Diniz comenta elenco do Corinthians com lesões e proibições de transferências

Fernando DinizFernando Diniz

Fernando Diniz - Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians

O técnico Fernando Diniz minimizou a carência de opções no plantel do Corinthians, afirmando que, com o retorno de atletas que estavam afastados por lesão, a equipe pode ser competitiva.

O Corinthians enfrenta a impossibilidade de realizar novas contratações devido a três “transfer bans” ativos e, além disso, precisa gerenciar uma longa lista de atletas indisponíveis. Em 24 de agosto de 2026, na 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time teve dez jogadores afastados por diversas razões, como descanso, lesões e suspensões, durante a derrota por 2 a 1 para o Coritiba.

“Gosto muito do elenco”, disse Diniz. O treinador explicou que, desde sua chegada, o clube perdeu três atletas importantes – Labyad, Kayke e Vitinho – que precisaram passar por cirurgias. Ele acrescentou que, com a presença desses três e o retorno de Yuri, André e Memphis, a situação seria diferente.

Fernando Diniz e jogadores do Corinthians – Rodrigo Coca/Agência Corinthians

“Não aprecio elencos muito grandes. Gosto do grupo de jogadores do Corinthians”, afirmou Diniz. O técnico sublinhou a importância de prevenir lesões, enfatizando que os problemas físicos dos atletas surgiram por infelicidade e não por uma sobrecarga de jogos.

Diniz completou que, com a recuperação dos jogadores e a capacidade de mantê-los em campo, evitando o Departamento Médico, a equipe tem condições de prosseguir. Ele reconheceu que, caso fosse possível resolver os “transfer bans” e realizar uma ou duas contratações, seriam acréscimos “muito bem-vindos”.

A diretoria do clube, entretanto, avalia ser impossível liquidar os débitos relacionados aos “transfer bans”, que atingem um total de R$ 21,5 milhões, antes do fechamento da janela de transferências, em 11 de setembro.

Além disso, mesmo que houvesse a possibilidade de quitar essas pendências, a cúpula corintiana já não tinha planos de autorizar novas contratações. Essa decisão é um reflexo direto da severa crise financeira que o clube atravessa, limitando significativamente a capacidade de investimento em novos talentos.

Para o confronto com o Santos, válido pela 25ª rodada do Brasileirão e marcado para as 16h (horário de Brasília), o Corinthians não contará com o meio-campista Breno Bidon, suspenso por acúmulo de três cartões amarelos. Contudo, o time terá a volta de Rodrigo Garro, que havia cumprido suspensão contra o Coritiba.

O goleiro Hugo Souza, juntamente com os laterais Matheuzinho e Matheus Bidu, que foram poupados em 24 de agosto de 2026 para controle de carga, também estarão de volta para o próximo embate.

Com uma semana de folga sem partidas, há a possibilidade de que o atacante Yuri Alberto esteja disponível para o clássico. Ele segue em recuperação de uma lesão na parte posterior da coxa direita, que ocorreu em 30 de julho.

Jovens da base podem ser alternativa em meio a desfalques

Diante da ausência de novas contratações e com vários atletas impedidos de jogar, o técnico Diniz pode ver-se na posição de precisar utilizar jogadores oriundos das categorias de base.

Desde sua chegada ao comando do Corinthians, Diniz ainda não promoveu nenhum jogador diretamente da equipe sub-20 para jogos do time principal. Os atletas mais jovens que receberam chances já faziam parte do elenco principal. Apesar disso, o treinador assegura que acompanha de perto as possíveis opções da base.

“Estou constantemente observando a base”, disse Diniz, “e sempre que possível, convoco jogadores para treinarem conosco. Estamos atentos a todos a partir do sub-17. Não é simples realizar essa transição da base para o profissional. Muitos pensam que basta escalar o atleta, mas se um jovem de 17 ou 18 anos não tem um bom desempenho, sua reputação pode ser rapidamente prejudicada.”

Diniz concluiu: “Todos esperam que o jogador demonstre seu valor. Por isso, precisamos avaliar se o atleta está preparado para ser escalado. Tenho uma observação sempre muito criteriosa e dedico atenção à categoria de base. Quando identificarmos que um jogador atingiu a maturidade necessária para atuar, faremos sua estreia. Este processo não é algo trivial.”