Após morte de Dolly Parton, onda tropical com nome Dolly pode se tornar tempestade

Dolly Parton - Instagram/ dollyparton Foto: Dolly Parton - Instagram/ dollyparton

A morte de Dolly Parton em 25 de agosto despertou uma “coincidência surpreendente” no cenário meteorológico, segundo especialistas. Enquanto o mundo da música lamenta a partida da ícone do country, o Centro Nacional de Furacões monitora uma onda tropical que pode se tornar a quarta tempestade nomeada da temporada de furacões do Atlântico de 2026, com o nome de Dolly.

Essa onda tropical, localizada em alto-mar no Atlântico, tem 70% de probabilidade de se transformar em tempestade tropical ou depressão até 27 de agosto, conforme a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). Embora o nome “Dolly” esteja na lista há três décadas, ele não possui qualquer relação direta com o falecimento da cantora.

Coincidência inusitada para meteorologistas e fãs da cantora

A singularidade do momento foi sublinhada por Roger Edwards, meteorologista aposentado da NOAA e fã de Dolly Parton. Em uma homenagem divulgada em rede social, ele descreveu o evento como uma “coincidência surpreendente”, justamente quando o mundo relembra a música e o legado filantrópico da artista. A combinação da partida da cantora com o potencial surgimento de uma tempestade com o mesmo nome gera um momento de reflexão para muitos.

Como os nomes das tempestades são escolhidos e definidos anualmente

Os nomes atribuídos a tempestades no Atlântico e no Pacífico Oriental são definidos por um comitê internacional da Organização Meteorológica Mundial. Eles utilizam conjuntos de seis listas alfabéticas rotativas, que se repetem a cada sete anos. Essa metodologia garante que a escolha seja padronizada e sem viés.

  • Após cada temporada, o comitê avalia quais nomes devem ser retirados da lista. Essa decisão ocorre se alguma tempestade for historicamente severa, causando mortes e grandes danos.
  • Nomes considerados insensíveis para serem reutilizados são substituídos por outros, seguindo critérios de serem curtos, fáceis de pronunciar e que não homenageiam pessoas específicas. Pelo menos 100 nomes já foram retirados da lista do Atlântico.

Origem do nome Dolly nas listas de furacões do Atlântico

O nome “Dolly” foi inserido na lista rotativa de 1996. Ele substituiu “Diana”, um furacão de categoria 2 que atingiu o México em 1990, causando 139 mortes. A inclusão de nomes acontece para renovar as listas e evitar o uso de designações associadas a grandes tragédias.

  • Desde sua inclusão, “Dolly” foi usado para nomear tempestades em três ocasiões. A última vez ocorreu em 2020.
  • Em 2008, o furacão Dolly alcançou a categoria 2 e, posteriormente, atingiu a ponta sudeste do Texas como um furacão de categoria 1, trazendo alívio para a seca na região.

Esclarecimento do Centro Nacional de Furacões sobre a manutenção do nome

Não há planos para descartar o nome “Dolly”, mesmo com a formação da tempestade prevista, comunicou o Centro Nacional de Furacões. A instituição esclareceu que não tem controle sobre a nomeação das tempestades tropicais ou sobre a frequência de uso dos nomes. Esse processo é rigorosamente estabelecido pelo comitê internacional da Organização Meteorológica Mundial, seguindo um protocolo estabelecido.

Legado de Dolly Parton em ações de ajuda humanitária e filantropia

Além de sua carreira musical, Dolly Parton era conhecida por seu engajamento em causas sociais e de auxílio a vítimas de desastres naturais. Ela contribuiu ativamente em esforços de recuperação em seu estado natal, o Tennessee, mostrando um lado filantrópico marcante.

A cantora esteve envolvida na ajuda às vítimas das enchentes em Waverly, Tennessee, em 2021, e nos incêndios florestais de 2016. Em 2024, após a passagem do furacão Helene pelo sudeste dos Estados Unidos, Parton anunciou uma doação pessoal de US$ 1 milhão. Suas empresas também se comprometeram a doar uma quantia similar para a recuperação das áreas afetadas na Carolina do Norte e no leste do Tennessee. Durante o anúncio da doação para o furacão Helene, Dolly Parton chegou a cantar uma versão adaptada de sua canção “Jolene”, demonstrando seu apoio e empatia pelas vítimas.

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