Eclipse solar, chuva de meteoros e El Niño forte marcam semana de avanços científicos
Um eclipse solar total pôde ser presenciado em regiões da Europa, como a Espanha continental, em 12 de agosto de 2026. Para o país europeu, foi um evento notável, já que fenômenos dessa natureza não ocorriam desde o ano de 1905.
Contudo, a expectativa para o próximo eclipse solar total não demandará um período extenso.
Ver um eclipse solar total do mesmo local está entre as ocorrências astronômicas mais incomuns. A NASA calcula que uma área específica do planeta leva, em média, de 375 a 400 anos para vivenciar tal evento, embora essa estimativa não seja uma constante e o período de espera possa variar significativamente.
A explicação para essa raridade reside na dimensão restrita da sombra lunar. No decorrer de um eclipse total, a porção mais escura dessa sombra, denominada umbra, geralmente mede entre 100 e 200 quilômetros de largura. Conforme a Lua circunda a Terra e o planeta realiza sua rotação, essa umbra percorre a superfície rapidamente, gerando uma faixa diminuta chamada corredor de totalidade.
Visto que a maior parte do globo terrestre permanece fora desse caminho, testemunhar a escuridão completa do próprio local requer uma conjunção excepcional de fatores geográficos. A trajetória desses fenômenos também difere a cada ocorrência. Eclipses de uma mesma série, por exemplo, obedecem ao Ciclo de Saros, que se manifesta a cada 18 anos, 11 dias e oito horas. As oito horas adicionais correspondem a uma rotação extra da Terra, alterando a área afetada pelo eclipse subsequente para outra parte do planeta.
Tal dinâmica elucida a razão pela qual certas localidades experimentam uma sequência atípica de eclipses, enquanto outras permanecem séculos sem observar nenhum. Carbondale, nos Estados Unidos, por exemplo, teve a ocasião incomum de presenciar eclipses totais em 2017 e 2024, com apenas sete anos de diferença. Por outro lado, Londres, na Inglaterra, teve um hiato de 837 anos entre os eventos de 878 e 1715.
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Calendário para os próximos eventos de eclipse solar
Após o eclipse observado recentemente, o próximo eclipse solar total está previsto para 2 de agosto de 2027. O corredor de totalidade abrangerá regiões da Espanha, norte da África, Oriente Médio e do Oceano Índico, incluindo nações como Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Gibraltar também estará na rota, assim como porções dos oceanos Atlântico e Mediterrâneo.
No Brasil, entretanto, esse fenômeno de 2027 será quase imperceptível. Apenas uma reduzida área do Rio Grande do Norte poderá ver um eclipse parcial, com ocorrência estimada entre 5h12 e 5h38, no horário de Brasília. Neste ponto, menos de 1% do disco solar estará obscurecido pela Lua.
Expectativas para o eclipse solar total no Brasil
A aguardada chegada de um eclipse solar total em território nacional já se estende por um longo período: o último evento do tipo presenciado no Brasil ocorreu em 3 de novembro de 1994.
A próxima ocasião para observar esse fenômeno será apenas em 12 de agosto de 2045. A faixa de totalidade deverá cobrir, sobretudo, as regiões Norte e Nordeste, cruzando capitais como Belém, São Luís, João Pessoa e Recife. Em determinadas localidades, o Sol poderá ficar totalmente oculto por mais de quatro minutos.
Contudo, não será necessário aguardar um período tão extenso para contemplar outros tipos de eclipses. Em 6 de fevereiro de 2027, partes do Brasil terão a chance de observar um eclipse anular, conhecido como “Anel de Fogo”, evento que também foi visível em 2023. Além disso, em 2 de agosto de 2027, um eclipse solar parcial estará visível no país.
O futuro dos eclipses solares totais: um olhar sobre o que está por vir
Em mais de 600 milhões de anos, a Terra deixará de presenciar um dos mais grandiosos espetáculos celestiais. Uma modificação já em andamento, embora imperceptível para a humanidade, transformará permanentemente o alinhamento entre Sol, Lua e Terra.
A ocorrência de um eclipse solar total depende de uma coincidência astronômica: vista do planeta Terra, a Lua possui um tamanho aparente bastante similar ao do Sol. Entretanto, o desfecho desse alinhamento se modifica conforme a distância do nosso satélite natural em relação ao planeta.
Em um eclipse parcial, somente uma porção da estrela é obscurecida. No anular, a Lua encontra-se mais distante e parece insuficiente para cobrir totalmente o disco solar, resultando em um anel de luz visível. Já no total, a Lua esconde o Sol por completo para quem se encontra na área atingida pela sombra mais densa, expondo a coroa solar. Existe ainda o eclipse híbrido, uma forma rara em que o evento oscila entre anular e total, dependendo da posição do observador.
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A questão central é que essa dinâmica está se alterando, pois a Lua se distancia da Terra. Dada a órbita elíptica do satélite natural, a separação atual flutua de cerca de 356 mil quilômetros no perigeu (ponto de maior proximidade) para mais de 406 mil quilômetros no apogeu (ponto de maior afastamento).
Mensurações realizadas com lasers direcionados a refletores implantados na superfície lunar por missões Apollo confirmam que o satélite natural se move para longe do planeta em uma média de 3,8 centímetros a cada ano. Esse deslocamento é resultado da interação gravitacional e das forças de maré existentes entre a Lua e a Terra.
Previsão de El Niño com alta intensidade para os próximos meses
A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 95% a chance de o fenômeno El Niño alcançar uma intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A nova estimativa foi apresentada em uma atualização publicada em 13 de agosto de 2026.
No informe anterior, divulgado em 9 de julho de 2026, a mesma agência havia calculado em 81% a probabilidade de o El Niño atingir esse patamar de intensidade para o mesmo período.
Para o lapso temporal entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, que inclui o término da primavera e o começo do verão no Hemisfério Sul, a NOAA projeta atualmente 90% de chance de um El Niño de intensidade muito alta.
A NOAA também prevê em 69% a probabilidade de este evento se classificar entre os maiores El Niños documentados desde 1950, com base nas projeções atuais para as temperaturas do Oceano Pacífico.
Essa atualização surge em um momento em que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial apresenta uma aceleração contínua.
Descoberta de objeto misterioso desafia a astronomia
Astrônomos do Massachusetts Institute of Technology (MIT) identificaram um objeto extremamente luminoso e de tonalidade avermelhada no universo primordial. Ele pode ser classificado como um novo tipo de corpo astrofísico, denominado “estrela de buraco negro”.
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O objeto, observado pelo Telescópio Espacial James Webb, assemelha-se a uma estrela de proporções gigantescas, contudo, emite energia em uma magnitude similar à de um buraco negro. A revelação pode ainda auxiliar na compreensão dos enigmáticos “pequenos pontos vermelhos” avistados em registros do universo distante.
Chuva de meteoros Perseidas presenteou observadores globais
Anualmente, entre meados de julho e o final de agosto, o planeta Terra intercepta a nuvem de detritos deixada pelo cometa 109P/Swift-Tuttle. Quando esses fragmentos penetram a atmosfera terrestre, ocorre o fenômeno das Perseidas, uma chuva de meteoros que é mais facilmente avistada no Hemisfério Norte, mas que também pode ser observada, em menor proporção, em nações ao sul da linha do equador, como o Brasil. A visibilidade depende de condições climáticas favoráveis e da menor presença possível de poluição luminosa.
Recentemente, o pico dessa chuva de meteoros aconteceu entre a noite de 12 de agosto de 2026 e a madrugada de 13 de agosto de 2026. A Lua, estando no primeiro dia da fase nova, propiciou uma visualização privilegiada das Perseidas — nomeadas por se originarem na constelação de Perseus. Isso possibilitou que observadores de diversas partes do mundo não só apreciassem o evento, mas também realizassem registros impressionantes do fenômeno.
















