Atlético-MG mostra resiliência com tática ‘barbabol’ e põe rival sob pressão na Copa do BrasilPor Thiago Lemos
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O Atlético-MG demonstrou grande resiliência ao empatar em 1 a 1 com o Cruzeiro, no Mineirão, em um confronto válido pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, ocorrido em 26 de agosto de 2026. A abordagem tática do técnico Eduardo Domínguez foi decisiva, permitindo que a equipe suportasse a pressão, mantivesse a postura competitiva exigida em jogos eliminatórios e transferisse a responsabilidade pela decisão da vaga na semifinal para o adversário, que jogará em sua casa, a Arena MRV.
O treinador Domínguez montou uma formação que se alinhou perfeitamente com sua filosofia de jogo. Para reforçar o meio-campo e intensificar a marcação, ele posicionou Alan Franco na lateral direita, enquanto Castaño assumiu a função de primeiro volante.
A versatilidade de Alan Franco ficou clara em campo: sem a bola, ele atuava como lateral-direito, mas com a posse, deslocava-se para o centro do campo, fechando os espaços e dificultando a construção de jogadas do Cruzeiro. Essa execução do estilo “barbabol” permitiu que o Atlético cedesse a posse de bola ao adversário, que, por sua vez, teve dificuldades em encontrar brechas e criar oportunidades efetivas.
A partida teve um ritmo lento, impactado não apenas pelo esquema de jogo travado, mas também pela frequência de interrupções da arbitragem. Consequentemente, nenhuma das equipes conseguiu se sobressair ofensivamente, e o principal destaque ficou por conta do desempenho defensivo.
A performance defensiva do Atlético-MG refletiu a identidade tática implementada por Domínguez. Embora o time tenha gerado poucas oportunidades de ataque na primeira etapa, sua eficácia na marcação foi notável. A solidez da linha defensiva do clube mineiro tem sido uma constante desde a retomada dos campeonatos após a Copa do Mundo, e essa característica se repetiu no clássico.
Ruan precisou ser substituído ainda no primeiro tempo, após uma entrada vigorosa de Kaio Jorge. Para ocupar a vaga, Vitão, jovem de 18 anos, entrou em campo sem demonstrar nervosismo e executou com sucesso o plano tático do treinador Domínguez, mostrando segurança para afastar as ameaças na área.
Entre os meio-campistas, Fred se destacou por sua versatilidade, atuando em diversas áreas do campo e contribuindo tanto na marcação quanto na construção ofensiva, conquistando novamente o apreço da torcida. Maycon também teve uma atuação satisfatória, seguindo as diretrizes do técnico e sendo crucial na movimentação da bola e na distribuição das jogadas.
A segunda etapa da partida trouxe uma reviravolta no que parecia ser um empate sem gols. Apesar de o técnico Domínguez estar satisfeito com a solidez defensiva e o placar inalterado, a entrada de Arroyo no Cruzeiro alterou a dinâmica do confronto.
A resposta do Atlético-MG foi rápida. Mantendo a mesma formação tática, a equipe demonstrou sua capacidade de reação. No momento em que o Cruzeiro dominava as ações, uma perda de bola de Wesley no meio-campo abriu espaço para Bernard iniciar uma jogada perigosa. Cuello, posicionado pela esquerda, fez uma infiltração e acionou Renan Lodi, que aproveitou o posicionamento inadequado de Otávio para empatar a partida.
Um ponto de preocupação para o Atlético-MG reside na performance de seus centroavantes. Cassierra, que começou a partida como titular, teve uma atuação discreta, recebendo poucas bolas e cometendo erros de passe nas raras oportunidades que surgiram.
Em substituição a Cassierra, Thiago Borbas entrou em campo, mas sem tempo suficiente para apresentar um desempenho muito diferente de seu colega. O setor ofensivo carece de mais alternativas, e o banco de reservas não oferece ao treinador opções capazes de resolver a carência de um atacante mais decisivo.
No entanto, o resultado final em campo era exatamente o que o técnico argentino buscava. O Atlético-MG manteve sua estratégia, fechando os espaços e impedindo que o Cruzeiro criasse novas chances. O planejamento funcionou, confirmando que, em competições de Copa, a eficácia tática muitas vezes supera a busca por um jogo esteticamente agradável. Para a partida de volta, a responsabilidade de buscar a classificação agora recai sobre o time visitante.







