Reajuste de até 55% eleva custos de Kindle, Echo e Fire TV no Brasil

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Kindle - Tada Images / Shutterstock.com

A Amazon confirmou ajustes nos preços de eletrônicos populares no mercado brasileiro, impactando produtos como o Kindle, os dispositivos Echo e o Fire TV Stick. Os aumentos chegam a até 55% em alguns itens, conforme apurado em 24 de agosto, com a empresa justificando a medida pela crise global de memórias.

Entre os itens mais afetados está o Kindle de 16 GB, da 11ª geração, lançado em 2024. Seu valor subiu de R$ 599 para R$ 899, representando um acréscimo de 50%. Já o Echo Spot, também lançado no mesmo ano, teve seu preço elevado de R$ 579 para R$ 899, um aumento de 55%.

Contrariando a tendência de alta, alguns produtos da marca mantiveram seus valores originais de lançamento. Permanecem inalterados o Kindle Colorsoft, o mais recente Kindle Scribe, o Echo Studio e a 2ª geração do Echo Show 15.

A Amazon informou que os crescentes custos de componentes de memória e armazenamento foram o principal motivador para os reajustes. A companhia ressaltou que absorveu esses aumentos por um período prolongado antes de aplicar as novas tabelas de preços, sem detalhar a data exata em que as mudanças entraram em vigor.

“A indústria de eletrônicos de consumo enfrenta aumentos significativos nos custos de componentes de memória e armazenamento. Após absorver esses aumentos pelo maior tempo possível, ajustamos recentemente os preços em nossas linhas de produtos. Nossa abordagem sempre foi oferecer ótimos produtos a preços acessíveis, e esse compromisso não mudou”, afirmou a Amazon em nota.

Kindle – Matthew Nichols1/shutterstock.com

Veja quais produtos da Amazon sofreram reajustes de valores

O Mix Vale realizou um levantamento detalhado dos produtos da Amazon que tiveram seus preços alterados:

  • Kindle 16 GB (11ª geração): de R$ 599 para R$ 899 (+50,08%)
  • Kindle Paperwhite 16 GB (12ª geração): de R$ 849 para R$ 1.149 (+35,34%)
  • Kindle Paperwhite Signature Edition (12ª ger. – 32 GB): de R$ 999 para R$ 1.349 (+35,04%)
  • Kindle Colorsoft Signature Edition (32 GB): de R$ 1.649 para R$ 1.749 (+6,06%)
  • Fire TV Stick HD: de R$ 379 para R$ 479 (+26,39%)
  • Echo Dot 5ª geração: de R$ 429 para R$ 649 (+51,28%)
  • Echo Dot Max (2025): de R$ 849 para R$ 999 (+17,67%)
  • Echo Spot (2024): de R$ 579 para R$ 899 (+55,27%)
  • Echo Show 5 (3ª geração): de R$ 649 para R$ 849 (+30,82%)
  • Echo Show 8 (4ª geração): de R$ 1.799 para R$ 1.999 (+11,12%)
  • Echo Show 11 (2025): de R$ 2.199 para R$ 2.499 (+13,64%)
Echo Studioo da amazon – Divulgação

Crise de componentes: o motivo por trás dos novos valores

A indústria de eletrônicos de consumo tem sido uma das mais afetadas pelo aumento dos preços de memórias e armazenamento. Essa mudança na oferta é impulsionada pela crescente demanda de data centers focados em inteligência artificial, que têm comprado esses componentes em volumes muito maiores, impactando diretamente a disponibilidade para o consumidor final.

Estimativas de diversas empresas do setor apontam que todo o estoque de memórias para o ano de 2027 já teria sido negociado. Previsões indicam que a crise das memórias pode se estender até 2028, com algumas companhias acreditando que o cenário de escassez e alta de preços perdure até 2030.

Como consequência, o mercado tem registrado uma diminuição no volume de vendas. No entanto, as receitas do setor devem se manter estáveis ou até aumentar, impulsionadas pelos reajustes de preços aplicados aos consumidores. Esse cenário afeta amplamente o segmento de eletrônicos, incluindo celulares, videogames e notebooks.

Amazon Fire tv – Picturesque Japan/shutterstock.com