área adversária e criar lances de perigo.
As atuações individuais dos jogadores foram criticadas, com o técnico Franclim Carvalho recebendo uma avaliação negativa, e os atletas Warleson e Justino sendo apontados como tendo performances bem abaixo do esperado.
Mesmo com as entradas de Edenilson e Santi Rodríguez, o meio-campo do Botafogo permaneceu desorganizado e vulnerável. O Cienciano manteve sua superioridade, criando diversas chances de ataque, com finalizações perigosas que quase resultaram em gol, antes de Succar selar a goleada marcando o sexto tento.
Na semana em que o Botafogo celebra seu aniversário, o resultado da partida se tornou um “presente de grego” e uma “vergonha”, como definiu o próprio Franclim, que certamente será lembrada na história do clube. A missão de virar o placar é ainda mais grandiosa, pois nunca na história da Copa Sul-Americana uma equipe conseguiu reverter uma desvantagem de cinco ou mais gols em uma eliminatória.
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Antes de reencontrar o Cienciano no jogo de volta, marcado para 21 de agosto de 2026, o Botafogo terá um confronto pelo Campeonato Brasileiro. O time enfrentará o Vitória pela 23ª rodada, e a delegação viajará diretamente para Salvador para este compromisso.
















