Inglês, espanhol e árabe foram os idiomas predominantes na Copa do Mundo FIFA 2026
A Copa do Mundo FIFA de 2026, que foi disputada entre junho e julho de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá, marcou a história como a maior edição em número de participantes, com 48 seleções. Um levantamento dos idiomas nacionais e oficiais mais falados pelos países que estiveram no mundial revelou uma notável diversidade linguística, mas também a persistente influência da colonização, evidenciada pela hegemonia do inglês, espanhol e francês, além da crescente presença do mundo árabe no futebol.
Domínio de espanhol, árabe e inglês marcou o panorama linguístico do mundial de 2026
O panorama das línguas predominantes na Copa do Mundo de 2026 evidenciou a vasta diversidade dos 48 países que participaram do torneio, realizado em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
Com nações de quatro continentes, desde o guarani, idioma indígena do Paraguai, até o uzbeque, falado na Ásia Central, o evento apresentou um mapa linguístico que destacou a diversidade e as influências históricas.
A hegemonia de línguas de origem europeia, como inglês, francês e espanhol, refletiu os processos de colonização e o imperialismo de nações como Espanha, Inglaterra e Portugal, com o português presente em países de três continentes. A expansão do mundo árabe, da península até o norte da África, também foi notável no torneio.
Principais idiomas presentes no torneio mundial de futebol
- Inglês (9 países)
- Espanhol (8 países)
- Francês (8 países)
- Árabe (8 países)
- Alemão (4 países)
- Holandês (3 países)
- Português (3 países)
O cenário da diversidade de idiomas durante a Copa do Mundo de 2026
O aumento para 48 seleções na Copa do Mundo não apenas ampliou o número de partidas, mas também intensificou a pluralidade cultural e linguística. Os gramados de 2026 se tornaram um palco para dezenas de idiomas distintos, evidenciando a riqueza das nações participantes.
Um levantamento detalhado sobre as línguas oficiais e majoritárias dos países nos 12 grupos do torneio foi realizado. Os resultados indicaram um empate técnico nas posições de destaque, revelando o alcance global de idiomas europeus, influenciados pela colonização ibérica e pelo imperialismo inglês.
Como o inglês, espanhol, francês e árabe dominaram a comunicação no mundial
O inglês encabeçou o ranking de maneira isolada, funcionando como idioma oficial ou principal de comunicação em nove das 48 nações participantes. Países de diferentes continentes, como Austrália, Gana, Estados Unidos e África do Sul, compartilhavam essa língua.
Na sequência, três grandes idiomas partilharam a segunda colocação. O espanhol, fortalecido pela vasta presença na América Latina; o francês, decorrente da colonização em regiões latinas e africanas; e o árabe, símbolo da influência árabe do Oriente Médio ao norte da África, estiveram presentes em oito países cada.
O português foi falado em três continentes distintos: na América do Sul, pelo Brasil; na Europa, por Portugal; e na África, por Cabo Verde.
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Classificação final dos idiomas mais usados na Copa do Mundo

| Posição | Idioma | Nº de países | Países representantes |
|---|---|---|---|
| 1º | Inglês | 9 | África do Sul, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Austrália, Curaçao, Nova Zelândia, Inglaterra e Gana |
| 2º | Espanhol | 8 | México, Paraguai, Equador, Espanha, Uruguai, Argentina, Colômbia e Panamá |
| 2º | Francês | 8 | Canadá, Suíça, Haiti, Costa do Marfim, Bélgica, França, Senegal e RD Congo |
| 2º | Árabe | 8 | Catar, Marrocos, Tunísia, Egito, Arábia Saudita, Iraque, Argélia e Jordânia |
| 5º | Alemão | 4 | Suíça, Alemanha, Bélgica e Áustria |
| 6º | Holandês | 3 | Curaçao, Holanda e Bélgica |
| 6º | Português | 3 | Brasil, Cabo Verde e Portugal |
| 8º | Croata | 2 | Bósnia e Croácia |
Para países com múltiplos idiomas oficiais, foi levado em conta aquele que predominava na comunicação nacional.
A rica herança cultural por trás dos idiomas presentes na Copa do Mundo
O futebol, que cativa o mundo, revelou também que os idiomas presentes na narração dos gols carregavam um significativo legado cultural. A análise das seleções participantes permitiu identificar grandes potências no campo da literatura.
Influência do Realismo Mágico e o legado da língua espanhola no mundial
Entre as oito nações hispanofalantes no mundial, figurou a Colômbia, berço de Gabriel García Márquez, que, com seu Prêmio Nobel de Literatura em 1982, consolidou o Realismo Mágico na obra ‘Cem Anos de Solidão’. O espanhol também foi o idioma natal de Miguel de Cervantes, autor espanhol do clássico ‘Dom Quixote’, um dos livros mais traduzidos e lidos da história.
A significativa contribuição literária do mundo árabe na Copa
Com oito seleções representando-o, o mundo árabe trouxe para o torneio um legado de autores fundamentais. O Egito, por exemplo, foi a pátria de Naguib Mahfouz, o primeiro escritor de língua árabe laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1988, notável por suas narrativas sobre a vida urbana do Cairo.
A vasta presença do francês na África e Europa durante a Copa
O francês apresentou uma forte ramificação entre as seleções qualificadas, particularmente no continente africano. Um exemplo notável foi o Senegal, terra de Léopold Sédar Senghor, que, além de primeiro presidente, foi um poeta de grande prestígio e o primeiro africano a fazer parte da Academia Francesa, cofundador do movimento da Negritude. Na Europa, a França participou do mundial com o legado de figuras como Victor Hugo e Albert Camus.
Guarani: o único idioma nativo com status oficial entre os participantes do mundial
O Paraguai se destacou na Copa do Mundo de 2026 como a única nação a ter um idioma indígena como cooficial: o guarani. Mais de 90% da população paraguaia utilizava o guarani no dia a dia, mesmo com o espanhol predominando na administração e na educação formal.
Representou a única nação sul-americana — e uma das poucas globalmente — onde um idioma nativo atingiu tal grau de reconhecimento legal e uso diário. O guarani, falado por aproximadamente 6 milhões de indivíduos, possui gramática, literatura e produção cultural próprias.
A inclusão do guarani na Copa do Mundo contrastou com a situação de outras nações que possuíam idiomas de povos originários reconhecidos localmente, como o maori na Nova Zelândia, mas que não alcançavam o mesmo índice de falantes diários.
Uzbeque e crioulo: os idiomas menos familiares presentes na Copa do Mundo
Entre os idiomas menos conhecidos presentes na Copa do Mundo estiveram o uzbeque e o crioulo.
O uzbeque, idioma oficial do Uzbequistão, pertence à família das línguas turcas e é falado por cerca de 35 milhões de pessoas. O país da Ásia Central fez sua estreia na Copa do Mundo, apresentando-se como uma das novidades da edição de 2026.

O crioulo haitiano atuou como idioma cooficial no Haiti, junto ao francês. Originado do francês colonial e enriquecido por influências de línguas africanas, o crioulo haitiano representou a comunicação cotidiana da população, enquanto o francês era empregado em ambientes formais, e o crioulo no domínio da cultura, música e expressão popular.
O persa, língua oficial do Irã, também mereceu menção, sendo uma das que possuíam a mais longa tradição literária global, com mais de 2.500 anos de produção ininterrupta. O poeta Rumi, nascido no século XIII na região do atual Afeganistão e educado na cultura persa, figurou entre os autores mais lidos mundialmente.
Destaques e curiosidades sobre os idiomas das nações que participaram da Copa
- Inglês
- * Foi o idioma oficial em nove seleções, incluindo Curaçao, onde o papiamento também era falado.
* A África do Sul tinha 11 idiomas oficiais, mas o inglês era a principal língua institucional e de comunicação internacional.
* Escritores renomados incluíram William Shakespeare (Inglaterra) e Chinua Achebe (Gana).
* Alice Munro (Canadá) foi laureada com o Nobel de Literatura. - Espanhol
- * Esteve presente em países da América do Norte, Central e do Sul, além da Europa.
* O Paraguai teve o guarani como cooficial, mas o espanhol predominou na comunicação oficial.
* Escritores famosos incluíram Gabriel García Márquez (Colômbia), Jorge Luis Borges (Argentina) e Miguel de Cervantes (Espanha).
* Gabriel García Márquez (Colômbia) recebeu o Nobel de Literatura. - Árabe
- * Predominou em oito seleções do Norte da África e Oriente Médio.
* O árabe foi oficial em diversos dialetos, com a forma literária clássica usada oficialmente.
* Naguib Mahfouz (Egito), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1988, foi um de seus notáveis escritores. - Francês
- * Foi oficial na Europa e em antigas colônias africanas.
* O Canadá era bilíngue (inglês e francês), mas o francês prevaleceu em Quebec.
* Jean-Marie Gustave Le Clézio (França) foi um dos vencedores do Nobel de Literatura. - Alemão
- * Foi falado oficialmente na Alemanha, Áustria e em partes da Suíça.
* Escritores famosos incluíram Johann Wolfgang von Goethe (Alemanha) e Hermann Hesse (Suíça/Alemanha).
* Hermann Hesse (Alemanha/Suíça) recebeu o Nobel de Literatura. - Português
- * Esteve presente no Brasil, em Portugal e em Cabo Verde.
* Escritores renomados incluíram Fernando Pessoa (Portugal), José Saramago (Portugal) e Machado de Assis (Brasil).
* José Saramago (Portugal, 1998) foi um dos vencedores do Nobel de Literatura.
A presença de Brasil, Cabo Verde e Portugal como nações lusófonas na Copa de 2026
Portugal uniu-se à estreante seleção africana de Cabo Verde e ao pentacampeão Brasil na Copa do Mundo de 2026, que ocorreu no México, EUA e Canadá. Assim, as nações europeias participaram do mundial ao lado de suas ex-colônias na África e na América do Sul.
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Pela primeira vez em sua história, a Seleção de Cabo Verde assegurou sua participação na Copa do Mundo da FIFA, após vencer Essuatíni por 3 a 0 em Praia, sua capital.
A Língua Portuguesa, além da paixão pelo futebol, uniu esses três países, revelando curiosidades interessantes ao longo do torneio.
Conhecendo a origem da Língua Portuguesa
A Língua Portuguesa teve sua origem no latim vulgar, idioma utilizado pelo povo romano durante a expansão do Império Romano pela Península Ibérica, a partir do século III a.C.
Ao longo dos séculos, esse latim se mesclou com línguas locais, como o galego e o celta, o que gerou diversas variações regionais. Uma delas, o galego-português, desenvolveu-se no noroeste da Península Ibérica, na área que atualmente compreende o norte de Portugal e a Galícia, na Espanha.
Entre os séculos XII e XIV, o galego-português iniciou sua consolidação como um idioma independente. Após a independência do Condado Portucalense em 1143 e a criação do Reino de Portugal, a língua falada na região adquiriu uma identidade própria, tornando-se o português arcaico. Com a centralização política e cultural em Lisboa e a expansão marítima, o idioma se disseminou por diversos continentes, impulsionado pela colonização e pelo comércio.
Dessa forma, a Língua Portuguesa cruzou o Atlântico, alcançando a África, a Ásia e a América do Sul, onde se adaptou às culturas locais e absorveu influências de diversos povos. Atualmente, o português é falado por mais de 260 milhões de pessoas e figura como idioma oficial em nove países, incluindo Brasil, Cabo Verde e Portugal — três nações que, embora geograficamente distantes, compartilham uma herança linguística e cultural profunda.
Portugal: o berço histórico da Língua Portuguesa
Portugal foi, de fato, o berço da Língua Portuguesa. A consolidação do idioma em seu território ocorreu entre os séculos XII e XVI, paralelamente ao fortalecimento político do reino. Sob o reinado de Dom Dinis (1279–1325), o português foi oficialmente reconhecido como a língua do Estado, substituindo o latim em documentos administrativos e produções literárias.
Através das explorações coloniais, o idioma expandiu-se para os territórios que foram conquistados e colonizados. Marinheiros, missionários e comerciantes portugueses disseminaram a língua pela África, Ásia e América. Simultaneamente, o intercâmbio com outros povos introduziu novos termos ao português, incluindo vocábulos de origem árabe, africana, tupi e asiática.
Em Portugal, a língua continuou seu desenvolvimento, mantendo características singulares, como a pronúncia fechada de certas vogais e o emprego de tempos verbais distintos dos utilizados no Brasil e em Cabo Verde. Essa variação linguística demonstra que, apesar da origem compartilhada, cada nação adaptou o português à sua própria realidade cultural e histórica.
O desenvolvimento da Língua Portuguesa em Cabo Verde
Cabo Verde, um arquipélago na costa oeste da África, foi colonizado por Portugal no século XV. Com a chegada dos portugueses, o idioma se estabeleceu como língua oficial e administrativa. Com o tempo, o português se fundiu com as línguas e culturas africanas trazidas pelos povos escravizados, resultando no crioulo cabo-verdiano, uma língua única, com base portuguesa, mas com estrutura e sonoridade africanas.
Durante a era colonial, o português servia como idioma da elite e do ensino formal, enquanto o crioulo era predominante nas comunidades. Após a independência de Cabo Verde em 1975, a nação conservou o português como idioma oficial, reconhecendo sua relevância histórica e seu papel na integração lusófona.
A evolução da Língua Portuguesa no Brasil
O português aportou no Brasil em 1500, com a expedição de Pedro Álvares Cabral. A partir do processo de colonização, o idioma gradualmente se sobrepôs às línguas indígenas e africanas. Nos primeiros séculos, o português coexistiu com a língua geral, um dialeto híbrido derivado do tupi, largamente utilizado nas interações entre colonos, indígenas e missionários.
Contudo, em 1758, o Marquês de Pombal, então ministro do rei Dom José I, decretou a proibição do uso de línguas indígenas e africanas, estabelecendo o português como idioma obrigatório em todo o território colonial.
Essa política linguística firmou o português como a língua predominante do Brasil, que, com o tempo, adaptou-se e adquiriu características singulares, influenciadas por expressões africanas, indígenas e europeias.
Atualmente, o português brasileiro apresenta ritmo, pronúncia e vocabulário distintos dos falados em Portugal e Cabo Verde. Apesar dessas variações, as nações ainda compartilham a mesma base linguística, facilitando a comunicação e o intercâmbio cultural entre milhões de falantes.
Notáveis figuras da literatura de Cabo Verde, Brasil e Portugal
A literatura se destacou como uma das manifestações mais ricas da Língua Portuguesa, expressando as diversas identidades dos povos que a falam.
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Em Cabo Verde, nomes como Baltasar Lopes da Silva, autor do romance ‘Chiquinho’, um marco da literatura cabo-verdiana; Germano Almeida, famoso por ‘O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo’; e Orlanda Amarílis, uma das vozes femininas mais expressivas do país, se destacaram.
No Brasil, a literatura em português prosperou desde a era colonial. Figuras como Machado de Assis, Jorge Amado, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus e Graciliano Ramos deixaram sua marca na literatura nacional e internacional. Suas criações exploraram temas sociais, psicológicos e políticos, descrevendo a complexidade do país.
Em Portugal, foram notáveis Luís de Camões, criador do clássico ‘Os Lusíadas’; Fernando Pessoa, um dos maiores poetas do século XX; José Saramago, que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1998; e Sophia de Mello Breyner Andresen, cuja produção poética é largamente reverenciada.
Sugestões de leitura em Língua Portuguesa para os interessados
- De Cabo Verde: ‘Chiquinho’ (Baltasar Lopes da Silva) e ‘O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo’ (Germano Almeida) foram obras importantes. ‘Cais-do-Sodré Té Salamansa’ (Orlanda Amarílis), que reuniu contos sobre a vivência cabo-verdiana, também mereceu menção.
- Do Brasil: ‘Dom Casmurro’ (Machado de Assis), ‘Vidas Secas’ (Graciliano Ramos), ‘Quarto de Despejo’ (Carolina Maria de Jesus), ‘Gabriela, Cravo e Canela’ (Jorge Amado) e ‘A Hora da Estrela’ (Clarice Lispector) foram exemplos da diversidade e força da literatura brasileira.
- De Portugal: ‘Os Lusíadas’ (Luís de Camões), ‘O Livro do Desassossego’ (Fernando Pessoa), ‘Ensaio sobre a Cegueira’ (José Saramago) e ‘Contos Exemplares’ (Sophia de Mello Breyner Andresen) ilustraram a profundidade e a tradição literária do país.
Ícones musicais de Cabo Verde, Brasil e Portugal

Na música cabo-verdiana, a figura de Cesária Évora, a “diva dos pés descalços”, obteve reconhecimento global por sua interpretação da morna, um gênero melancólico e poético que simbolizou a cultura local. Outros nomes relevantes foram Tito Paris, Bana e Mayra Andrade, artistas que uniram tradição e modernidade em suas obras.
O Brasil se firmou como uma das nações musicalmente mais ricas no cenário lusófono. A música brasileira conquistou o mundo através de artistas como Tom Jobim, Elis Regina, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Milton Nascimento, Elza Soares e Maria Bethânia. Cada um deles representou distintos estilos e épocas, do samba à bossa nova, do tropicalismo à MPB.
Em Portugal, a música tradicional se manifestou predominantemente através do fado, gênero reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Amália Rodrigues foi o maior ícone do fado, seguida por artistas contemporâneos como Mariza, Camané e Ana Moura. Além do fado, a música popular portuguesa demonstrou crescimento com nomes como António Zambujo e Carminho, que preservaram a tradição ao adaptá-la aos novos tempos.
Peculiaridades do português falado em Brasil, Cabo Verde e Portugal
Apesar de compartilharem a mesma origem, o português empregado no Brasil, Cabo Verde e Portugal exibiu variações notáveis em vocabulário, pronúncia e expressões idiomáticas.
No Brasil, o idioma adquiriu uma musicalidade particular, fruto da mescla de povos e culturas. Vocábulos de origem indígena, como pipoca, caju e tapioca, e africana, como moleque, quitanda e dengo, enriqueceram seu léxico.
Em Cabo Verde, o português coexistiu com o crioulo cabo-verdiano, e frequentemente as línguas se interligavam. Expressões como “tudo bem” podiam aparecer ao lado de termos crioulos, formando uma comunicação híbrida e expressiva.
Em Portugal, a pronúncia mostrou-se geralmente mais fechada, e algumas palavras alteravam seu sentido em comparação com o português brasileiro. Por exemplo, “autocarro” significava “ônibus”, “telemóvel” era “celular” e “fato” correspondia a “terno”.
Essas distinções fizeram da Língua Portuguesa uma das mais diversas globalmente. Apesar das variações, os falantes desses três países conseguiam se comunicar, o que fortaleceu o papel da língua como um elo cultural e histórico entre povos de distintos continentes.
Mapeamento dos idiomas nacionais dos participantes da Copa do Mundo de 2026
Apresentamos o mapeamento das 48 nações classificadas para a Copa do Mundo de 2026, separadas por grupo, com seus respectivos idiomas oficiais ou majoritários:
- GRUPO A
- México: Espanhol (e 68 línguas indígenas nacionais)
- África do Sul: Inglês, Africâner, Zulu, Xhosa (além de outras 8 línguas oficiais)
- Coreia do Sul: Coreano
- República Tcheca: Tcheco
- GRUPO B
- Canadá: Inglês, Francês
- Bósnia: Bósnio, Croata, Sérvio
- Catar: Árabe
- Suíça: Alemão, Francês, Italiano, Romanche
- GRUPO C
- Brasil: Português
- Marrocos: Árabe, Amazigue (Berbere)
- Haiti: Francês, Crioulo Haitiano
- Escócia: Inglês, Gaélico Escocês, Scots
- GRUPO D
- Estados Unidos: Inglês (idioma nacional na prática)
- Paraguai: Espanhol, Guarani
- Austrália: Inglês
- Turquia: Turco
- GRUPO E
- Alemanha: Alemão
- Curaçao: Holandês, Papiamento, Inglês
- Costa do Marfim: Francês
- Equador: Espanhol (Kichwa e Shuar para relações interculturais)
- GRUPO F
- Holanda: Holandês (Neerlandês)
- Japão: Japonês
- Suécia: Sueco
- Tunísia: Árabe
- GRUPO G
- Bélgica: Holandês, Francês, Alemão
- Egito: Árabe
- Irã: Persa (Farsi)
- Nova Zelândia: Inglês, Maori, Língua de Sinais Neozelandesa
- GRUPO H
- Espanha: Espanhol (além de Catalão, Galego e Basco como co-oficiais regionais)
- Cabo Verde: Português, Crioulo Cabo-Verdiano
- Arábia Saudita: Árabe
- Uruguai: Espanhol
- GRUPO I
- França: Francês
- Senegal: Francês (oficial), Wolof
- Iraque: Árabe, Curdo
- Noruega: Norueguês
- GRUPO J
- Argentina: Espanhol
- Argélia: Árabe, Tamazight
- Áustria: Alemão
- Jordânia: Árabe
- GRUPO K
- Portugal: Português
- RD Congo: Francês (oficial), Lingala, Kikongo, Swahili, Tshiluba
- Uzbequistão: Uzbeque
- Colômbia: Espanhol
- GRUPO L
- Inglaterra: Inglês
- Croácia: Croata
- Gana: Inglês
- Panamá: Espanhol

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