Futuro do abono salarial divide especialistas diante do alto custo fiscal
Criado a partir das bases históricas do PIS/PASEP e consolidado na Constituição de 1988, o pagamento extra anual destinado aos trabalhadores de baixa renda figura hoje como um dos temas mais espinhosos nas contas do governo federal. O repasse, que funciona na prática como um décimo quarto salário para quem ganha até duas vezes o piso nacional, consome anualmente uma fatia de aproximadamente R$ 30 bilhões do orçamento. Esse volume expressivo de recursos gera intensos debates entre economistas sobre o real custo-benefício da medida em um cenário de restrição orçamentária.
O atual cenário de aperto fiscal transformou essa despesa bilionária em um foco prioritário para eventuais ajustes na Esplanada dos Ministérios. Como resposta imediata à pressão nas contas, a equipe econômica estabeleceu no ano de 2024 um novo formato que restringe gradativamente o teto de recebimento para um salário mínimo e meio. A manobra governamental representa uma tentativa direta de frear a expansão da base de recebedores e conter a sangria dos cofres públicos a médio e longo















